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terça-feira, 7 de maio de 2019

RENASCIMENTO DA CIÊNCIA PSICODÉLICA


O uso de substâncias com efeitos psicodélicos ocorre, provavelmente, há milhares de anos. Com a popularização desses compostos, no século 20, seu consumo se disseminou. Percebidas por muitos anos apenas como drogas de abuso, essas substâncias voltaram recentemente a ser estudadas. Mas é preciso acabar com o preconceito que as cerca e desburocratizar a pesquisa, de modo a definir com mais clareza seus riscos reais e seus possíveis benefícios para o tratamento de transtornos que causam sofrimento.

Substâncias com efeitos psicodélicos são consumidas em rituais místicos, religiosos e indígenas há, provavelmente, milhares de anos. No século 20, com a popularização dessas substâncias, seu consumo passou a ser mais disseminado.
Muitos compostos psicodélicos são encontrados na natureza, como a N,N-dimetiltriptamina (DMT), presente nas folhas da planta Psychotriaviridis, a psilocibina dos cogumelos do gênero Psilocybe, a mescalina, encontrada no cacto peiote (LophophoraWilliamsii), e a 5-metoxi-dimetiltriptamina (5-MeO-DMT), derivada da secreção produzida pelo sapo Bufo alvarius.
A dietilamida do ácido lisérgico (LSD) é o principal psicodélico de origem sintética. Construído a partir do ácido lisérgico proveniente do fungo Clavicepspurpurea, o LSD foi criado pelo químico suíço Albert Hofmann (1906-2008) em 1938. A psilocibina foi também isolada por Hofmann em 1958. A mescalina, usada em cerimônias na Igreja Nativa Americana (Native American Church), foi extraída do cacto peiote em 1989.


Embora diversas substâncias sejam capazes de promover alterações de percepção e consciência, para que um composto seja considerado um ‘psicodélico clássico’, ele deve ser capaz de se ligar e ativar um tipo especial de proteína no cérebro, um receptor para o neurotransmissor serotonina conhecido pela sigla 5-HT2A






Acredita-se que a ativação do receptor 5HT2Aem neurônios piramidais do córtex cerebral seja o fator responsável pelas distorções sensoriais, visões e fenômenos como expansão da consciência e dissolução do ego, todos eles associados à experiência psicodélica.
No Brasil, uma das principais formas de consumo de psicodélicos de ocorrência natural é a ingestão da Ayahuasca, um chá utilizado em rituais místico-religiosos por mais de 70 grupos indígenas da América do Sul e, desde 1930, por grupos religiosos, como o Santo Daime, a Barquinha e a União do Vegetal. Os efeitos descritos após sua ingestão incluem as alterações na percepção, introspecção, visões (denominadas ‘mirações’) e aumento de memórias autobiográficas.
A bebida é preparada pela fervura do cipó Banisteriopsiscaapicom as folhas da P. viridise ingerida na forma de chá. Embora o composto psicodélico dimetiltriptamina (DMT) seja proveniente das folhas usadas na mistura, os efeitos da Ayahuascadependem da interação entre os dois ingredientes. Isso porque a DMT, se ingerida sozinha, é degradada no trato gastrointestinal. A ingestão concomitante de componentes presentes no cipó, os alcaloides de β-carbolinas (como a harmina e a harmalina), previne a degradação da DMT, que atinge a circulação e chega ao cérebro, promovendo os seus efeitos tão particulares.

Era pré-proibição (1950-1960)

Apesar da data de início do interesse terapêutico por psicodélicos não ser conhecida com precisão, os anos que sucederam à descrição das propriedades psicoativas do LSD por Albert Hofmann podem ser considerados o início da ciência psicodélica moderna. Na década de 1940, terapias medicamentosas em psiquiatria eram relativamente escassas e, após a descoberta de seus efeitos psicoativos em 1943, a possibilidade do uso do LSD e de outros compostos psicodélicos no auxílio de transtornos mentais começou a ser cogitado. Além disso, sugeria-se que o uso de LSD seria capaz de resgatar memórias reprimidas e outros elementos do inconsciente, o que poderia ser útil em psicoterapias.
Na década de 1950, o laboratório Sandoz sintetizou o LSD e o distribuiu sem custo para psiquiatras interessados em testar seus benefícios. Essa atitude fez crescer o número de pesquisas. Entre as décadas de 1950 e 1960, centenas de trabalhos científicos foram publicados.
Pesquisas preliminares com pacientes com formas de depressão e ansiedade sugeriam potenciais benefícios do LSD quando administrado durante sessões de psicoterapia assistida. Da mesma forma, estudos indicavam que a terapia com LSD poderia diminuir o consumo abusivo de álcool.
Cabe mencionar, entretanto, que as pesquisas com compostos psicodélicos em meados do século 20 eram passíveis de crítica por diversos motivos. Nesse período, não era realizada a comparação entre grupos de pacientes e grupos-controle (em que indivíduos que não recebem a substância também são analisados, permitindo a avaliação do efeito placebo); a medição da ‘melhora’ do quadro dos pacientes era feita a partir de critérios totalmente subjetivos; o tamanho da amostra (número de pacientes no estudo) era pequeno para determinação de um efeito robusto; e não havia uma avaliação matemática adequada (análise estatística) que possibilitasse a comparação entre resultados. Dessa forma, embora promissoras, tais pesquisas não avaliaram de modo conclusivo o potencial terapêutico dos compostos psicodélicos.

O impacto da proibição sobre a pesquisa

Próximo à década de 1990, trabalhos científicos com mescalina, psilocibina e DMT em humanos podem ser considerados como marco histórico do renascimento da pesquisa com psicodélicos.







A partir de meados do século 20, o uso não-científico das substâncias psicodélicas aumentou consideravelmente, sobretudo em virtude de sua associação ao movimento de contracultura norte-americano. Por motivação política, muito mais do que justificativa médica ou científica, em 1970, os Estados Unidos passaram a classificar LSD, psilocibina e mescalina na categoria mais restritiva de drogas de abuso, criminalizando sua posse e seu consumo e decretando-as como desprovidas de qualquer valor terapêutico – o que certamente não se baseava em evidências científicas. A decisão norte-americana influenciou o restante do mundo e, em pouco tempo, os compostos psicodélicos foram demonizados em vários países, criando-se barreiras políticas, sociais e culturais que inviabilizaram por décadas a pesquisa de suas propriedades terapêuticas.
Próximo à década de 1990, trabalhos científicos com mescalina, psilocibina e DMT em humanos podem ser considerados como marco histórico do renascimento da pesquisa com psicodélicos. De lá para cá, o desenvolvimento de técnicas mais sofisticadas para o estudo do efeito de substâncias psicodélicas em seres humanos,
animais e células, aliado ao crescente questionamento das políticas de drogas, fez com que vivenciássemos atualmente o chamado ‘Renascimento da ciência psicodélica’.

