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domingo, 13 de março de 2016

Qual a diferença entre teoria e lei? Por que a seleção natural de Darwin é teoria?

Qual a diferença entre teoria e lei? Por que a seleção natural de Darwin é teoria?

Confira a resposta para a questão enviada pelo leitor Emanuel Artiaga de Santiago Silva, de Belém (PA), na seção O leitor pergunta publicada na CH 333.
Por: Luiz Fernando Jardim Bento
Publicado em 04/03/2016 | Atualizado em 04/03/2016

Descritos por Darwin, tentilhões de Galápagos foram fundamentais para estabelecer relação entre processo de especiação e seleção natural. (imagem: domínio público/Wikimedia)

Em uma conversa com amigos podemos levantar uma teoria sobre os motivos da nossa grande derrota para a alemanha na última copa do mundo de futebol, sobre os rumos da crise econômica e outros infinitos temas relevantes. Seriam essas teorias válidas? Claro que sim! Mas não são teorias científicas. Na ciência, chamamos de teoria o que é fortemente embasado por diversas pesquisas feitas de forma independente por cientistas ao longo do tempo. Não é um mero palpite de mesa de bar. Além disso, uma teoria científica não chega à maturidade depois de fazer 18 anos e se transforma em lei.
Enquanto as teorias científicas explicam fenômenos da natureza, as leis são descrições generalistas desses fenômenos
Teoria não é uma versão menos confiável que uma lei, longe disso. Enquanto as teorias científicas explicam fenômenos da natureza, as leis são descrições generalistas desses fenômenos. São termos bem diferentes! Por exemplo, a evolução é uma teoria. Mas não é uma teoria qualquer. Segundo o biólogo alemão Ernst mayr (1904­2005), a evolução é uma teoria que se transformou em um fato devido à imensa quantidade de evidências que a suportam. É um fato, assim  como o fato de a Terra circular ao redor do Sol. Uma das suas mais importantes forças propulsoras é a teoria da seleção natural.
Enquanto podemos considerar a evolução como o fato de que o mundo não é constante e de que os organismos são transformados ao longo do tempo, a teoria da seleção  natural seria o mecanismo que explica, em grande parte, como essas constantes e graduais transformações ocorrem. As evidências de que a seleção natural é real e de extrema importância para a evolução biológica são incontáveis e de diversas áreas do conhecimento, desde históricas (registro fóssil) até experimentais (como descrito em bactérias e peixes). Então, podemos afirmar que sim, a seleção natural é uma teoria científica, e isso não diminui sua importância e seu embasamento científico. Bem diferente daquelas teorias que inventamos todos os dias...
Você acabou de ler um texto publicado na CH 333. Clique aqui para acessar uma versão digital parcial da revista e ler outros textos da edição.
 
Luiz Fernando Jardim Bento
Museu Ciência e Vida
Fundação Centro de Ciências e Educação Superior à Distância do Estado do Rio de Janeiro


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O primeiro crustáceo venenoso, uma criatura que parece uma centopeia

Cientistas encontram primeiro crustáceo venenoso

DA BBC BRASIL

Cientistas encontraram o primeiro crustáceo venenoso, uma criatura que parece uma centopeia e vive em cavernas submarinas no Caribe, nas Ilhas Canárias, e na costa oeste da Austrália, e se alimenta de outros crustáceos.
A espécie cega usa um composto que derrete suas presas, semelhante ao veneno da cobra cascavel. O veneno contém um coquetel complexo de toxinas, incluindo enzimas e um agente paralisante.
A descoberta foi divulgada na publicação científica "Molecular Biology and Evolution".
O crustáceo rompe os tecidos do corpo da presa com seu veneno e suga o líquido de seu exoesqueleto.

Bjorn von Reumont/Natural History Museum
Crustáceo venenoso encontrado por cientistas vive em cavernas submarinas no Caribe, nas Ilhas Canárias e na Austrália
"Eles têm pernas robustas e preênseis, que lembram agulhas hipodérmicas" disse à Ronald Jenner, coautor do estudo e zoologista no Museu de História Natural de Londres.
"As pontas das pernas são ocas e têm uma abertura, como nas agulhas. Essas pernas contém um reservatório de veneno rodeado por músculos. Acreditamos que quando esses músculos se contraem, o veneno é empurrado e injetado na presa."
ANIMAIS PEÇONHENTOS
"Os resultados desse estudo ajudam a melhorar a nossa compreensão sobre a evolução dos venenos dos animais", disse Jenner.
"Essa técnica de se alimentar, semelhante a de uma aranha, é única entre crustáceos. Esse veneno é claramente uma forma de adaptação para essa espécie cega que vive em cavernas pobres em nutrientes."
O grupo dos crustáceos é bastante numeroso e faz parte do filo de animais invertebrados artrópodes. Entre os crustáceos estão o camarão, a lagosta e o caranguejo.
A maioria vive na água, mas alguns, como o oniscídea, ou tatu-bola como é conhecido popularmente, vivem na terra.
Bjoern von Reumont, também do Museu de História Natural, comentou: "Esta é a primeira vez que vimos veneno sendo usado em crustáceos, e o estudo adiciona um novo grupo importante para a lista de animais peçonhentos".
"Venenos são especialmente comuns em três dos quatro principais grupos de artrópodes, como insetos. Crustáceos, no entanto, são uma notável exceção à regra."
"Apesar da variedade, até hoje não se conhecia nenhuma das cerca de 70 mil espécies descritas de crustáceos como sendo venenosa", disse von Reumont.


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Relação planta animal. A importância de cada organismo no nosso planeta.


