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sábado, 27 de fevereiro de 2010

A ONU propõe que estocar gás-estufa no mar

26/02/2010 - 12h21

ONU propõe que estocar gás-estufa no mar renda créditos de carbono

da Reuters
Países em desenvolvimento poderiam receber fundos para reduzir emissões de gases do aquecimento global protegendo seus ecossistemas marinhos, propôs Achim Steiner, chefe do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), durante conferência em Bali, Indonésia.
"Florestas" de algas, manguezais e pântanos costeiros estocam naturalmente grandes quantidades de carbono, que acaba sendo liberado na forma de gases-estufa quando esses ambientes são destruídos.
Para Steiner, uma combinação de investimentos públicos e privados poderia ser usada para mudar isso.
"Se eu creio que um dia veremos um mercado para estocagem de carbono com base nos oceanos? Eu diria que, a esta altura, por que não?", declarou ele.


Universidade James Cook/Divulgação

 Cardumes próximos à Grande Barreira de Coral da Austrália, maior recife do mundo


Segundo o chefe do Pnuma, a ideia poderia se inspirar nos planos para recompensar os países pobres pela manutenção de florestas que estocam carbono.
Tanto no caso das matas quanto no de ambientes marinhos, países desenvolvidos poderiam trocar verbas de conservação pelo direito de emitir cotas de gases do efeito-estufa.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u699433.shtml

Bactérias, ambas mantidas vivas por uma corrente elétrica entre elas...

26/02/2010 - 09h47

Bactérias marinhas criam rede elétrica cooperativa

RICARDO BONALUME NETO
da Folha de S. Paulo
Imagine duas pessoas que estão a 20 km de distância uma da outra, uma comendo sem respirar, outra só respirando sem comer --e ambas mantidas vivas por uma corrente elétrica entre elas.
A comparação dá uma ideia da surpreendente rede elétrica montada por bactérias do fundo do mar, que acaba de ser flagrada pelos cientistas, embora ela tenha apenas 12 milímetros de extensão.
O fenômeno é "verdadeiramente espantoso", disse o pesquisador Kenneth Nealson, da Universidade da Califórnia, em comentário sobre a descoberta na revista "Nature".

Nils Risgaard-Petersen/Divulgação
 Camadas de sedimento abrigam bactérias "eletrificadas", que cooperam numa rede com atividades diferentes


20 km
"Para um humano, 12 milímetros não parecem ser uma distância tão grande. Mas, para uma bactéria, isso significa 10 mil vezes o comprimento de suas células, equivalente a 20 km em termos humanos", escreveu.
A comparação com pessoas não é tão maluca assim, pois "comer" e "respirar" são atividades que elas compartilham com bactérias aeróbicas.
Seres vivos obtêm energia a partir de comida, "queimada" com o oxigênio da respiração. Elétrons da comida são transferidos ao oxigênio nesse processo.
A equipe chefiada por Lars Peter Nielsen, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, mostrou que bactérias separadas por longas distâncias transmitem elétrons entre si.
Eles coletaram sedimentos do fundo da baía de Aarhus e fizeram experimentos, quando descobriram a inusitada cooperação entre bactérias na superfície dos sedimentos e outras em camadas mais abaixo.
As bactérias do fundo "comem" substâncias orgânicas e sulfeto de hidrogênio em uma região sem oxigênio, o qual se concentra na água imediatamente acima dos sedimentos.
De algum modo, os elétrons produzidos no fundo sobem para reagir com o oxigênio.
Os experimentos mostraram que, nas amostras sem oxigênio na superfície dos sedimentos, o sulfeto de hidrogênio no fundo era "comido" de modo mais lento, acumulando-se. Quando se voltava a adicionar oxigênio, caíam os níveis do sulfeto.
Paradoxo
"Vimos como processos usando oxigênio eram ligados ou desligados a uma boa distância no fundo do mar quando adicionávamos ou removíamos oxigênio na superfície. Entretanto, nós sabíamos que esse oxigênio nunca chegava ao fundo até as bactérias que o usavam", explica Nielsen.
"Era impossível resolver esse paradoxo até que surgiu a ideia maluca de que o fundo do mar está entrelaçado com fios elétricos naturalmente gerados", completa ele.
Ou seja, todas as bactérias envolvidas obtêm energia, umas só "comendo", outras só "respirando", ligadas por correntes elétricas e criando uma espécie de "biogeobateria".
O próximo passo é descobrir como são feitas as conexões, que podem ser importantes para a formação e a reciclagem dos sedimentos marinhos.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u699372.shtml

É mito de que frutas apodrecem no estômago...