Estudos com células e animais

A identificação de alvos moleculares foi o primeiro passo para tentar desvendar os efeitos de substâncias psicodélicas sobre nossas células. O receptor intracelular sigma-1 mostrou-se importante na modulação da resposta inflamatória ativada por DMT e 5-MeO-DMT (um composto aparentado) tanto em células especializadas do sistema imunológico quanto em neurônios.
Utilizando organoides cerebrais humanos (modelo 3D onde se recapitula em laboratório o desenvolvimento do tecido cerebral), pesquisadores de nossa equipe demonstraram que 5-MeO-DMT é capaz de regular a expressão de diversas proteínas celulares. O composto psicodélico mexe com a expressão de proteínas que controlam inflamação, além de regular também aquelas envolvidas na formação de sinapses (a base da comunicação entre os neurônios). Estudo recente publicado por um grupo da Califórnia confirmou que a DMT e outros compostos psicodélicos interferem na reorganização das sinapses, aumentando a complexidade dos neurônios.

Pesquisas em humanos

A partir de meados da década de 2000, pesquisas científicas têm voltado a comprovar o papel terapêutico de compostos psicodélicos em humanos. Em 2006, pesquisadores da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, descreveram o efeito benéfico da psilocibina em pacientes com transtorno obsessivo-compulsivo. Em 2014 e 2015, dois estudos realizados também nos Estados Unidos sugeriram que a administração de psilocibina seria eficaz também no tratamento da dependência por tabaco e álcool.
O efeito ansiolítico da psilocibina foi investigado ainda em pacientes com câncer. Cientistas da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, demonstraram que uma dose de psilocibina reduziu os sintomas de depressão e ansiedade por até seis meses. Outro estudo, publicado no mesmo ano, comparou o efeito de psilocibina com a niacina (vitamina B3, usada como controle). Os pacientes com câncer que receberam o composto psicodélico associado à psicoterapia apresentaram melhoras persistentes nos sintomas de ansiedade e depressão. A psilocibina também obteve resultados promissores para o tratamento de depressão em um estudo aberto – não controlado – realizado pelo Imperial College britânico.


Pesquisadores brasileiros têm destaque no estudo de psicodélicos, principalmente da Ayahuasca. Em um estudo não controlado, a Ayahuasca proporcionou melhora significativa em pacientes com depressão após a administração de uma única dose do chá, além da ativação de áreas do cérebro relacionadas à regulação de humor e emoções.

O efeito terapêutico do LSD foi investigado em um estudo com 12 pacientes que tinham ansiedade relacionada à presença de doenças crônicas ou risco de morte. Os participantes foram submetidos a sessões de psicoterapia frequentes e, em duas ocasiões, o LSD foi administrado. Os pacientes tratados com as doses mais altas apresentaram redução de ansiedade por até 12 meses. Nenhum efeito adverso severo foi relatado pelos pesquisadores que conduziram o estudo.
Mais recentemente, em um estudo de pesquisadores das universidades Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Estadual de Campinas (Unicamp) e de São Paulo (USP), realizado com controle por placebo e com um maior número de pacientes, o efeito antidepressivo da Ayahuascafoi confirmado.

Uma longa jornada

É importante lembrar, porém, que os trabalhos descritos acima representam apenas o início de uma longa jornada de conhecimento até que substâncias psicodélicas voltem a ter papel na medicina. Os testes em células, organoides e animais representam, na maior parte das vezes, o primeiro passo para a descoberta dos mecanismos de ação. Os testes em humanos ocorrem em diferentes fases, quando segurança e eficácia são avaliadas. Vale apontar, ainda, que nem todas as pessoas poderiam
se beneficiar, já que, por exemplo, portadores de transtorno bipolar ou psicose podem ter o agravamento de seus sintomas com o uso de tais compostos.
Se, por um lado, as pesquisas com compostos psicodélicos estão caminhando a passos largos, por outro, os obstáculos não são poucos e incluem não apenas aqueles científicos, mas principalmente políticos e culturais. Percebidos por muitos anos apenas como drogas de abuso, há ainda o desafio de desconstruir o preconceito contra essas poderosas substâncias e desburocratizar a pesquisa. Isso permitiria maior celeridade não só em definir com maior clareza seus riscos reais, mas também qual o papel dos psicodélicos no arsenal terapêutico para o cuidado e a cura de determinados sofrimentos humanos.


Fonte:

http://cienciahoje.org.br/artigo/renascimento-da-ciencia-psicodelica/

domingo, 13 de março de 2016

Qual a diferença entre teoria e lei? Por que a seleção natural de Darwin é teoria?

Qual a diferença entre teoria e lei? Por que a seleção natural de Darwin é teoria?

Confira a resposta para a questão enviada pelo leitor Emanuel Artiaga de Santiago Silva, de Belém (PA), na seção O leitor pergunta publicada na CH 333.
Por: Luiz Fernando Jardim Bento
Publicado em 04/03/2016 | Atualizado em 04/03/2016

Descritos por Darwin, tentilhões de Galápagos foram fundamentais para estabelecer relação entre processo de especiação e seleção natural. (imagem: domínio público/Wikimedia)

Em uma conversa com amigos podemos levantar uma teoria sobre os motivos da nossa grande derrota para a alemanha na última copa do mundo de futebol, sobre os rumos da crise econômica e outros infinitos temas relevantes. Seriam essas teorias válidas? Claro que sim! Mas não são teorias científicas. Na ciência, chamamos de teoria o que é fortemente embasado por diversas pesquisas feitas de forma independente por cientistas ao longo do tempo. Não é um mero palpite de mesa de bar. Além disso, uma teoria científica não chega à maturidade depois de fazer 18 anos e se transforma em lei.
Enquanto as teorias científicas explicam fenômenos da natureza, as leis são descrições generalistas desses fenômenos
Teoria não é uma versão menos confiável que uma lei, longe disso. Enquanto as teorias científicas explicam fenômenos da natureza, as leis são descrições generalistas desses fenômenos. São termos bem diferentes! Por exemplo, a evolução é uma teoria. Mas não é uma teoria qualquer. Segundo o biólogo alemão Ernst mayr (1904­2005), a evolução é uma teoria que se transformou em um fato devido à imensa quantidade de evidências que a suportam. É um fato, assim  como o fato de a Terra circular ao redor do Sol. Uma das suas mais importantes forças propulsoras é a teoria da seleção natural.
Enquanto podemos considerar a evolução como o fato de que o mundo não é constante e de que os organismos são transformados ao longo do tempo, a teoria da seleção  natural seria o mecanismo que explica, em grande parte, como essas constantes e graduais transformações ocorrem. As evidências de que a seleção natural é real e de extrema importância para a evolução biológica são incontáveis e de diversas áreas do conhecimento, desde históricas (registro fóssil) até experimentais (como descrito em bactérias e peixes). Então, podemos afirmar que sim, a seleção natural é uma teoria científica, e isso não diminui sua importância e seu embasamento científico. Bem diferente daquelas teorias que inventamos todos os dias...
Você acabou de ler um texto publicado na CH 333. Clique aqui para acessar uma versão digital parcial da revista e ler outros textos da edição.
 