31/05/2013 - 02h55

Sumiço de tucano prejudica árvores da mata atlântica

GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO

O desaparecimento de pássaros grandes, como tucanos e arapongas, tem consequências muito mais graves do que se pensava.
Pesquisadores brasileiros viram que o sumiço desses animais em pontos da mata atlântica pode afetar a evolução das árvores na floresta.
Isso acontece por um motivo aparentemente banal: como essas aves têm o bico grande, conseguem comer --e, consequentemente, espalhar-- sementes maiores.
Quando só restam as de bico pequeno, como o sabiá-una, só as sementes menores são dispersadas.
Essa mudança exerce pressão sobre a evolução das plantas. Cada vez mais, apenas as que têm sementes pequenas se reproduzem, levando as gerações seguintes a também serem assim.
"As sementes menores são menos resistentes à seca. Em alguns casos, basta uma redução de 20% na quantidade de água para que elas não germinem", afirma Mauro Galetti, professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e líder do trabalho publicado na "Science".
Com o aquecimento global, a tendência é que os períodos de seca se intensifiquem. Com a mudança das sementes, a floresta fica ainda mais vulnerável.
Há décadas estudioso da dinâmica de dispersão de sementes, Galetti aproveitou o extenso conhecimento e seu banco de dados sobre a palmeira chamada de palmito-juçara (Euterpe edulis) para desenvolver seu trabalho.
Ele e um grupo de cientistas analisaram diversos aspectos da planta em 22 áreas da mata atlântica no país.
O bioma é o mais afetado pelo desmatamento no Brasil, restando hoje só cerca de 12% da sua cobertura original. A maioria dessas áreas --quase 80%-- está fragmentada demais para que as grandes aves frugívoras sobrevivam. Já as pequenas conseguem resistir mesmo em áreas menores.
Além disso, as aves grandes também sofrem com a caça e a captura ilegal.
"Há muito já sabemos que essas aves têm um papel importante. A novidade é que as mudanças estão acontecendo em um ritmo muito acelerado. E é uma mudança evolutiva, não só ecológica", diz Galetti.
Segundo o pesquisador, o fato de o palmito-juçara ter um ciclo de vida mais rápido ajudou os cientistas a notar essa influência. No caso de árvores cujo desenvolvimento leva mais tempo, como as da floresta amazônica, demoraria mais para que o fenômeno fosse percebido.
Embora o trabalho tenha sido feito na mata atlântica, os pesquisadores não descartam que essas mudanças possam ocorrer também na Amazônia, uma vez que a queda no número de grandes aves é observada em vária regiões.
"Mesmo se as populações de grandes pássaros voltarem a crescer, já não há como alterar a questão das sementes, pois não haverá mais o genótipo da planta de semente grande para ser reproduzido. Pode ser, sim, um caminho sem volta."

Editoria de Arte/Folhapress
http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2013/05/1287620-sumico-de-tucano-prejudica-arvores-da-mata-atlantica.shtml

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Brasileiros vão decifrar genomas do papagaio e do sabiá-laranjeira

26/09/2012 - 04h55

Brasileiros vão decifrar genomas do papagaio e do sabiá-laranjeira

REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE "CIÊNCIA+SAÚDE"

Não é todo dia que uma imagem de Zé Carioca ilustra uma apresentação sobre genômica, mas o malandro arquetípico da Disney tinha um bom motivo para figurar no Powerpoint de Francisco Prosdocimi, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro): o tema era o genoma "dele".
Ou melhor, o do papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva), que está entre as espécies mais comuns do bicho em cativeiro. O objetivo de Prosdocimi e seus colegas é vasculhar o DNA da ave em busca de pistas que ajudem a explicar sua proverbial tagarelice.
Para atingir esse objetivo, o papagaio-verdadeiro não é o único alvo. O grupo de cientistas, batizado de Sisbioaves, pretende sequenciar (grosso modo, "soletrar") o genoma de outras espécies tipicamente brasileiras, como o sabiá-laranjeira e o bem-te-vi.

 Editoria de Arte/Folhapress
Em comum, esses bichos possuem o chamado aprendizado vocal -a capacidade, similar à dos seres humanos, de aprender padrões de vocalização ao longo da vida.
Detalhes sobre o projeto foram apresentados durante o 58º Congresso Brasileiro de Genética, em Foz do Iguaçu.
"A gente sabe que o aprendizado vocal é polifilético [ou seja, evoluiu mais de uma vez em linhagens sem parentesco próximo]", explica Claudio Mello, brasileiro que trabalha na Universidade de Saúde e Ciência do Oregon (Estados Unidos).
"Portanto, se a gente encontrar genes relevantes para esse comportamento que são compartilhados entre os vários grupos de aves e os humanos, provavelmente isso quer dizer que eles representam a base do aprendizado vocal", diz Mello.
Na maioria das aves, afirma Mello, existe o chamado período crítico de aprendizado -- uma fase da "infância" do bicho na qual ele precisa ser exposto ao canto de outro animal para que ele aprenda a cantar de forma apropriada, coisa que também se verifica no caso da fala humana. Já os papagaios parecem ser mais versáteis, sendo capazes de aprender a imitar sons humanos em praticamente qualquer fase de sua vida.
A estimativa de Prosdocimi e de sua colega Maria Paula Schneider, da UFPA (Universidade Federal do Pará), é que a leitura dos genomas do papagaio e do sabiá-laranjeira esteja concluída em meados do ano que vem.
Segundo o pesquisador da UFRJ, que é bioinformata (especialista na análise computacional de dados biológicos), espera-se que os bichos tenham genomas relativamente compactos, com menos da metade do tamanho do genoma humano.
Os pesquisadores ainda não encontraram, nos papagaios, o equivalente ao gene FOXP2, hoje um dos grandes candidatos a influenciar a capacidade humana para a fala. Mas não é só o lado vocal que interessa aos cientistas.
Prosdocimi destaca que os papagaios são inteligentes de modo geral. E vivem muito, passando dos 70 anos, o que traria pistas sobre as bases genéticas da longevidade.
 http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1159238-brasileiros-vao-decifrar-genomas-do-papagaio-e-do-sabia-laranjeira.shtml

domingo, 24 de abril de 2011

Maior fóssil de aranha já encontrado na China

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Maior fóssil de aranha já encontrado é descoberto na China

Fóssil de fêmea tem mais de 165 milhões de anos; aracnídeo tinha 15 centímetros com as patas abertas.

20 de abril de 2011 | 11h 03
 
 
 Cientistas encontraram na China a maior aranha fossilizada já registrada, chegando a 15 centímetros de extensão com suas patas abertas.
A fêmea, que viveu há cerca de 165 milhões de anos, faz parte do gênero Nephila, cujos espécimes são conhecidos pelas teias fortes e de tom dourado que produzem. Estas aranhas são encontradas em regiões tropicais e subtropicais.
Segundo a revista científica Biology Letters, onde foi publicada o estudo, o fóssil foi encontrado na região da Mongólia Interior. Os pesquisadores batizaram o animal de Nephila jurassica.
O professor de Paleontologia da Universidade do Kansas (Estados Unidos) Paul Selden, que participou do estudo, disse à BBC que o corpo da Nephila jurassica não é o maior, mas ao considerar as suas patas, ela se torna a aranha fossilizada de maior tamanho já encontrada.
Até então, o fóssil mais antigo do gênero Nephila tinha 35 milhões de anos. A nova descoberta faz com que a existência deste gênero seja revista para o Período Jurássico, o que torna a aranha a mais antiga já registrada.
É impossível determinar com certeza como morreu este aracnídeo fossilizado. A possibilidade mais forte seria um desastre natural.
A aranha foi encapsulada em cinza vulcânica no fundo do que teria sido um lago. A cinza teria, segundo o estudo, arrancado o animal de sua teia e o encoberto. Os detalhes preservados no fóssil impressionam os cientistas.
"Você vê não somente os pelos das patas, mas pequenas coisas, como a trichobothria (pequenas estruturas em formato de pelo que servem para detectar vibrações do ar)", afirma Selden.
Dimorfismo
As fêmeas de Nephila existentes hoje em dia tecem algumas das maiores teias conhecidas, chegando a 1,5 metro de diâmetro. A sua grandeza contrasta totalmente com os machos deste gênero, que, de tão pequenos, fazem as fêmeas parecerem gigantes.
Esta disparidade de tamanho é um exemplo do que os biólogos chamam de dimorfismo sexual extremo.
Selden e seus colegas também querem descobrir se esta também é uma característica dos antigos espécimes de Nephila.
Segundo o professor, o espécime mais antigo até então era um macho do Período Cretáceo, encontrado na Espanha. Ele afirma que este animal tinha tamanho normal, considerando que as fêmeas atuais são gigantes.
"Parece que nós tínhamos este diformismo neste período tão antigo. Gostaríamos de encontrar um macho para confirmar isto. Todas as evidências sugerem que os machos tinham tamanho normal, mas ainda não localizamos nenhum." BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,maior-fossil-de-aranha-ja-encontrado-e-descoberto-na-china-,708845,0.htm