26/02/2010 - 11h14

Médico refuta mito de que frutas apodrecem no estômago

A afirmação de que frutas causam fermentação e apodrecem quando em contato com outros alimentos no estômago é falsa, segundo o médico Mark Pochapin, diretor do Centro Monahan de Saúde Gastrointestinal do NewYork-Presbyterian Hospital/Weill Cornell Medical Center. As frutas não precisam ser ingeridas com o estômago vazio.

SXC

 
Frutas não precisam ser ingeridas com o estômago vazio, pois nada apodrece no órgão cuja principal função é esterilizar o alimento
"Você pode comer frutas a qualquer momento. Nada apodrece no estômago", disse Pochapin. Esse processo, também chamado de fermentação, é a ação bacteriana nos alimentos, resultando em decomposição. Devido à presença de ácido hidroclórico, o estômago tem muito pouca bactéria. "Uma das principais funções do estômago", explicou ele, "é esterilizar o alimento, misturando-o e agitando-o".
Na época em que não existiam geladeiras nem supermercados, os alimentos se estragavam com facilidade, e o ácido do estômago ajudava a proteger o corpo da intoxicação alimentar, disse ele. "O local onde as frutas produzem gás é no cólon, não no estômago", disse Pochapin. O cólon está cheio de bactérias e age como o sistema de esgoto do corpo.
O alimento leva de 6 a 10 horas para chegar ao cólon, o que explica por que não importa muito quando a fruta é consumida, disse Pochapin. As frutas contêm açúcar e vitaminas, que são absorvidas no intestino delgado, e fibras complexas, que passam pelo trato gastrointestinal sem muita digestão. Quando a fibra chega ao cólon, a bactéria dali se alimenta da fibra e produz gás como resultado, independente de quando ou com quê a fibra foi ingerida.
 http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u699403.shtml

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O saco plástico que você pega no supermercado e depois joga no lixo ficará na natureza ...

25/02/2010 - 10h30

Lixo plástico forma mancha no oceano Atlântico, detectam cientistas

da BBC Brasil
Cientistas da Sea Education Association (SEA, na sigla em inglês) anunciaram a descoberta de uma região no Atlântico Norte onde detritos de lixo plástico parecem se acumular.
A área está sendo comparada com a já bem documentada "grande mancha de lixo do Pacífico".
Kara Lavender Law, da SEA, disse à BBC que o tema dos resíduos plásticos vem sendo "amplamente ignorado" no Oceano Atlântico.
SEA/Divulgação
 Cientistas e estudantes da SEA coletaram plásticos e outros resíduos marinhos em redes de malha fina


Ela anunciou os resultados da pesquisa, feita ao longo de duas décadas, em um encontro científico em Portland, nos Estados Unidos.
"Nós encontramos uma região mais ou menos ao norte do Oceano Atlântico onde estes resíduos parecem estar concentrados e permanecem durante longos períodos", explicou Kara Lavender Law.
"Mais de 80% dos detritos plásticos foram encontrados na região entre 22 e 38 graus norte. Ou seja, temos uma latitude onde o lixo parece se acumular", completou.





SEA
 Lixo plástico forma mancha no Atlântico; 80% dos detritos foram encontrados na região entre 22 e 38 graus norte





Estudo aprofundado
O estudo é o mais longo e aprofundado já feito para determinar a presença de resíduos de plástico nos oceanos.
Cientistas e estudantes da SEA coletaram plásticos e outros resíduos marinhos em redes de malha fina arrastadas pelo barco de pesquisa.
As redes permaneceram parte submersas e parte fora da água, coletando assim resíduos e pequenos organismos da superfície marítima.
Os cientistas fizeram 6,1 mil reboques na região do Caribe e do Atlântico Norte, na costa americana. Mais da metade destas expedições revelaram pedaços de plástico flutuando na superfície da água --resíduos de baixa densidade usados na fabricação de diversos produtos, inclusive sacos plásticos.
O impacto deste acúmulo de lixo no ambiente marinho ainda não é conhecido, acrescentou Kara Lavender Law.
"Mas nós sabemos que muitos organismos marinhos estão consumindo este plástico e também que isso tem um efeito adverso sobre aves marinhas em particular", disse a pesquisadora à BBC.
O estudo revelou também que os detritos plásticos são normalmente pequenos e não formam uma mancha heterogênea, ou seja, estão dispersos em uma grande área.
 http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u698839.shtml