Luiz Fernando Jardim Bento
Museu Ciência e Vida
Fundação Centro de Ciências e Educação Superior à Distância do Estado do Rio de Janeiro


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Maconha mais potente triplica risco de psicose, diz estudo


Maconha mais potente triplica risco de psicose, diz estudo

  • 16 fevereiro 2015


Pesquisadores relacionaram frequência de uso e tipo de maconha a risco maior de psicose 

O uso de 'skunk' - um tipo de maconha mais forte - triplica o risco de psicose, segundo estudo de uma universidade britânica.
Cientistas do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociência do King's College de Londres apontaram também que o risco de psicose é cinco vezes maior entre usuários diários de maconha do que entre pessoas que não consomem a droga.
Por outro lado, o uso de haxixe, uma forma mais branda da maconha, não aumenta o risco de psicose, disse o estudo, que acompanhou 780 pessoas.
A psicose refere-se a delírios ou alucinações que podem estar presentes em certas condições psiquiátricas, como esquizofrenia e transtorno bipolar.
Leia mais: Mãe enfrenta dilema legal para dar maconha a filho epilético de 6 anos
"Em comparação com aqueles que nunca tinham experimentado maconha, usuários de maconha do tipo 'skunk', mais potente, tiveram um risco três vezes maior de psicose", disse Marta Di Forti, coordenadora da pesquisa.
"O risco de psicose em usuários de maconha depende da frequência do uso e da potência da droga."
O 'skunk' contém mais THC (tetrahidrocanabinol) do que outras variações da cannabis, principal ingrediente psicoativo da maconha. Já o haxixe contém quantidades substanciais de outro produto químico chamado canabidiol, ou CBD.
Pesquisas sugerem que o CBD pode agir como um antídoto para o THC, contra-atacando os efeitos colaterais psicóticos.

'Salvando usuários'

Robin Murray, professor de pesquisa psiquiátrica do King's College, disse que "o trabalho sugere que poderíamos evitar quase um quarto dos casos de psicose se ninguém fumasse cannabis de alta potência".
"Isso pode salvar pacientes jovens e economizar dinheiro do sistema de saúde."
Marta Di Forti pediu que seja adotada uma "clara mensagem pública" sobre os riscos da maconha mais forte. Ela também sugeriu que os médicos perguntem aos seus pacientes sobre seus hábitos de uso da droga, como já acontece no caso do álcool e tabaco.
A pesquisa foi realizada ao longo de vários anos e comparou 410 pacientes com idades entre 18 e 65 anos, que relataram um primeiro episódio de psicose num hospital psiquiátrico do sul de Londres, com 370 participantes saudáveis na mesma faixa etária e da mesma área de Londres.
Leia mais: Após referendos, americanos preveem onda de legalização da maconha
O relatório será divulgado nesta semana na publicação científica The Lancet Psychiatry.
 http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/02/150216_maconha_pesquisa_hb
 

O que acontece no corpo quando engolimos um chiclete


O que acontece no corpo quando engolimos um chiclete

 



 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O primeiro crustáceo venenoso, uma criatura que parece uma centopeia

Cientistas encontram primeiro crustáceo venenoso

DA BBC BRASIL

Cientistas encontraram o primeiro crustáceo venenoso, uma criatura que parece uma centopeia e vive em cavernas submarinas no Caribe, nas Ilhas Canárias, e na costa oeste da Austrália, e se alimenta de outros crustáceos.
A espécie cega usa um composto que derrete suas presas, semelhante ao veneno da cobra cascavel. O veneno contém um coquetel complexo de toxinas, incluindo enzimas e um agente paralisante.
A descoberta foi divulgada na publicação científica "Molecular Biology and Evolution".
O crustáceo rompe os tecidos do corpo da presa com seu veneno e suga o líquido de seu exoesqueleto.

Bjorn von Reumont/Natural History Museum
Crustáceo venenoso encontrado por cientistas vive em cavernas submarinas no Caribe, nas Ilhas Canárias e na Austrália
"Eles têm pernas robustas e preênseis, que lembram agulhas hipodérmicas" disse à Ronald Jenner, coautor do estudo e zoologista no Museu de História Natural de Londres.
"As pontas das pernas são ocas e têm uma abertura, como nas agulhas. Essas pernas contém um reservatório de veneno rodeado por músculos. Acreditamos que quando esses músculos se contraem, o veneno é empurrado e injetado na presa."
ANIMAIS PEÇONHENTOS
"Os resultados desse estudo ajudam a melhorar a nossa compreensão sobre a evolução dos venenos dos animais", disse Jenner.
"Essa técnica de se alimentar, semelhante a de uma aranha, é única entre crustáceos. Esse veneno é claramente uma forma de adaptação para essa espécie cega que vive em cavernas pobres em nutrientes."
O grupo dos crustáceos é bastante numeroso e faz parte do filo de animais invertebrados artrópodes. Entre os crustáceos estão o camarão, a lagosta e o caranguejo.
A maioria vive na água, mas alguns, como o oniscídea, ou tatu-bola como é conhecido popularmente, vivem na terra.
Bjoern von Reumont, também do Museu de História Natural, comentou: "Esta é a primeira vez que vimos veneno sendo usado em crustáceos, e o estudo adiciona um novo grupo importante para a lista de animais peçonhentos".
"Venenos são especialmente comuns em três dos quatro principais grupos de artrópodes, como insetos. Crustáceos, no entanto, são uma notável exceção à regra."
"Apesar da variedade, até hoje não se conhecia nenhuma das cerca de 70 mil espécies descritas de crustáceos como sendo venenosa", disse von Reumont.


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Relação planta animal. A importância de cada organismo no nosso planeta.


31/05/2013 - 02h55

Sumiço de tucano prejudica árvores da mata atlântica

GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO

O desaparecimento de pássaros grandes, como tucanos e arapongas, tem consequências muito mais graves do que se pensava.
Pesquisadores brasileiros viram que o sumiço desses animais em pontos da mata atlântica pode afetar a evolução das árvores na floresta.
Isso acontece por um motivo aparentemente banal: como essas aves têm o bico grande, conseguem comer --e, consequentemente, espalhar-- sementes maiores.
Quando só restam as de bico pequeno, como o sabiá-una, só as sementes menores são dispersadas.
Essa mudança exerce pressão sobre a evolução das plantas. Cada vez mais, apenas as que têm sementes pequenas se reproduzem, levando as gerações seguintes a também serem assim.
"As sementes menores são menos resistentes à seca. Em alguns casos, basta uma redução de 20% na quantidade de água para que elas não germinem", afirma Mauro Galetti, professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e líder do trabalho publicado na "Science".
Com o aquecimento global, a tendência é que os períodos de seca se intensifiquem. Com a mudança das sementes, a floresta fica ainda mais vulnerável.
Há décadas estudioso da dinâmica de dispersão de sementes, Galetti aproveitou o extenso conhecimento e seu banco de dados sobre a palmeira chamada de palmito-juçara (Euterpe edulis) para desenvolver seu trabalho.
Ele e um grupo de cientistas analisaram diversos aspectos da planta em 22 áreas da mata atlântica no país.
O bioma é o mais afetado pelo desmatamento no Brasil, restando hoje só cerca de 12% da sua cobertura original. A maioria dessas áreas --quase 80%-- está fragmentada demais para que as grandes aves frugívoras sobrevivam. Já as pequenas conseguem resistir mesmo em áreas menores.
Além disso, as aves grandes também sofrem com a caça e a captura ilegal.
"Há muito já sabemos que essas aves têm um papel importante. A novidade é que as mudanças estão acontecendo em um ritmo muito acelerado. E é uma mudança evolutiva, não só ecológica", diz Galetti.
Segundo o pesquisador, o fato de o palmito-juçara ter um ciclo de vida mais rápido ajudou os cientistas a notar essa influência. No caso de árvores cujo desenvolvimento leva mais tempo, como as da floresta amazônica, demoraria mais para que o fenômeno fosse percebido.
Embora o trabalho tenha sido feito na mata atlântica, os pesquisadores não descartam que essas mudanças possam ocorrer também na Amazônia, uma vez que a queda no número de grandes aves é observada em vária regiões.
"Mesmo se as populações de grandes pássaros voltarem a crescer, já não há como alterar a questão das sementes, pois não haverá mais o genótipo da planta de semente grande para ser reproduzido. Pode ser, sim, um caminho sem volta."