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Diania criatura que pode ter precedido aranhas

25/02/2011 - 14h55

Chineses descobrem criatura que pode ter precedido aranhas

DA EFE

Uma equipe de pesquisadores chineses encontrou o fóssil de uma criatura de 520 milhões de anos, apelidada de "cacto andante", que poderia ser o antepassado mais antigo descoberto até agora das atuais aranhas.
A bizarra criatura, com dez pares de patas articuladas e seis centímetros de comprimento, se chama Diania cactiformis e é o primeiro elo perdido conhecido entre os vermes e os artrópodos.
A Diania habitava o fundo marinho do que hoje é a província de Yunnan, na cordilheira do Himalaia e ao sudoeste do país asiático.

Jianni Liu/AFP
  Imagem computadorizada mostra como seria o "cacto andante"; idade da criatura era de 520 milhões de anos


"A importância da Diania para a biologia é que os artrópodos são um dos grupos de animais invertebrados de maior sucesso e é muito bonito haver descoberto o que pode ser o animal mais primitivo deste grupo com patas articuladas", assinalou à agência de notícias Efe Jianni Liu, líder da equipe de pesquisa conjunta entre a Universidade de Freie, na Alemanha, e a do Noroeste da China, em Xian.
Liu acrescentou sobre a descoberta: "É importante porque apresenta evidências que os artrópodos evoluíram a partir dos lobopódios". Isto é, os antepassados dos vermes, cujos registros fósseis se remontam ao período Cambriano.
Os corpos brandos dos extintos lobopodios eram formados por segmentos e suas patas costumavam acabar em uma unha em seus extremos.
O fóssil da Diania cactiformis foi descoberto em 2006 durante uma prospecção no distrito de Chengjian, em Yunnan, e poderia ser o membro mais evoluído dos lobopodios ou mesmo o primeiro artrópodo, que atualmente represente mais de 80% dos espécies vivas.
A doutora Liu acaba de publicar na revista "Nature" a tese na qual ela e sua equipe estiveram trabalhando. O artigo trata da habilidade que Diania tinha de se deslocar e saltar com agilidade.
A equipe acredita que alguns dos apêndices da Diania evoluíram até se transformar em articulações que deram mais capacidade de sobrevivência aos artrópodos.
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/881094-chineses-descobrem-criatura-que-pode-ter-precedido-aranhas.shtml

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Peixe com selo verde (mercado de pesca sustentável)

Peixe com selo verde chega ao consumidor

Ameaça de extinção de algumas espécies faz crescer mercado de pesca sustentável

31 de dezembro de 2010 | 0h 00

Andrea Vialli - O Estado de S.Paulo
Camarão-rosa, cação, surubim. A preocupação com a sobrevivência dessas espécies e com o consumidor atento às questões ambientais já leva empresas a buscarem selos de pesca sustentável. O primeiro selo que chega ao Brasil é o Friend of the Sea, certificação italiana conferida a empresas que obedecem a critérios de pesca e aquicultura com menor impacto ambiental. A entidade já certificou 135 espécies e 120 empresas em 35 países.


Divulgação
 Menor impacto. Pesca do pirarucu na Amazônia, controlada pelo Ibama, recebeu selo internacional de pesca sustentável
 
Outra certificação que está chegando ao País é a MSC - sigla em inglês para Conselho de Manejo Marinho -, selo criado pela ONG WWF em 1997. De acordo com Laurent Viguié, vice-presidente da Trace Register, empresa que desenvolveu um sistema de rastreabilidade para pescado, a MSC abrirá um escritório no País em janeiro de 2011. "Com 8,5 mil km de costa, é um bom negócio para o Brasil investir em certificações, até para garantir a pesca no futuro", diz.
Várias das espécies de peixes e de crustáceos consumidas pelos brasileiros estão ameaçadas pela sobrepesca. Segundo o Censo da Vida Marinha do Ministério do Meio Ambiente, das 1.209 espécies de peixes catalogadas na costa e nos rios, 32 estão sendo exploradas além de sua capacidade de regeneração. No caso dos crustáceos, a sobrepesca ameaça 10 de 27 espécies.
Uma das empresas que já investiu na certificação Friend of the Sea é a Noronha Pescados, de Recife. A companhia certificou 16 linhas de peixes de rio e de mar, que já estão sendo comercializadas nas principais redes de supermercados do País.
O diretor da empresa, Guilherme Blanke, conta que começou a perceber o avanço dos selos de pesca sustentável nas feiras internacionais do setor. "Nos Estados Unidos, me chamou a atenção o esforço que os produtores de salmão faziam para promover o pescado certificado. Fiquei pensando que poderíamos fazer o mesmo com peixes brasileiros."
A ideia foi tomando corpo na viagem de volta ao Brasil. A empresa já comercializava peixes da Amazônia, como o pirarucu, e Blanke decidiu que começaria a certificação por ali. A primeira linha de peixes da Amazônia certificada com o selo Friend of the Sea - composta por pirarucu, tucunaré, surubim, aruanã, piramutaba, pescada branca e pescada amarela - está chegando agora às grandes redes de supermercado, como Walmart, Pão e Açúcar e Carrefour.
Avanço. Segundo o fundador da Friend of The Sea, Paolo Bray (leia mais abaixo), em 2010 o número de companhias em todo o mundo que se certificaram com o selo da entidade dobrou, em relação ao ano anterior. "Foi um divisor de águas. Passamos a monitorar a pesca e a aquicultura em regiões onde não estávamos presentes, como na Amazônia, Costa Rica, Marrocos e Filipinas", conta. No Brasil, outras empresas certificadas são a Gomes da Costa e Leal Santos - ambas certificaram as espécies de atum usadas para fazer enlatados.
Para 2011, a Friend of the Sea prepara uma campanha intensiva de conscientização, voltada ao consumidor final de peixe. Na avaliação de Blanke, da Noronha Pescados, o desafio é fazer com que o consumidor entenda o diferencial da certificação.
"O plano é fazer com que o consumidor se sinta engajado em um projeto de preservação da Amazônia", diz o empresário, que para isso está fechando parcerias com ONGs que atuam em projetos de desenvolvimento sustentável na região. "Vamos destinar um porcentual das vendas para programas de incentivo à pesca sustentável na Amazônia, gerando receita para as comunidades ribeirinhas."
As redes de varejo já começaram a enxergar os benefícios do pescado sustentável. O Walmart elaborou uma política específica para a compra de pescado, que inclui um acordo de cooperação com o Ministério da Pesca. "O consumo de pescado no Brasil não é alto, mas a pesca desempenha um papel social forte", diz Cristiane Urioste, diretora de sustentabilidade da rede. "Parar de vender peixe por causa da sobrepesca não é solução, e sim o manejo do pescado e o investimento em sistemas de rastreabilidade", diz. Hoje a rede tem controle de 40% dos crustáceos que comercializa.
No Pão de Açúcar, a aposta será no desenvolvimento da cadeia de fornecedores da Amazônia. "Queremos construir uma cadeia constante, baseada no trabalho com os ribeirinhos", afirma Paulo Pompilio, diretor de relações institucionais da rede. Um dos desafios será fazer com que os preços não se tornem proibitivos. "Não pode ser um produto ''gourmet". Se o pirarucu custar R$ 35 o quilo, as pessoas vão preferir o bacalhau", analisa.