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Investimento de R$ 20 milhões apoiará pesquisa sobre produção de alimentos e recuperação de áreas frágeis

Embrapa e CNA lançam projeto para preservar biomas do país

Investimento de R$ 20 milhões apoiará pesquisa sobre produção de alimentos e recuperação de áreas frágeis
Agência Brasil 
BRASÍLIA - A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançaram nesta quarta-feira, 24, o Projeto Biomas, que visa a garantir a liderança do país na produção de alimentos com avanço na preservação do meio ambiente. Nos próximos nove anos, serão investidos R$ 20 milhões, incluindo estudos específicos para todos os biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.

Arquivo/AE
Projeto visa desenvolver soluções para produção de alimentos ambientalmente sustentáveis
A presidente da CNA, Kátia Abreu, disse que a preservação ambiental será essencial para que o agronegócio brasileiro conquiste novos mercados. Para que isso ocorra, as pesquisas serão voltadas para soluções práticas que permitam ao produtor rural recuperar áreas frágeis de suas propriedades e gerar renda. "Não há preservação no campo sem o protagonista, que é o produtor."

Segundo ela, futuramente deve ser criado "um selo do alimento saudável do Brasil". "Nossa luta é para que pelo mundo afora associem o alimento brasileiro a um alimento saudável, com uma produção embasada em técnicas científicas e ambientalmente sustentáveis."

Ao todo, cerca de 240 pesquisadores da Embrapa e de universidades parceiras participarão da elaboração de modelos de ocupação sustentável. "Esse projeto ajudará a corrigir erros cometidos no passado", comentou a presidente da CNA.
 http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,embrapa-e-cna-lancam-projeto-para-preservar-biomas-do-pais,516137,0.htm



Peixe morre é pela boca... Já dizia o ditado

25/02/2010 - 17h24

Pesquisa comprova que quem come mais rápido consome mais calorias

ANAHAD O'CONNOR
do New York Times

As mães sempre pedem aos filhos na mesa de jantar que tenham calma e mastiguem bem a comida. Aparentemente, elas têm um motivo para isso. Pesquisadores descobriram evidências, ao longo dos anos, que quando as pessoas devoram os alimentos acabam consumindo mais calorias do que quando se alimentam num ritmo mais lento. Um motivo é o efeito da ingestão mais rápida sobre hormônios.
 Num estudo publicado no mês passado, cientistas descobriram que quando um grupo de participantes recebia uma porção idêntica de sorvete em diferentes ocasiões, eles liberavam mais hormônios que davam a sensação de saciedade quando tomavam o sorvete em 30 minutos, em vez de 15. Os cientistas coletaram amostras de sangue e mediram a insulina e os hormônios do trato intestinal antes, durante e depois do sorvete. Eles descobriram que dois hormônios que sinalizam a sensação de saciedade, ou de estar cheio mostraram uma resposta mais pronunciada quando os participantes tomaram o sorvete mais devagar.






  Insulina e hormônios foram medidos antes, durante e depois do sorvete

A sensação de saciedade leva a comer menos, como sugeriu outro estudo publicado no "The Journal of the American Dietetic Association" em 2008. Nesse estudo, os participantes relataram maior saciedade e consumiram aproximadamente 10% menos calorias quando comeram devagar, em comparação a quando simplesmente engoliram os alimentos. Em outro estudo, com 3 mil participantes, publicado no The British Medical Journal, as pessoas que informaram comer rapidamente e comer até se sentirem cheias tiveram risco três vezes maior de estarem acima do peso em comparação a outras pessoas.

Em outras palavras, os especialistas afirmam que diminuir o ritmo e saborear mais os alimentos é bom e não dói. Comer mais devagar pode aumentar a sensação de saciedade, reduzindo a ingestão de calorias.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u699022.shtml

 

Planta encontrada na região Sul do Brasil e usada popularmente para tratar afecções bucais

Poder anti-inflamatório da malva

Planta encontrada na região Sul do Brasil e usada popularmente para tratar afecções bucais tem sua ação confirmada em testes feitos com ratos na Universidade Federal do Paraná. 
Publicado em 24/02/2010 | Atualizado em 24/02/2010  