Editoria de Arte/Folhapress
http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2013/05/1287620-sumico-de-tucano-prejudica-arvores-da-mata-atlantica.shtml

domingo, 21 de abril de 2013

Malhar de mais é bom??? Tem que ter Equilíbrio.

16/04/2013 - 03h00

Adolescentes que malham demais podem ser vítimas de transtorno psiquiátrico


AMANDA LOURENÇO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A rotina do estudante carioca M.V., 15, inclui musculação seis vezes por semana e pesquisa diária na internet sobre exercícios e suplementação alimentar. Tudo para ficar maior e mais forte.

O adolescente pesa 78 quilos e tem 1,81 m. "Não acho que 15 anos seja muito cedo para malhar. Quanto mais eu treinar, mais facilmente chegarei à meta." A meta, no caso, é aumentar o diâmetro do seu braço de 39 cm para 55 cm.

A página de M.V. no Facebook é igual a de muitos meninos dessa idade: cheia de fotos de corpos musculosos, frases motivacionais e chacotas com "frangos" ou "filés de borboleta" (jovens sem os músculos estufados, típicos de quem vive em academia).

Estudo feito com 1.307 adolescentes e publicado no jornal americano "Pediatrics", em novembro de 2012, constatou que 90% deles se exercitam para ganhar músculos. A enquete foi feita em Minesota (EUA), mas os dados podem ser extrapolados todo o país, diz a pesquisa.

Até aí, tudo bem. A questão, mostram estudos internacionais e locais, é que a insatisfação dos meninos com seus corpos está em alta e, é claro, ligada à malhação exagerada. Exemplo: em pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina com 641 jovens de 11 a 17 anos, 54,3% dos garotos se declararam insatisfeitos com sua imagem.

O educador físico Marcus Zimpeck observa a tendência em academias paulistanas: "Vários adolescentes que querem ganhar corpo exageram, mas nem se dão conta".

Edson Lopes Jr./Folhapress
O estudante G.P., 17, na academia onde treina, na Grande São Paulo

NO ESPELHO

O hebiatra (médico especializado em adolescência)Alberto Mainieri, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, concorda: "Há um crescente exagero não só na frequência do esforço muscular como na intensidade. Não são mais casos isolados". Segundo ele, o excesso de treinamento nessa fase da vida é perigoso e pode caracterizar vigorexia.

"É um vício que vai aos poucos interferindo na vida social", afirma Zimpeck. O instrutor acha que o transtorno está subdiagnosticado.

Quem tem o distúrbio nunca se satisfaz com o corpo que tem e treina obsessivamente. "Muitos pesquisadores consideram a vigorexia um subtipo de dismorfofobia", diz o psiquiatra Celso Alves dos Santos Filho, do Programa de Atenção aos Transtornos Alimentares da Unifesp.

A dismorfofobia é uma alteração na autoimagem. No espelho, a pessoa se enxerga de forma negativa, o que não condiz com a realidade.

É o que relata o estudante G.P., 17: "Todo mundo diz que estou bem assim: ganhei 12 quilos de músculos em oito meses, mas, quando me olho, não gosto do que vejo. Em algumas fotos até me acho mais forte, mas depois olho melhor e vejo que ainda falta muito". Ele pesa 70 quilos e quer chegar aos cem. "Mas, se ainda estiver ruim, subirei a meta para 109 quilos", diz.

G.P. admite que pensa nos treinos em tempo integral e que os amigos reclamam do seu novo hábito. Ele se sente culpado se não puder malhar. "Se falto, penso que vou perder muito peso e não vou atingir nunca minha meta."

A vida social de G.P. também foi alterada pelos treinos: "Só volto para as baladas quando ficar mais forte".

O surgimento do transtorno nessa faixa etária é favorecido pelas alterações físicas e psicológicas que ocorrem. "Adolescentes sentem necessidade constante de aceitação, até da aparência. Não é à toa que dismorfofobia e vigorexia têm início nessa fase", diz o psiquiatra.

A psicanalista Dirce de Sá Freire, membro do Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro, vê nessa dedicação ao físico uma demonstração de autodomínio: "O adolescente abraça a teoria de que o corpo pode ser moldado numa tentativa de controlar a própria vida, já que não pode controlar seu entorno".

O diagnóstico de vigorexia é difícil. A fisiatra Isabel Chateubriand, coordenadora da Reabilitação do Hospital Sírio-Libanês, diz atender pacientes com lesões causadas por excesso de musculação em um quadro claramente vigoréxico: "Explico ao jovem que está treinando errado e tem transtorno de imagem, mas ele não aceita. O máximo que faz é mudar temporariamente o treino até resolver o problema específico da lesão que o fez buscar ajuda".

As consequências desses excessos são difíceis de prever. "A curto prazo não identificamos os malefícios no corpo, pois aos olhos da sociedade o paciente é saudável, faz esporte. Se não fizermos os exames certos, nem saberemos que há alterações, já que adolescentes têm uma reserva de energia muito grande", diz Chateubriand.

D. D., 15, montou uma academia em casa e prepara suas séries sozinho: "Não preciso de instrutor. Qualquer dúvida, consulto a internet", argumenta ele, que treina há um ano, quatro vezes por semana, mas só exercita a parte superior, por causa de uma cirurgia para retirar um tumor na tíbia, feita aos 11 anos.

A mãe de D. D. diz se preocupar com o filho: "Os jovens de hoje querem ficar muito musculosos. Acho perigoso ele tomar suplementos, mas D. não me ouve". A dieta proteica que ele segue foi escolhida com base em informações recolhidas da internet.

METROS DE TÓRAX

Alguns dos adolescentes entrevistados para a reportagem pretendem participar de campeonatos de fisiculturismo, como I.C., 17, que acabou o segundo grau e quer estudar educação física.

Ele treina os sete dias da semana e conta que seus pais não aprovam isso: "Eles dizem que se eu ficar maior vou ficar feio, mas discordo. Ficarei como me sentir bem; meu objetivo é chegar aos dois metros de tórax", provoca.