OS PRINCIPAIS SELOS INTERNACIONAIS
Friend of the Sea
Sistema de certificação de sustentabilidade que trabalha pela conservação dos hábitats marinhos, segudo diretrizes da FAO (órgão da ONU para alimentos) para rotulagem de produtos da pesca e da aquicultura sustentável.
MSC
Sigla em inglês para Conselho de Manejo Marinho. Trabalha para garantir os estoques pesqueiros globais e a saúde do ecossistema marinho. Segue três princípios básicos: estoques de peixes, minimização do impacto ambiental e manejo.
Krav
Certificação sueca que possui foco em agricultura orgânica e na pesca e aquicultura com reduzido impacto ambiental.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101231/not_imp660137,0.php

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Tartarugas siamesas

14/12/2010 - 16h13

Tartarugas siamesas são encontradas na Turquia; veja

Duas tartarugas siamesas foram encontradas no quintal de uma casa na Turquia.
Elas foram então levadas para uma reserva natural.
Acredita-se que as tartarugas tenham apenas um mês de idade.
Os pequenos animais logo se tornaram a grande atração da reserva.
http://www1.folha.uol.com.br/bbc/845540-tartarugas-siamesas-sao-encontradas-na-turquia-veja.shtml

domingo, 12 de dezembro de 2010

Insetos como alienígenas

Fotógrafo mostra insetos como alienígenas

Igor Siwanowicz fez macrofotografias de insetos, relacionando os animais com o imaginário sobre aliens

09 de dezembro de 2010 | 7h 21
 
O fotógrafo e bioquímico polonês Igor Siwanowicz insetos em close-up, para mostrá-los como criaturas de outro planeta.




















As imagens incluem animais como o louva-a-deus, mariposas, lagartos, camaleões e aranhas em close up. 

Siwanowicz, de 34 anos, passou sete anos coletando, criando e fotografando os animais em seu estúdio em Munique, na Alemanha.
Ele diz que é fascinado por insetos desde criança. Durante o projeto, ele estudou os hábitos e a fisiologia destes animais.  

 No entanto, o fotógrafo diz que foi difícil conseguir que alguns animais cooperassem com o trabalho.
Siwanowicz cita como sua principal influência no projeto o trabalho do criador do monstro dos filmes Alien, HR Giger. E diz que seus insetos preferidos são os louva-a-deus.

 Ele pretende lançar um livro somente com as fotografias destes animais.    
BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,fotografo-mostra-insetos-como-alienigenas,651526,0.htm

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Golfinhos aprendem a "andar" sobre a água por diversão

10/2010 - 07h57

Golfinhos aprendem a "andar" sobre a água por diversão, diz estudo

DA BBC BRASIL

Golfinhos selvagens estão aprendendo naturalmente a "andar" sobre a água na Austrália, em um caso de aparente transmissão de conhecimento destinado à diversão, e não à sobrevivência.
Seis golfinhos já foram vistos no rio Port, em Adelaide, dominando a técnica - que consiste em bater a cauda de forma furiosa, forçando o corpo verticalmente para a superfície.
O comportamento não parece ter qualquer benefício evidente em termos práticos, como a obtenção de alimento, dizem cientistas que trabalham na Sociedade de Conservação das Baleias e dos Golfinhos (WDCS, sigla em inglês).
A descoberta foi feita pelo cientista Mike Bossley, da WDCS, que passou 24 anos estudando os golfinhos que vivem no rio Port. Nos últimos anos, Bossley observou duas fêmeas adultas, batizadas de Billie e Wave, tentando andar sobre a água.
Agora, quatro outros espécimes, incluindo filhotes, foram registrados tentando aprender o truque dos adultos. Eles já foram vistos treinando, embora com menos sucesso.

Marianna Hawkes /BBC
Golfinhos aprendem a "andar" sobre a água por diversão, diz estudo

TRUQUE RARO
O ato de bater a cauda n'água para erguer o corpo de forma vertical e se movimentar em seguida é visto facilmente entre golfinhos mantidos em cativeiro e treinados para fazer truques, mas isto é difícil na vida selvagem.
De acordo com a WDCS, além de Billie e Wave, somente um outro golfinho adulto havia sido visto "andando" no rio Port ao longo de milhares de horas de observações científicas, e mesmo assim, por uma única vez.
Acredita-se que Bille tenha aprendido o "andar" em um curto período no qual ela esteve mantida em cativeiro, antes de ser levada de volta à vida selvagem.

 WDCS Barbara Saberton/BBC
 Golfinhos selvagens estão aprendendo a "andar" sobre a água na Austrália, em caso de transmissão de conhecimento

Ela transmitiu o comportamento para Wave, e agora as duas parecem passar o aprendizado para uma comunidade mais ampla.
Os fotógrafos da WDCS Marianna Boorman e Barbara Saberton recentemente documentaram o filhote de Wave, batizado de Tallula, também tentando "andar" sobre a água.
O truque também está sendo tentado por outra fêmea, chamada Bianca, e por dois filhotes, Hope e Bubbles. Todos podem ser vistos diariamente tentando aplicar a técnica.
 