Flor da ‘Malva sylvestris’ (foto: Joaquim Alves Gaspar/ Wikimedia Commons). 
A ação anti-inflamatória da malva-silvestre (Malva sylvestris), usada popularmente para tratar afecções bucais, foi confirmada em testes feitos pela cirurgiã-dentista Alliete Loddi durante pesquisa desenvolvida no Departamento de Farmacologia da Universidade Federal do Paraná. Mas o mecanismo responsável pelo fenômeno ainda está sendo investigado. “Acredita-se que haja uma sinergia entre compostos presentes na planta, como flavonoides, antocianidinas, terpenoides e taninos”, enumera a pesquisadora.
Loddi utilizou extrato hidroalcoólico da planta – obtido a partir da maceração de suas folhas secas, misturadas a uma solução de etanol e água – para tratar inflamações provocadas experimentalmente em ratos, na região dos dentes molares. “Durante a pesquisa, obtivemos também evidências de uma possível ação cicatrizante do extrato”, conta Loddi.
M. sylvestris vegeta espontaneamente em regiões de clima ameno na América, África e Europa. No Brasil, é encontrada na região Sul. Por ser difundida em muitas localidades, é conhecida por diferentes nomes, como rosa-chinesa, gerânio-aromático e malva-das-boticas.

Guilherme de Souza
Especial para a Ciência Hoje/PR

http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2010/267/poder-anti-inflamatorio-da-malva

  

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Esse bicho ai é fiel...

22/02/2010 - 12h07

Pesquisadores revelam segredo de monogamia de rã

da BBC Brasil
Pesquisadores americanos descobriram nas selvas peruanas o primeiro anfíbio monogâmico, e agora revelam pela primeira vez, em um documentário da BBC, o segredo desse comportamento sexual da espécie.
Testes genéticos revelaram que os machos e as fêmeas da espécie Ranitomeya imitator se mantêm fiéis uns aos outros.

BBC Earth News














 Documentário revela segredo da monogamia de rã das selvas peruanas; Ranitomeya imitator é tido como o 1º anfíbio monogâmico


 Em uma pesquisa publicada na revista científica "The American Naturalist", os cientistas afirmam que um único detalhe --o tamanho dos reservatórios de água nos quais as fêmeas depositam seus ovos-- é responsável por impedir que as rãs dessa espécie tenham relações sexuais com parceiros diferentes.
Segundo os cientistas, esta é a melhor evidência já documentada de que a monogamia teria uma única causa.

Ovos
Após a cópula, a fêmea da rã coloca seus ovos sobre a superfície de folhas.
O macho leva então os girinos que vão nascendo, um a um, carregando-os nas costas, para reservatórios d'água que se acumulam em folhas de bromélias que crescem em galhos no alto de árvores.
Cada um dos girinos é colocado em sua própria "piscina", da qual o macho toma conta.
Quando os girinos ficam com fome, o macho chama a fêmea, que chega para colocar um ovo não fertilizado em cada corpo d'água, que o girino come para se alimentar.
Os machos e as fêmeas parecem atuar em conjunto, e as novas pesquisas revelaram a extensão de sua fidelidade.
Análises genéticas
"Esta é a primeira descoberta de um anfíbio verdadeiramente monogâmico", afirma o coordenador do estudo, o biólogo Jason Brown, da Universidade East Carolina, em Greenville.
Brown e outros pesquisadores da universidade vêm estudando extensivamente nos últimos anos a espécie, que foi filmada para o documentário da BBC.
Muitos animais parecem ser monogâmicos, com machos e fêmeas formando pares que muitas vezes parecem durar toda a vida.
Mas a recente explosão em análises genéticas revelaram que muitas dessas chamadas relações não eram monogâmicas na realidade.
Enquanto muitos animais podem permanecer juntos e se reproduzir, eles com frequência escapam para trocar de parceiros quando têm uma chance.
Por meio de exames de DNA, a equipe de Brown analisou 12 famílias de rãs da espécie Ranitomeya imitator, das quais 11 pares se mantiveram fieis uns aos outros, enquanto na 12ª família o macho copulou com duas fêmeas diferentes.
Diferenças
Eles verificaram diferenças em relação a outra espécie semelhante, Ranitomeya variabilis, que se mostrou mais promíscua.
As fêmeas desta segunda espécie coloca seus ovos em corpos d'água cerca de cinco vezes maiores na média do que os da primeira.
Além disso, as fêmeas da Ranitomeya variabilis não têm nenhum papel no acompanhamento do desenvolvimento dos girinos, deixado a tarefa a cargo somente dos machos.
Quando os pesquisadores transportaram os girinos de ambas as espécies para reservatórios d'água de diferentes tamanhos, verificaram que os girinos cresciam mais rapidamente nos corpos d'água maiores, que contêm mais nutrientes, e que não podiam sobreviver sozinhos nos menores.
Isso sugere que os machos e as fêmeas das rãs da espécie Ranitomeya variabilis não precisam se manter juntos, já que seus girinos podem sobreviver sem necessitar da ajuda das mães para se alimentar.
Como os girinos da espécie Ranitomeya imitator não conseguem sobreviver sozinhos sem o cuidado tanto dos pais quanto das mães, ambos se mantêm juntos.