O desejo de ganhar músculos em pouco tempo, passando por cima da genética, leva jovens a recorrerem a anabolizantes, é lógico --apesar de o tema ser tabu, mesmo para entrevistados protegidos pelo anonimato: "Desculpe, não falo sobre isso", diz I.C.

Zimpeck alega que a maior parte dos adolescentes que diz querer ser atleta de "bodybuilding" não sabe onde está se metendo: "Desconhecem como é difícil ser fisiculturista, ainda mais no Brasil, onde não se ganha para isso".

G. P. nunca pensou em ser fisiculturista. Seu interesse é ficar mais atraente mesmo: "Acho legal chegar na escola bem grande e os colegas comentarem. Eu me sinto mais seguro. É um sacrifício, mas acho que vale a pena".

Para Chateubriand, adolescentes obcecados por músculos cumprem o papel social imposto a eles: "São fruto das nossas crenças, estão sendo coerentes. É preciso mudar o conceito de exercício, de estética para saúde".

Editoria de Arte/Folhapress
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2013/04/1262857-adolescentes-que-malham-demais-podem-ser-vitimas-de-transtorno-psiquiatrico.shtml

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

É possível enganar bafômetro tomando uma dose de vinagre?


23/02/2013 - 05h04
É possível enganar bafômetro tomando uma dose de vinagre?
DE SÃO PAULO


Há uma questão sendo muito comentada nas redes sociais sobre o vinagre e o bafômetro. É possível passar no teste do bafômetro, após beber bebida alcoólica, tomando uma dose de vinagre? Gostaria de saber se é verdade e, se for, qual seria a providencia a ser tomada.
Mariana Candida de Oliveira Correia
São Paulo
Desde 2008 a mesma questão vem surgindo. Segundo Arthur Guerra, psiquiatra, professor da Faculdade de Medicina da USP e coordenador do Cisa (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool), "não há nenhuma chance de burlar o teste do bafômetro, seja usando vinagre, dropes ou outra coisa".
O bafômetro, diz ele, mede a quantidade de acetato, produto da quebra do álcool, exalado pelos pulmões, o chamado ar alveolar. Nada que atue na boca influencia a medição. O melhor é não dirigir se estiver bebido.

A volta da ararinha-azul (Cyanopsitta spixii)



26/02/2013 - 18h30

Projeto traz dois exemplares de ararinha-azul de volta ao Brasil

DE SÃO PAULO


Dois exemplares da ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), que eram mantidos em cativeiro na Alemanha, chegam hoje (26) em São Paulo. A repatriação das aves é uma das ações do projeto Ararinha na Natureza, que tem como objetivo devolver à Caatinga brasileira essa espécie que desapareceu da região há mais de uma década.
A ararinha-azul é conhecida por ter "estrelado" a animação "Rio" --é essa a espécie do protagonista Blu. Hoje, somente quatro ararinhas compõem a população reprodutiva no Brasil, de acordo com o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).

Ararinha-azul de criadouro em SP, um dos quatro exemplares que compõem atualmente a população reprodutiva no Brasil



"O objetivo é ter indivíduos suficientes em cativeiro para efetuar a reintrodução em seu habitat natural daqui a alguns anos", disse Camile Lugarini, coordenadora do PAN (Plano de Ação Nacional para a Conservação da Ararinha-azul), coordenado pelo ICMBio.
As aves passaram por exames clínicos seguindo as exigências do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e foram embarcadas em voo comercial em caixotes especiais. Após o desembarque, as ararinhas serão levadas para a Estação Quarentenária de Cananéia (SP), onde ficarão em quarentena. Depois as aves se juntarão a outros exemplares que estão em cativeiro no Brasil, para a reprodução.
O PAN foi instituído pelo ICMBio em fevereiro de 2012 e prevê uma série de medidas para aumentar a população das aves manejada em cativeiro, além de recuperar e conservar o habitat da espécie até 2017.
A transferência das aves tem como parceiros o ICMBio, organizações da sociedade civil sem fins lucrativos (SAVE Brasil e Funbio, via carteira Fauna Brasil) e a Vale.
NO EXTERIOR
A repatriação faz parte das ações do governo brasileiro e parceiros para reintroduzir a ararinha-azul na natureza. A espécie brasileira é nativa da Caatinga. Considerada extinta em ambiente natural desde 2000, atualmente há no mundo apenas 80 indivíduos, mantidos em programas de cativeiro. A maioria encontra-se em mantenedores no exterior (Espanha, Alemanha e Quatar).
Em abril, será feita a repatriação de um novo grupo de ararinhas que virão da Espanha.
Atualmente a ararinha-azul é um dos animais mais ameaçados do planeta, devido ao histórico de destruição de seu habitat e a intensa captura para o comércio ilegal. Por isso, a espécie tornou-se símbolo mundial da importância de preservação da biodiversidade.
Como a possibilidade de existirem indivíduos na natureza é remota, o aumento populacional em cativeiro para a reintrodução na natureza é a única esperança para a recuperação da ararinha no seu habitat original.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Lista de primatas ameaçados tem duas espécies da fauna brasileiras

16/10/2012 - 05h00

Lista de primatas ameaçados tem duas espécies do Brasil

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Um relatório divulgado ontem traz uma lista com as 25 espécies de primatas mais ameaçadas de extinção no mundo e que precisam de uma ação global de proteção.
A sétima edição do documento, que é divulgado a cada dois anos, foi feito por cinco entidades, incluindo a International Union for Conservation of Nature e a Bristol Conservation and Science Foundation.
Seis das 25 espécies são de Madagáscar, cinco são de outros países da África, nove da Ásia e outros cinco da América do Sul, incluindo as duas do Brasil.
Stephen Nash/Conservation International
 Bugio-marrom (acima) e macaco-caiarara, primatas do Brasil que estão no relatório

O país aparece na lista com o bugio-marrom (Alouatta guariba guariba), primata da mata atlântica com cerca de 75 cm de comprimento, pelos na face semelhantes a uma barba e uma longa cauda.
Outro representante brasileiro é o macaco-caiarara (Cebus kaapori), de coloração marrom acinzentada.
Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, há três unidades de conservação do macaco no Pará e no Maranhão.
Entre as espécies em situação mais grave está o lêmur-desportista-do-norte --são apenas 19 exemplares em Madagáscar. Mais da metade dos 633 tipos de primatas do mundo podem se tornar extintos como resultado da ação humana, que inclui queimadas, caça e comércio ilegal.
 http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1169700-lista-de-primatas-ameacados-tem-duas-especies-do-brasil.shtml

DNA flagra pesca de tubarões ameaçados

13/10/2012 - 04h30

DNA flagra pesca de tubarões ameaçados

REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE "CIÊNCIA E SAÚDE"