CHIMPANZÉS E ORCAS
Entre as espécies conhecidas por transmitirem comportamentos, estão os chimpanzés, que aprenderam a "pescar" cupins com varas. Já as orcas ensinam várias técnicas, como para caçar focas, por exemplo.
No entanto, há poucos exemplos documentados de animais passando "culturalmente" comportamentos que não sejam relacionados com a busca de comida.
Segundo Bossley, a técnica dos golfinhos de "andar sobre a água" parece ser exclusivamente destinada à diversão.
"A cultura, no sentido amplo do termo, definido como 'aprender a característica comportamental de uma comunidade' está sendo agora frequentemente apresentada no rio Port", diz.
http://www1.folha.uol.com.br/bbc/819630-golfinhos-aprendem-a-andar-sobre-a-agua-por-diversao-diz-estudo.shtml

domingo, 17 de outubro de 2010

Canibalismo entre dinossauros

Início do conteúdo

Paleontologistas descobrem que tiranossauro era canibal

Cientistas descobriram marcas de mordidas de tiranossauro em ossos de animais da mesma espécie.

15 de outubro de 2010 | 5h 51
 
Paleontologistas americanos e canadenses descobriram que o temido tiranossauro rex não comia apenas outras espécies de dinossauros, mas também outros tiranossauros.
Em um estudo publicado nesta sexta-feira no jornal científico PLoS ONE, especialistas das universidade afirmaram que a descoberta foi feita após encontrarem marcas de mordidas de tiranossauros em ossadas de predadores da mesma espécie.
Ao analisar fósseis de tiranossauros, o pesquisador da Universidade Yale Nick Longrich encontrou um osso com marcas especialmente grandes. Devido à idade e à localização das marcas, Longrich concluiu que ela só podia ser de um tiranossauro.
"Qualquer grande carnívoro poderia ter feito aquela marca, mas os únicos carnívoros de grande porte que habitavam o oeste da América do Norte há 65 milhões de anos eram os próprios tiranossauros", afirmou o paleontologista.
Caçada solitária
Após a descoberta, Longrich e outros paleontologistas das universidades de Montana e Alberta percorreram vários museus para pesquisar outros fósseis. Eles encontraram três ossos de patas e um outro de braço com evidências de canibalismo entre tiranossauros.
A descoberta representa uma importante pista para a compreensão dos obscuros hábitos alimentares dos dinossauros. Enquanto os carnívoros de hoje costumam caçar em grupos, os tiranossauros provavelmente saíam sozinhos para matar outros predadores.
"Esses animais são os maiores carnívoros terrestres que já pisaram na Terra e a maneira que eles encontravam alimentos era muito diferente dos hábitos das espécies atuais", disse Longrich.
"Há um grande mistério sobre o que e como eles comiam. Mas essa pesquisa nos ajudou a encaixar uma importante peça desse quebra-cabeça."  
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,paleontologistas-descobrem-que-tiranossauro-era-canibal,625101,0.htm
 

sábado, 16 de outubro de 2010

Elefantes-marinhos monitora os oceanos

Cientistas equipam elefantes-marinhos para monitorar os oceanos

Animais dotados de sensores levantam informações sobre temperatura e salinidade nos mares austrais

15 de outubro de 2010 | 14h 58
 
REUTERS - REUTERS
Pesquisadores estão equipando elefantes-marinhos com sensores para desvendar os segredos dos oceanos e aumentar a compreensão dos impactos da mudança climática.
Os oceanos regulam o clima mundial, ao absorver calor e transportá-lo pelo globo. Eles também absorvem grandes quantidades de dióxido de carbono, agindo como um freio no aquecimento global.
Mas cientistas dizem que precisam ampliar a rede global de monitoramento, com o oceano entre a Austrália e a Antártida tendo um papel central. O Oceano Austral é o maior "ralo" das emissões humanas de carbono, e um dos motores do clima mundial.
"Para entender a taxa da mudança climática, precisamos entender esses processos oceânicos, como a velocidade com que é capaz de sequestrar calor e carbono", disse a oceanógrafa Susan Wijffels, líder do Sistema Integrado de Observação Marinha (IMOS) da  Austrália.
"Então, o que o oceano faz afeta a velocidade com que sistema pode se mover e os padrões regionais de mudança climática", disse ela.
Cientistas também precisam entender melhor os ciclos naturais do oceano que afetam o clima na terra firme e melhorar as previsões de longo prazo para a agricultura e para a administração dos recursos hídricos nas cidades.
O IMOS reúne pesquisadores de várias partes do mundo. Um recente aporte de verbas permitiu que cerca de 100 elefantes-marinhos fossem equipados para coletar dados das profundezas em torno da Antártida. Um pequeno dispositivo com uma antena é colocado na cabeça dos animais para medir temperatura, salinidade e pressão, enquanto os mamíferos mergulham atrás de comida.
Além disso, "planadores" submarinos com 2 metros de envergadura serão usados na costa australiana numa profundidade  de até 1.500 metros, para fazer medições.
Dotadas de asas e leme, os planadores podem se manter no mar por meses e ser controlados remotamente.
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,cientistas-equipam-elefantes-marinhos-para-monitorar-os-oceanos,625238,0.htm

domingo, 10 de outubro de 2010

Ave da Nova Zelândia exala aroma de cogumelo, atraindo predadores

08 de outubro de 2010

Será que um desodorante protegeria os kiwis?
Ave da Nova Zelândia exala aroma de cogumelo, atraindo predadores

por John Platt

O aroma de cogumelo exalado pelo pássaro kiwi ajuda a torná-lo um alvo tentador para os predadores? Um cientista acha que sim e propõe criar um desodorante para proteger as aves da extinção.

Existem cinco espécies ameaçadas de kiwi. Durante os milhares anos de sua existência, os kiwis da Nova Zelândia (gênero Apteryx) não precisavam se preocupar com o odor que exalavam, pois não havia mamíferos que os farejassem, quanto mais comê-los. Isso mudou quando os humanos chegaram à ilha, trazendo, coelhos, cães, gatos, porcos e uma variedade de outros bichos famintos.


Murphy Mehgan/Zoológico Nacional Smithsonian
  Antes da chegada do homem, o kiwi não tinha predadores

 Agora, Jim Briskie, professor-adjunto de Ecologia Comportamental da Universidade de Canterbury, em Christchurch, Nova Zelândia, teve uma ideia para ajudar os kiwis: criar uma forma de minimizar o aroma das aves para que sejam menos vulneráveis aos predadores. Recentemente ele recebeu uma bolsa de US$ 442 mil para a pesquisa.

"Talvez eu possa projetar um desodorante para os kiwis", disse Briskie à imprensa da Nova Zelândia. Só para ficar claro, ele não está realmente propondo o equivalente passar desodorante nas axilas dos pássaros, mas talvez algo que minimize o odor de seus ninhos.

O odor característico do kiwi vem da cera que secretam para aprumar suas penas. Comparando uma substância que é produzida por algumas aves na Austrália, o autor do estudo descobriu que, em um ambiente com predadores naturais, essas aves não emitem um cheiro forte. Ele acha que a presença de predadores induz a mascarar o seu cheiro, talvez por meio da seleção natural, uma adaptação que as aves da Nova Zelândia nunca tiveram a chance de adquirir.

