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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Peixe morre é pela boca... Já dizia o ditado

25/02/2010 - 17h24

Pesquisa comprova que quem come mais rápido consome mais calorias

ANAHAD O'CONNOR
do New York Times

As mães sempre pedem aos filhos na mesa de jantar que tenham calma e mastiguem bem a comida. Aparentemente, elas têm um motivo para isso. Pesquisadores descobriram evidências, ao longo dos anos, que quando as pessoas devoram os alimentos acabam consumindo mais calorias do que quando se alimentam num ritmo mais lento. Um motivo é o efeito da ingestão mais rápida sobre hormônios.
 Num estudo publicado no mês passado, cientistas descobriram que quando um grupo de participantes recebia uma porção idêntica de sorvete em diferentes ocasiões, eles liberavam mais hormônios que davam a sensação de saciedade quando tomavam o sorvete em 30 minutos, em vez de 15. Os cientistas coletaram amostras de sangue e mediram a insulina e os hormônios do trato intestinal antes, durante e depois do sorvete. Eles descobriram que dois hormônios que sinalizam a sensação de saciedade, ou de estar cheio mostraram uma resposta mais pronunciada quando os participantes tomaram o sorvete mais devagar.






  Insulina e hormônios foram medidos antes, durante e depois do sorvete

A sensação de saciedade leva a comer menos, como sugeriu outro estudo publicado no "The Journal of the American Dietetic Association" em 2008. Nesse estudo, os participantes relataram maior saciedade e consumiram aproximadamente 10% menos calorias quando comeram devagar, em comparação a quando simplesmente engoliram os alimentos. Em outro estudo, com 3 mil participantes, publicado no The British Medical Journal, as pessoas que informaram comer rapidamente e comer até se sentirem cheias tiveram risco três vezes maior de estarem acima do peso em comparação a outras pessoas.

Em outras palavras, os especialistas afirmam que diminuir o ritmo e saborear mais os alimentos é bom e não dói. Comer mais devagar pode aumentar a sensação de saciedade, reduzindo a ingestão de calorias.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u699022.shtml

 

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