O ato aparentemente inocente de comprar algumas postas de cação na peixaria pode piorar ainda mais a situação de espécies brasileiras de tubarões e arraias, dizem biólogos da Unesp.
Análises genéticas conduzidas por eles indicam que animais ameaçados do grupo estão chegando aos mercados sem que se perceba.
Pior ainda, essas espécies também estão alimentando o mercado internacional (basicamente chinês) de barbatanas de tubarão, um dos principais responsáveis pelo declínio populacional desses predadores nos oceanos.
Os dados da equipe da Unesp foram apresentados no 58º Congresso Brasileiro de Genética, realizado recentemente em Foz do Iguaçu.
Fernando Fernandes Mendonça, pesquisador do Laboratório de Biologia e Genética de Peixes da Unesp de Botucatu, diz que a identificação genética é uma ferramenta importante para flagrar esse tipo de transgressão porque, em primeiro lugar, é muito difícil distinguir as espécies apenas visualmente.
Além disso, é comum os pescadores retalharem o bicho ainda em alto-mar, retirando cabeça e nadadeiras, o que dificulta ainda mais o reconhecimento do animal.
Para chegar a uma forma de "RG genético", Mendonça e seus colegas usaram trechos de um gene presente no DNA das mitocôndrias, as usinas de energia das células.
Conhecido pela sigla COI, ele já está consagrado nos padrões internacionais de "códigos de barra de DNA", como são chamadas as iniciativas para identificar espécies com base numa análise genética simples (leia mais sobre a técnica no quadro).
Seguindo esse padrão, a equipe do laboratório já tem meios de identificar mais de uma dezenas de espécies brasileiras de tubarões e arraias.
Editoria de arte/folhapress

PRIMEIRO TESTE
O primeiro teste dessa ferramenta foi com uma série de carregamentos de barbatanas de tubarão apreendidos pelo Ibama no Pará (uma das bateladas tinha quase 8 toneladas do produto).
Logo de cara, uma malandragem ficou clara. Embora a declaração feita para as autoridades brasileiras afirmasse que as barbatanas eram apenas de tubarão-azul, as embalagens (para exportação) também mencionavam o tubarão-mako e o tubarão-raposa nos carregamentos.
Pior ainda, a análise de DNA demonstrou que a amostra também continha 10% de barbatanas de uma espécie de tubarão-martelo e de tubarão-raposa, ambos animais cuja captura está proibida.
Em estudo publicado neste ano, os biólogos analisaram capturas em portos da Bahia ao Rio Grande do Sul.
O objetivo era saber se a arraia-viola (Rhinobatos horkelii, conhecida assim por causa do formato característico de seu corpo) estava sendo pescada -o bicho está criticamente ameaçado de extinção e só existe no litoral do Brasil e da Argentina.
"Nós íamos a barcos de pesca e mercados e perguntávamos se o pessoal tinha arraia-viola para venda. Em geral, ninguém admitia. A carne era vendida como cação", diz Mendonça.
Não foi o que o DNA mostrou. Em vários locais, mais da metade da amostra correspondia à arraia, e em Santa Catarina 100% dos espécimes eram da espécie ameaçada.
Num plano de ação para as espécies de tubarões e arraias do país, aprovado neste ano, o Ibama diz que pretende usar os métodos para melhorar a fiscalização, mas ainda não definiu quando fará isso.
 http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1168579-dna-flagra-pesca-de-tubaroes-ameacados.shtml

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Sabonete que promete clareamento de genitais femininos gera polêmica na Índia

DA BBC BRASIL

Há séculos as mulheres indianas são criadas para acreditar que pele clara é sinônimo de beleza, o que impulsionou a criação de uma milionária indústria de clareamento cutâneo - que agora as está encorajando a usar seus produtos muito além das mãos e do rosto.
Trata-se de um sabonete líquido cuja propaganda na televisão vem causando polêmica no país ao sugerir que as mulheres podem se tornar mais atraentes se clarearem seus genitais.
Veja o vídeo da propaganda



O anúncio começa com um casal sentado no sofá. O marido lê um jornal ignorando sua mulher, e no rosto dela vê-se claramente a sensação de rejeição.
Momentos depois, a mulher aparece tomando banho utilizando um sabonete líquido que cria uma espuma branca - mas não se trata de um cosmético qualquer.
Logo na cena seguinte a imagem da esposa rejeitada é substituída por um desenho do órgão genital feminino e uma representação gráfica de como o gel pode clarear a pele nesta área do corpo da mulher.
Pouco após a aplicação do creme, pétalas de rosa invadem a tela e assim como em qualquer cena romântica de filmes de Bollywood, o casal aparece muito sorridente, em meio a trocas de afagos e abraços.
O fato de a indústria cosmética do país ter lançado o produto lançou a questão à sociedade indiana: a febre pelo clareamento de pele chegou longe demais?
POLÊMICA
A propaganda do sabonete na televisão despertou críticas, choque e rejeição na mídia indiana.
Especialistas questionam os impactos psicológicos sobre as meninas e colocam em xeque até onde vai o tradicional desejo das mulheres do sudeste asiático de terem a pela mais clara.
O governo indiano reagiu com um pedido formal à agência de regulação publicitária para que retirasse o anúncio do ar.
Mesmo assim o setor continua em expansão e além do polêmico gel íntimo começa agora a focar também em produtos para os homens, como desodorantes que além de proteger do suor clareiam a pele.
O setor movimentou em 2010 cerca de US$ 432 milhões e cresce mais de 18% ao ano, segundo dados da auditoria ACNielsen.
Muitos dos anúncios em revistas e outdoors têm a clara intenção de forçar o público a clarear cada vez mais partes do corpo e com maior intensidade.
"Você pensa duas vezes antes de usar certos tipos de roupa porque elas não combinam com os diferentes tons em sua pele?", questiona uma propaganda.
"Você percebe como a cor das suas mãos é diferente da cor do seu rosto?", pergunta outro anúncio.
BOLLYWOOD
Embora a obsessão pela negação do tom de pele natural dos indianos possa parecer estranha para o resto do mundo, outra indústria milionária do país alvo de fascínio popular só reforça tal ideia.
Basta prestar atenção aos cartazes dos filmes de Bollywood para perceber que as estrelas mais admiradas têm um tom de pele cada vez mais claro, contando até mesmo com a ajuda de programas de computador - e muitas das atrizes defendem o uso dos produtos para clareamento de pele.
Estas são as estrelas que, ao serem veneradas por muitos indianos, alimentam o crescimento desses preconceitos e da indústria de clareamento de pele.
Entre os atores que já promoveram produtos deste tipo estão nomes conhecidos em Bollywood como John Abraham, Shah Rukh Khan, Katrina Kaif, Deepika Padukone, Preity Zinta e Sonam Kapoor.

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1101515-sabonete-que-promete-clareamento-de-genitais-femininos-gera-polemica-na-india.shtml

sábado, 5 de maio de 2012

Poluição sonora atrapalha 'diálogo' de aves

02/05/2012 - 09h53

Poluição sonora atrapalha 'diálogo' de aves

LUIS CORVINI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Você odeia ser interrompido durante uma boa conversa com os amigos? Agora imagine se isso acontecesse o tempo todo. Deve ser assim que os psitacídeos, passarinhos como os papagaios, os periquitos e as araras, se sentem no cerrado brasileiro.
Quem identificou possíveis interferências na comunicação entre os bichos foi o biólogo Carlos Barros de Araújo, em sua tese de doutorado na Unicamp. Após sete anos de pesquisa de campo nos Estados de Goiás e Tocantins e no Distrito Federal, Araújo demonstra que essas aves conseguem "bater um papinho" a distâncias de até 1,5 km.
Essa comunicação de longo alcance faz parte da dinâmica de vida dos bichos, que se separam em bandos pequenos durante o dia para se alimentar e avisam uns aos outros onde achar comida. "O que você vê em campo são esses pequenos bandos se juntando e se separando constantemente."
Proteger o grupo contra inimigos e afastar possíveis rivais também são outras utilidades dessa comunicação.