Briskie vai agora passar os próximos três anos coletando amostras de cera de várias espécies de aves raras da Nova Zelândia, incluindo o kiwi e o papagaio kakapo. As amostras serão enviadas para um laboratório na Alemanha para teste. Ele espera que isso revele quais espécies se tornam mais vulneráveis aos predadores devido aos aromas que exalam.

http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/sera_que_um_desodorante_protegeria_os_kiwis_.html 

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Novo planeta pode conter vida

Nova descoberta sugere que Via Láctea pode ter bilhões de planetas habitáveis

Gliese 581g tem tamanho, gravidade e temperatura compatíveis com a vida, dizem descobridores

29 de setembro de 2010 | 18h 05
 
Carlos Orsi - estadão.com.br
Astrônomos descobriram um planeta de tamanho próximo ao da Terra orbitando dentro da chamada "zona habitável" de uma estrela. Trata-se do segundo planeta encontrado na zona habitável de Gliese 581. Segundo os autores, a descoberta abre a possibilidade de haver dezenas de bilhões de mundos potencialmente habitáveis na galáxia.


Zina Deretsky/AP
Zina Deretsky/AP
Ilustração de Gl 581g, planeta potencialmente habitável

A zona habitável é definida como a distância da estrela onde a energia que atinge o planeta é suficiente para manter água em estado líquido, na superfície ou logo abaixo do solo.
O planeta é um de dois novos astros encontrados em órbita da estrela Gliese 581, a 20 anos-luz da Terra. Chamado Gliese 581g, o planeta tem um período orbital de 36,6 dias, uma massa que pode estar entre 3,1 vezes e 4,3 vezes a massa da Terra e um raio até 50% maior que o terrestre, diz, por meio de nota, um dos autores da descoberta, Paul Butler, da Pesquisa de Exoplanetas Lick-Carnegie. A gravidade na superfície deve ser de menos que o dobro da terrestre.
O planeta fica bem perto de sua estrela - a distância que o separa dela é apenas 14% da que separa a Terra do Sol -, mas como Gliese 581 é muito mais fraca que o Sol, tem uma zona habitável que começa e termina a uma distância muito menor de sua superfície.
Os autores da descoberta, descrita no Astrophysical Journal, especulam que o planeta pode ter uma face permanentemente voltada para sua estrela. Trata-se do mesmo fenômeno que ocorre na Lua, que apresenta sempre o mesmo lado para a Terra. Se esse for o caso, Gliese 581g teria um lado extremamente quente e o outro, completamente congelado, com uma faixa potencialmente habitável na linha que separa os hemisférios quente e frio.
Gliese 581g não é o primeiro planeta encontrado dentro da zona habitável dessa estrela: outro mundo, Gliese 581d, descoberto em 2007, tem a maior parte de sua órbita dentro dessa região do espaço. No entanto, Gl 581d tem sete vezes a massa terrestre, o equivalente a metade da massa do planeta gigante Urano.
A despeito disso, no ano passado a revista australiana Cosmos coletou mensagens para serem enviadas ao espaço na direção desse planeta, na esperança de que seres vivos de lá, caso existam, sejam inteligentes e possam reconhecer o sinal da Terra.
A estrela também abriga um dos planetas extrassolares de menor massa, Gliese 581e, com 90% mais massa que a Terra. Mas Gl 581e fica muito perto do astro - a distância que o separa da estrela é de apenas 3% da que existe entre a Terra e o Sol.
Com os dois novos planetas encontrados, a estrela agora passa a ter seis mundos conhecidos. De acordo com a nota dos autores da descoberta, o sistema da estrela Gliese 581 sugere que a proporção de estrelas da Via Láctea com planetas potencialmente habitáveis pode ser maior do que se pensava, chegando a algumas dezenas de 1%.
Pode parecer pouco, mas o total de estrelas da galáxia é estimado como algo entre 200 bilhões e 400 bilhões - se 20% delas tiverem pelo menos um planeta habitável, haveria de 40 bilhões a 80 bilhões de mundos onde a vida poderia florescer.
Até hoje, foram descobertos cerca de 490 planetas localizados fora do Sistema Solar.
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,nova-descoberta-sugere-que-via-lactea-pode-ter-milhoes-de-planetas-habitaveis,617317,0.htm 

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Prêmio Fotógrafo de Meio Ambiente do Ano da ONG britânica CIWEM

24/09/2010 - 15h31

Veja fotos vencedoras de concurso no Reino Unido sobre o ambiente

DA BBC BRASIL

A edição de 2010 do prêmio Fotógrafo de Meio Ambiente do Ano da ONG britânica Instituto para a Gestão do Meio Ambiente e da Água (CIWEM, na sigla em inglês) premiou o alemão Florian Schulz pelo registro de um grande grupo de arraias na costa do México.

A competição aceita inscrições de amadores e profissionais contanto que seus trabalhos reflitam questões climáticas, sociais e a natureza.
Criado em 2008, o prêmio já é considerado uma referência internacional.
As fotos são julgadas em cinco quesitos: impacto, criatividade, originalidade, composição e qualidade técnica.
Os vencedores do concurso vão participar de uma mostra na galeria londrina The Air entre 25 e 30 de outubro.
Florian Schulz/Epoty.org/Specialiststock/Barcroft Media

Julienne Bowse/Epoty.org/Specialiststock/Barcroft Media

Radoslav Radoslavov Valkov/Epoty.org/Specialiststock/Barcroft Media

Bence Mate/Epoty.org/Specialiststock/Barcroft Media

Kaido Haagen/Epoty.org/Specialiststock/Barcroft Media



 Alex Marttunen/Epoty.org/Specialiststock/Barcroft Media

 Peter Swan/Epoty.org/Specialiststock/Barcroft Media
 http://www1.folha.uol.com.br/bbc/804221-veja-fotos-vencedoras-de-concurso-no-reino-unido-sobre-o-ambiente.shtml

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Peixe transgênico: 1º animal liberado?