Divulgação
 Casal de periquito-do-encontro-amarelo (Brotogeris chiriri), no Parque Nacional de Brasí­lia. Espécie foi uma das estudadas sobre o prejuí­zo causado pela poluição sonora humana na comunicação entre os psitacídeos


Segundo Araújo, já foi possível identificar notas emitidas em contextos específicos, como a sinalização feita por sentinelas. "Um indivíduo fica na copa da árvore observando a presença de predadores e emitindo um som de intensidade baixa. Quando um deles se aproxima, o sentinela emite uma nota de alarme para avisar aos demais."
A interferência do homem, no entanto, tem reduzido a distância na comunicação entre os animais de 1.500 m para menos de 50 m.
"Se você corta a comunicação, você corta a capacidade de informar onde tem alimento. [A ave] vai ter uma menor probabilidade de sobrevivência e de reprodução", afirma o biólogo.
A interferência sonora pode até fazer o animal mudar seu canto. "Muitas espécies passam a cantar em frequências mais agudas e com uma maior intensidade quando submetidas a ruídos de grande intensidade."
As medições realizadas pelo biólogo foram feitas em fazendas e também na Universidade de Brasília, um ambiente urbano mas bem tranquilo se comparado ao centro de grandes cidades. Mesmo assim, já foi percebida a grande redução no raio de comunicação entre as aves.
Barreiras sonoras em rodovias e avenidas perto de áreas onde os bichos vivem podem ajudar a protegê-los.
"Ao lado do Parque Nacional de Brasília passa uma grande rodovia. Em uma área que tem 80 decibéis de ruído é claro que os pássaros serão afetados de alguma forma."
A próxima etapa do trabalho, que centrou esforços no estudo do periquito-rei, do maracanã-nobre e da arara-de-barriga-amarela, será descobrir o impacto da poluição sonora na sobrevivência dos bichos. "Estamos correndo contra o tempo."

Editoria de arte/Folhapress

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Cigarro serve de "porta de entrada" para outra droga.

04/11/2011 - 11h42

Cigarro intensifica vício em cocaína, diz estudo

RAFAEL GARCIA
DE WASHINGTON

Fumantes são mais propensos a se viciar em cocaína, caso comecem a experimentá-la, sugere um novo estudo.
Num experimento com camundongos, cientistas encontraram pela primeira vez evidência biológica de que o cigarro serve de "porta de entrada" para outra droga.
Ao dar água com nicotina aos roedores, pesquisadores da Universidade Columbia, de Nova York, mostraram que o vício subsequente em cocaína ficava mais intenso.
"É claro que fumar cigarros não determina se alguém vai ou não experimentar cocaína. Isso não é um fenômeno biológico, e sim social" disse à Folha, Amir Levine, autor principal do trabalho.
"A maioria dos fumantes nunca chega a experimentar cocaína. Entretanto, se você se tornar um fumante crônico e só depois for exposto à cocaína, seu cérebro vai reagir de forma diferente, sim." No teste com camundongos, Levine verificou que os animais submetidos a uso crônico de nicotina eram mais propensos ao vício.

Editoria de Arte / Folhapress

NO CÉREBRO
A nicotina, afirma ele, interfere na regulação do DNA das pessoas e acaba por aumentar a expressão de um gene chamado FosB, que já havia sido relacionado a propensão ao vício. Em estudo na revista "Science Translational Medicine", Levine já aponta um medicamento que pode reduzir esse efeito.
"Mostramos que a teofilina -um broncodilatador usado para tratar asma- bloqueia o efeito da cocaína em termos de expressão do FosB", diz o cientista, que contou com a orientação de Eric Kandel, ganhador do prêmio Nobel de Medicina de 2000. Segundo o pesquisador, a possibilidade de uso da teofilina para dependência ainda precisa ser investigada.
O estudo levanta o questionamento sobre se, em centros de reabilitação, deve haver uma política de tolerância com cigarros. Como é difícil largar dois vícios ao mesmo tempo, muitos pacientes continuam fumando enquanto lutam contra a cocaína. Para tentar verificar a correspondência em humanos, Levine, com a ajuda da sanitarista Denise Kandel, mulher de Eric, analisou dados sobre consumo de drogas nos EUA.
A porcentagem de pessoas que experimentavam cocaína e se viciavam era grande entre fumantes: 20%. Entre aqueles que nunca tinham fumado, era de apenas 6%. É um motivo a mais para que o combate ao cigarro seja uma prioridade de saúde pública, diz a pesquisadora.
Denise, que apresentou seus resultados ontem no Congresso Brasileiro de Psiquiatria no Rio de Janeiro, sugere que as investigações continuem. "Será que o álcool e a maconha --as outras duas drogas que mais atuam como "porta de entrada"-- também preparam o cérebro da mesma forma que a nicotina?", perguntou a cientista, em comunicado à imprensa.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1001534-cigarro-intensifica-vicio-em-cocaina-diz-estudo.shtml 

domingo, 21 de agosto de 2011

Nojentas, mas úteis

Nojentas, mas úteis

Leitor da CH pergunta: “Qual é a importância ecológica das baratas urbanas? Elas trazem algum benefício para os humanos?”. Eduardo Fox, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da UFRJ, responde.
Por: Eduardo Fox

As baratas desempenham papel fundamental na cadeia alimentar das cidades. O seu desaparecimento causaria um forte desequilíbrio nos ecossistemas urbanos. Portanto, por mais repulsivas que sejam, é melhor mantê-las entre nós. (foto: Angela Knipe/ Sxc.hu)  
 
As baratas são insetos muito diversos e abundantes e, por serem onívoras, ou seja, por comerem de tudo, têm papel vital como decompositoras de restos orgânicos. Além disso, elas fazem parte da dieta de muitos outros animais, como aves, aranhas, lacraias e escorpiões.
As baratas urbanas, em especial, são totalmente dependentes da presença dos seres humanos e muito importantes dentro da cadeia alimentar das cidades. Apesar de representarem apenas uma mínima porção das espécies existentes de baratas, cerca de 1%, elas são muito numerosas e o seu desaparecimento causaria um forte desequilíbrio nos ecossistemas urbanos.
“Esses insetos consomem rapidamente toneladas de fezes, cadáveres, restos alimentares e até papel, cigarros e plásticos”
Esses insetos consomem rapidamente toneladas de fezes, cadáveres, restos alimentares e até papel, cigarros e plásticos. Se sumissem, sofreríamos com um rápido acúmulo de resíduos humanos nos esgotos e cemitérios.
Por servirem de alimento a muitos predadores que fazem parte da fauna da cidade – como ratos e morcegos –, seu fim causaria também uma rápida desestabilização das populações animais.
Seria necessário um longo período de readaptação ecológica até que outro ser vivo ocupasse o nicho das baratas. Por isso, mesmo que você não goste delas, é mais sábio deixar que continuem habitando nossos esgotos, lixeiras e cemitérios.

Eduardo FoxInstituto de Biofísica Carlos Chagas Filho
Universidade Federal do Rio de Janeiro

http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2011/284/nojentas-mas-uteis

domingo, 24 de abril de 2011

Maior fóssil de aranha já encontrado na China

Início do conteúdo

Maior fóssil de aranha já encontrado é descoberto na China

Fóssil de fêmea tem mais de 165 milhões de anos; aracnídeo tinha 15 centímetros com as patas abertas.

20 de abril de 2011 | 11h 03
 
 
 Cientistas encontraram na China a maior aranha fossilizada já registrada, chegando a 15 centímetros de extensão com suas patas abertas.
A fêmea, que viveu há cerca de 165 milhões de anos, faz parte do gênero Nephila, cujos espécimes são conhecidos pelas teias fortes e de tom dourado que produzem. Estas aranhas são encontradas em regiões tropicais e subtropicais.
Segundo a revista científica Biology Letters, onde foi publicada o estudo, o fóssil foi encontrado na região da Mongólia Interior. Os pesquisadores batizaram o animal de Nephila jurassica.
O professor de Paleontologia da Universidade do Kansas (Estados Unidos) Paul Selden, que participou do estudo, disse à BBC que o corpo da Nephila jurassica não é o maior, mas ao considerar as suas patas, ela se torna a aranha fossilizada de maior tamanho já encontrada.
Até então, o fóssil mais antigo do gênero Nephila tinha 35 milhões de anos. A nova descoberta faz com que a existência deste gênero seja revista para o Período Jurássico, o que torna a aranha a mais antiga já registrada.
É impossível determinar com certeza como morreu este aracnídeo fossilizado. A possibilidade mais forte seria um desastre natural.
A aranha foi encapsulada em cinza vulcânica no fundo do que teria sido um lago. A cinza teria, segundo o estudo, arrancado o animal de sua teia e o encoberto. Os detalhes preservados no fóssil impressionam os cientistas.
"Você vê não somente os pelos das patas, mas pequenas coisas, como a trichobothria (pequenas estruturas em formato de pelo que servem para detectar vibrações do ar)", afirma Selden.
Dimorfismo
As fêmeas de Nephila existentes hoje em dia tecem algumas das maiores teias conhecidas, chegando a 1,5 metro de diâmetro. A sua grandeza contrasta totalmente com os machos deste gênero, que, de tão pequenos, fazem as fêmeas parecerem gigantes.
Esta disparidade de tamanho é um exemplo do que os biólogos chamam de dimorfismo sexual extremo.
Selden e seus colegas também querem descobrir se esta também é uma característica dos antigos espécimes de Nephila.
Segundo o professor, o espécime mais antigo até então era um macho do Período Cretáceo, encontrado na Espanha. Ele afirma que este animal tinha tamanho normal, considerando que as fêmeas atuais são gigantes.
"Parece que nós tínhamos este diformismo neste período tão antigo. Gostaríamos de encontrar um macho para confirmar isto. Todas as evidências sugerem que os machos tinham tamanho normal, mas ainda não localizamos nenhum." BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,maior-fossil-de-aranha-ja-encontrado-e-descoberto-na-china-,708845,0.htm

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Repelentes naturais de insetos domésticos

17/02/2011 - 08h30

Veja dicas de soluções naturais para espantar insetos

Esses insetos que se multiplicam nas nossas casas, especialmente no verão, são inofensivos. Mas os venenos para combatê-los, não.
Antes de passar para a artilharia pesada, tente espantar os hóspedes indesejados com soluções naturais, que não ameaçam a saúde das crianças ou dos animais domésticos.
O entomologista Carlos Alberto Brandão lembra que alguns insetos até ajudam a manter outros longe. As formiguinhas, comuns em apartamentos, ajudam controlar as baratas, porque comem seus ovos.

Pernilongos
 Letícia Moreira/Folhapress
Manjericão dá um bom repelente e casca de laranja pode ser colocada em aparelhos elétricos, no lugar de inseticida

O cheiro da casca da laranja, do cravo, do limão, do manjericão e da citronela espanta os pernilongos. Para fazer um repelente, misture 100 gramas de folhas de manjericão, 100 gramas de citronela e um litro de álcool no liquidificador. Bata tudo, coe e coloque em um recipiente vedado. Uma vez por dia, pulverize o ambiente.
No lugar daqueles refis em pastilha dos aparelhos elétricos contra insetos, experimente usar um pedaço de casca da laranja ou de limão-siciliano.
Para fazer um repelente corporal, mergulhe um pacote de cravos no álcool por 30 dias. Depois, coe a mistura e junte 50 ml de óleo de amêndoas. Pode passar na pele, que é bom. Outra opção é misturar 200 ml de óleo mineral com 30 ml de óleo de andiroba e 30 ml de óleo de citronela -à venda em lojas de produtos naturais

Traças
 Letícia Moreira/Folhapress
Sachês feitos em casa para proteger livros e roupas

Para exterminar traças e seus ovos de livros e pequenos objetos coloque-os dentro do freezer, em sacos plásticos vedados, por dois dias.
Sachês com folhas secas de lavanda, pimenta caiena, casca de cedro ou sálvia também espantam traças.
Passar óleo de lavanda nas superfícies onde ficam os livros também ajuda a manter as bichas longe dos armários

Carunchos
 
Letícia Moreira/Folhapress
Louro é uma boa arma contra carunchinhos

Os carunchos conseguem entrar em caixas de cereais e pacotes. Uma forma de evitar que isso aconteça é armazenar os alimentos que são alvo desse bichinho ( arroz, trigo e feijão) com algumas folhas secas de louro.
Uma medida preventiva é colocar os pacotes recém-comprados dentro do congelador por dois dias. Isso vai matar ovos que possam já estar dentro da embalagem

 Formigas
 Letícia Moreira/Folhapress
Dupla cheirosa para a gente, terrível para elas

Cheiro de cravo, limão-siciliano e louro tem bons resultados para espantar formigas.
Outro aroma do qual elas não gostam é o do vinagre branco. Misture o vinagre em partes iguais com água e pulverize no caminho das formigas. Para evitar ataques à comida dos animais de estimação, ponha a tigela em uma bandeja com água.
Para que elas não subam até as folhas da sua árvore, envolva o tronco com fita adesiva dupla face até a altura de 7 cm .

Baratas
 Letícia Moreira/Folhapress
Ingredientes para pegar as nojentas

Armadilha atóxica: besunte vaselina sólida nas paredes internas de um vidro. Dentro, coloque dois dedos de cerveja, pedaços de frutas e gotas de extrato de amêndoa. As baratas vão ficar presas no vidro. Depois, jogue água fervendo e despeje na privada.
Outras opções: misture açúcar e bicarbonato de sódio (que mata os bichos) e espalhe em vasilhas pela casa; ou pingue óleo essencial de alecrim e eucalipto em algodão e distribua nos cômodos

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/876683-veja-dicas-de-solucoes-naturais-para-espantar-insetos.shtml