EUA analisam liberação de salmão transgênico para consumo humano

A FDA já decidiu que o peixe, que engorda duas vezes mais que o salmão convencional, é seguro

20 de setembro de 2010 | 15h 39
 
Associated Press - AP
A agência reguladora de alimentos do governo dos Estados Unidos estuda nesta segunda-feira, 20, a liberação de um animal geneticamente modificado para consumo humano.
Divulgação/AP
Salmão modificado (maior) ao lado de um natural da mesma idade
 
A FDA realiza dois dias de audiências sobre o pedido para liberação no mercado de um salmão geneticamente modificado. O principal executivo da empresa responsável, AquaBounty, Ron Stotish, disse que o produto é seguro e ambientalmente sustentável.
Críticos, no entanto, referem-se ao salmão como um "frankenpeixe" que poderia causar alergias em seres humanos e levar á extinção do salmão natural. Um comitê consultivo da FDA está revisando os dados científicos a respeito do peixe e analisando as críticas.
A FDA já decidiu que o peixe, que engorda duas vezes mais que o salmão convencional, é tão seguro para consumo humano quanto a variedade da natureza. O apetite do público em geral pelo animal, no entanto, é uma questão a ser determinada.
A aprovação do salmão abriria as portas do mercado para uma grande variedade de animais geneticamente modificados, incluindo um porco que está sendo desenvolvido no Canadá, ou gado imune à doença da vaca louca.
No caso do salmão, a AquaBounty acrescentou um gene de hormônio de crescimento que permite que o peixe produza o hormônio durante todo o ano. Os engenheiros conseguiram manter o gene ativo usando outro gene, de um peixe semelhante a uma enguia e que funciona como uma espécie de interruptor para o hormônio.
Salmões convencionais só fazem o hormônio durante parte do tempo.
A FDA disse que não há diferenças biológicas significativas entre a variedade modificada e a comum, e que existe certeza razoável de que seu consumo é seguro.
Os críticos têm duas preocupações: a segurança para o consumidor humano e o impacto no ambiente. Frutos do mar, argumentam, já apresentam uma alta propensão para causar alergias; além disso, o novo salmão, se escapar para a natureza, poderia entrar em competição com a variedade natural, que já está ameaçada.
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,eua-analisam-liberacao-de-salmao-transgenico-para-consumo-humano,612618,0.htm

sábado, 4 de setembro de 2010

Nova droga contra o causador da malária

03/09/2010 - 09h54

Nova droga elimina resistência do parasita causador da malária

RICARDO BONALUME NETO
DE SÃO PAULO

Uma nova droga promete acabar com a resistência a medicamentos dos parasitas da malária, mal que causa 800 mil mortes por ano.
A NITD609 teve efeito contra a doença em animais de laboratório e muito em breve será testada em humanos.
As drogas antimaláricas mais recentes são baseadas na planta artemísia, tradicional da medicina chinesa. Ela hoje é administrada em 100 milhões de pacientes anualmente, mas o parasita já desenvolve resistência.

 

Editoria de Arte/Folhapress

Os causadores da malária são seres de apenas uma célula, especialistas em evitar ataques: os plasmódios.
Uma fêmea de mosquito chupa o sangue da vítima e, no processo, inocula o parasita, que ataca células vermelhas do sangue e afeta um órgão vital: o fígado.
O estudo, publicado na "Science", checou 12 mil substâncias que combateriam um dos plasmódios, o Plasmodium falciparum.
Excluindo os que não eliminavam os parasitas resistentes e os tóxicos às células dos mamíferos, restaram 17.
Ao avaliá-los, sobrou uma substância que nunca havia sido associada à malária antes: a NITD609.
"A NITD609 se sobressaiu porque ela parecia diferente, em termos da estrutura e química, de todos os outros antimaláricos hoje usados", afirma Elizabeth Winzeler, do Instituto de Genômica da Fundação de Pesquisa Novartis em San Diego, uma das autoras do trabalho.
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/793433-nova-droga-elimina-resistencia-do-parasita-causador-da-malaria.shtml 

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Rã do tamanho de uma ervilha

Descoberta rã do tamanho de uma ervilha na Ilha de Bornéu

Animal tinha sido calssificado erroneamente como filhote de outra espécie

25 de agosto de 2010 | 18h 40
 
REUTERS - REUTERS
Cientistas descobriram uma rã do tamanho de uma ervilha, a menor já encontrada  na Ásia, na Ilha de Bornéu.

Indraneil Das//Reuters
 Rã minúscula pousada na borda de uma moeda

Machos adultos da minúscula espécie têm de 10,6 a 12,8 milímetros, e o anfíbio foi batizado Microhyla nepenthicola, com base no nome da planta em que vive, de acordo com a revista especializada Zootaxa.
O pesquisador Indraneil Das, do Instituto de Biodiversidade e Conservação da Universidade Malaysia Sarawak disse que a subespécie havia sido originalmente identificada de forma errônea em museus. 
"Cientistas supostamente acreditavam que se tratava de indivíduos jovens de uma outra espécie, mas na verdade são adultos de uma espécie nova", disse ele.
Das publicou o artigo que descreve a rã em parceira com Alexander Haas, da Alemanha.
As minúsculas rãs foram encontradas na beira de uma estrada que leva ao pico da montanha Gunung Serapi, no Parque Nacional de  Kubah, no estado de Sarawak da Malásia.
Os cientistas dizem que rastrearam as rãs pelo canto, que começa ao pôr-do-sol.
A descoberta é parte de uma busca global executada pela Conservação Internacional e pela União Internacional para a Conservação da natureza a fim de "redescobrir" 100 espécies perdidas de anfíbios.
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,descoberta-ra-do-tamanho-de-uma-ervilha-na-ilha-de-borneu,600340,0.htm 

domingo, 15 de agosto de 2010

O misterioso ‘peixe humano’

O misterioso ‘peixe humano’

Considerado um dos animais mais peculiares da natureza, o proteus continua a intrigar os cientistas. Além da pele rosada que lhe rendeu a comparação aos humanos, o anfíbio cego de 20 gramas consegue – ainda não se sabe como – atingir até 100 anos de vida.
Por: Larissa Rangel
Publicado em 10/08/2010 | Atualizado em 10/08/2010

 Um par de proteus numa caverna na Eslovênia: existente apenas no sul da Europa, o anfíbio é exclusivamente aquático e diferente de qualquer outra espécie. Apesar de pesar apenas 20 gramas, consegue chegar aos 100 anos de idade (foto: Boštjan Burger). 

O proteus (Proteus anguinus) é um anfíbio cego que vive nas águas subterrâneas de cavernas do sul da Europa. Por conta de sua pele rosada e sua forma tubular, ganhou o apelido de ‘peixe humano’. O seu nome, inspirado na mitologia grega, remete ao deus marinho que possuía cabeça e tronco humanos e o resto do corpo em forma de serpente – assim como a salamandra.
Mas não é apenas sua aparência que vem despertando a curiosidade dos cientistas. O ecólogo Yann Voituron, da Universidade Claude Bernard, na França, acaba de lançar um artigo no periódico Biology Letters levantando possíveis razões para a impressionante longevidade do animal – que pode chegar aos 100 anos.


O proteus pertence à ordem Caudata, família dos Proteídeos, gênero Proteu. É a única espécie de seu gênero, e o único representante europeu da família dos Proteídeos.
Segundo Voituron, a espécie vem sendo estudada há cinquenta anos numa caverna artificial que imita seu habitat com fidelidade. O objetivo era evitar caçá-la, já que é tão rara. Na época, os primeiros indivíduos do ambiente tinham 10 anos de idade. “Hoje, com 60 anos, as salamandras aquáticas não apresentam qualquer sinal de velhice”, garante o pesquisador.

A pele rosada e o corpo em formato tubular garantiram ao proteus a aparência bizarra e o apelido de ‘peixe humano’ (foto: CNRS).

Mistério da longevidade

Em geral, há uma relação direta entre a massa e a expectativa de vida de um animal, como indica o fato de que um elefante consegue atingir muitos anos a mais que um rato. Segundo Voituron, de acordo com essa lógica, o proteus deveria pesar 35 quilos – e não apenas suas 20 gramas.
O paradoxo não para por aí. O metabolismo do animal não é tão lento assim, o que poderia favorecer a vida longa; e ele também não possui nenhum sistema de proteção antioxidante. Sua longevidade poderia, então, ser explicada pela falta de predadores, que torna sua sobrevivência muito mais fácil – mas não a ponto de estender sua sobrevida a um século. 
Outro ponto observado pela equipe é a vida preguiçosa do ‘peixe humano’. Ele come apenas uma vez por mês e não precisa correr para fugir e, dessa forma, consegue manter sua taxa metabólica estável.

A terceira teoria, a novidade introduzida no artigo, está relacionada à funcionalidade das mitocôndrias, área de estudo de Voituron.
A sugestão é de que os proteus conseguem produzir mais energia celular com menos oxigênio, a partir de um mecanismo extra-eficiente, que emite poucos radicais livres. “Ao produzir mais energia, desprendendo menos radicais livres, é possível evitar o envelhecimento”, explica o pesquisador.
Ainda este ano, sua equipe pretende realizar experimentos com o apoio de gerontologistas, que estudam fenômenos do envelhecimento humano. Porém, Voituron ressalta: “Ainda há muito a entender sobre esse misterioso animal, e nós temos mais perguntas que respostas quanto aos reais motivos de sua vida tão longa”.

Larissa Rangel
Ciência Hoje On-line
 http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2010/08/o-misterioso-peixe-humano

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

100 espécies de anfíbios "perdidos"

09/08/2010 - 17h06

Cientistas procuram 100 espécies de anfíbios "perdidos"

O grupo ambientalista Conservação Internacional anunciou nesta segunda (9) o início de um programa de busca inédita para tentar redescobrir cem espécies de anfíbios considerados perdidos.
A busca é o primeiro esforço coordenado já realizado para encontrar um número tão grande de criaturas "perdidas" e ocorre em um momento em que as populações mundiais de anfíbios sofrem grande declínio. Mais de 30% de todas as espécies de anfíbios encontram-se ameaçadas, segundo informe da ONG. Muitos dos anfíbios que estão sendo procurados não são vistos há várias décadas.

Domínio Público

O sapo dourado (Incilius periglenes) foi visto pela última vez em 1989; passou de abundante a extinto em uma década

Os anfíbios ajudam a controlar insetos que espalham doenças e destroem plantações agrícolas. A pele desses animais também contém componentes químicos importantes, incluindo um analgésico 200 vezes mais potente do que a morfina.
Os anfíbios são particularmente sensíveis às mudanças no meio ambiente, por isso são geralmente um indicador do dano que tem sido causado aos ecossistemas, informou a Conservação Internacional, que organiza a busca para o Grupo de Especialistas em Anfíbios da IUCN (União Mundial para a Conservação da Natureza).
Dentre as cem espécies selecionadas para a busca, dez são alvo de particular atenção. São elas:
  • O sapo dourado (Incilius periglenes), encontrado na Costa Rica. Visto pela última vez em 1989. Talvez o mais famoso anfíbio perdido. Passou de abundante a extinto em pouco mais de um ano no final dos anos 1980.
  • Rã "incubadora", encontrada na Austrália. Duas espécies (Rheobatrachus vitellinus e R. silus) foram vistas pela última vez em 1985. Possuíaa uma forma singular de reprodução: as fêmeas engoliam os ovos fertilizados e os chocavam no estômago. Davam à luz pela boca.
Domínio Público
 Rã incubadora, vista pela última vez em 1985, possuía forma singular de reprodução: fêmeas engoliam ovos fertilizados e os chocavam no estômago; davam à luz a girinos pela boca
  • O sapo da mesopotâmia (Rhinella rostrata), encontrado na Colômbia. Visto pela última vez em 1914. Tem forma fascinante, com uma cabeça distinta em formato de pirâmide.
  • A salamandra Bolitoglossa jacksoni, encontrada na Guatemala. Vista pela última vez em 1975. Uma impressionante salamandra preta e amarela -uma das únicas duas espécies conhecidas, acredita-se que foi roubada de um laboratório na Califórnia em meados dos anos 1970.
  • O sapo africano Callixalus pictus, encontrado na República Democrática do Congo/Ruanda. Visto pela última vez em 1950. Sabe-se pouco sobre esse animal.
  • O sapo do Rio Pescado, (Atelopus balios), encontrado no Equador. Visto pela última vez em abril de 1995. Pode ter sido dizimado pelo fungo causador da quitridiomicose.
  • A salamandra Hynobius turkestanicus, encontrada no Quirguistão, Tadjiquistão ou Uzbequistão. Vista pela última vez em 1909. Conhecida pelos únicos dois espécimes coletados em 1909 em algum lugar "entre Pamir e Samarcanda".
  • O sapo arlequim; (Atelopus sorianoi), encontrado na Venezuela. Visto pela última vez em 1990. Encontrado em um único riacho em uma floresta isolada do país.
  • A rã sem teto (Discoglossus nigriventer), encontrada em Israel. Vista pela última vez em 1955. Um único adulto coletado em 1955 representa o último registro confirmado da espécie. Esforços para drenar pântanos na Síria para erradicar a malária podem ter sido responsáveis pelo desaparecimento da espécie.
  • O sapo Ansonia latidisca, encontrado na ilha de Bornéu (Indonésia e Malásia). Visto pela última vez nos anos 1950. O aumento da sedimentação nos riachos após o desflorestamento pode ter contribuído para o declínio.
Duas das espécies procuradas, são oriundas do Brasil:
  • O sapo Crossodactylus grandis, visto pela última vez na década de 1960. A pesquisa, liderada por Taran Grant, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, acontecerá em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro de 18 a 31 de setembro. A espécie foi descrita a partir de Brejo da Lapa, Itamonte (Minas Gerais).
  • A rãzinha-das-pedras (Cycloramphus valae), vista pela última vez em 1982. Liderada por Patrick Colombo, doutorando da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, a pesquisa acontecerá de 20 a 30 de setembro. A espécie é conhecida em quatro localidades da Mata Atlântica nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/780226-cientistas-procuram-100-especies-de-anfibios-perdidos.shtml