 http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u697151.shtml

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Tutancâmon o mais famoso do Egito antigo, morreu provavelmente de uma infecção grave por malária.

17/02/2010 - 07h40

Malária pode ter matado Tutancâmon, sugere DNA

da Folha de S.Paulo
Nem queda de biga, nem golpe na cabeça, nem envenenamento encomendado. Tutancâmon, o mais famoso soberano do Egito antigo, morreu provavelmente de complicações de uma fratura no fêmur e de uma infecção grave por malária.
A conclusão é da análise patológica mais completa já feita na múmia do jovem faraó, publicada hoje por pesquisadores do Egito, da Alemanha e da Itália na revista médica "Jama".

Fred Prouser/Reuters
Durante dois anos, o grupo fez análises de DNA, tomografias computadorizadas e medições exaustivas em Tutancâmon e outras 15 múmias. Destas, dez eram aparentadas com o rei-menino, morto em 1324 a.C. aos 19 anos.
Zahi Hawass, o onipresente chefe do Conselho de Antiguidades do Egito e líder da pesquisa, diz que os novos dados permitem descartar a hipótese de que Tutancâmon tenha sido assassinado a mando de seu vizir, Aye --que queria tomar-lhe a mulher, Anquesenâmon.
"Uma fratura repentina na perna, possivelmente causada por uma queda, pode ter resultado em um estado potencialmente fatal, quando uma infecção por malária ocorreu", escreveram Hawass e colegas.


Detalhe do minissarcófago usado para abrigar vísceras do faraó Tutancâmon



Ossos frágeis
A julgar pelo estado de seu esqueleto, Tutancâmon era o candidato perfeito a uma fratura séria. O estudo revelou que o faraó tinha uma série de deformações nos ossos e uma doença rara semelhante à artrite.
Tomografias de seu pé esquerdo mostraram mais problemas: o pé era virado para dentro, um dos dedos tinha uma falange a menos e alguns ossos tinham sinal de necrose.
Os pesquisadores atribuem esta última à síndrome de Köhler, uma doença dolorosa na qual a interrupção do fluxo sanguíneo destrói os ossos. Tutancâmon precisava andar apoiado em uma bengala, o que possivelmente explica por que 130 desses objetos (alguns com sinais de uso) foram achados em sua tumba. "A doença ainda estava ocorrendo no momento da morte", afirma o grupo.
Todos esses problemas eram provavelmente hereditários, decorrentes da má constituição genética do rei-menino. A linhagem de Tutancâmon era repleta de casamentos consanguíneos, algo rotineiro entre os faraós e causa conhecida de propagação de doenças genéticas. Os exames de DNA revelaram que o próprio Tutancâmon era produto de incesto, do casamento do faraó Aquenáton com uma de suas irmãs.
A identidade da mãe do faraó permanece incerta. Pode ser que se trate da rainha Nefertiti, mas os arqueólogos preferem chamá-la de KV35YL (sigla para "mulher jovem da tumba 35 do Vale dos Reis).
Dois fetos de meninas de cinco e sete meses foram confirmados como as filhas nascidas mortas do rei. Mas a mãe das meninas tampouco pôde ser identificada com certeza como Anquesenâmon. Por ora, a mulher de Tutancâmon fica registrada apenas como KV21A.
Uma das surpresas da análise genética foi que tanto Tutancâmon quanto outras múmias da família tinham em seu sangue genes do Plasmodium falciparum, protozoário causador da malária na África. "Até onde sabemos, esta é a mais antiga evidência genética de malária numa múmia com datação precisa", afirmam os cientistas.
O faraó e seu bisavô, Yuya, tinham inclusive sinais de múltiplas infecções (a diversidade de genes de plasmódio no sangue dos dois era mais alta). Segundo os autores, Tutancâmon poderia até mesmo ter sofrido da forma mais grave da doença. Isso explicaria também a quantidade de plantas medicinais encontradas na tumba --chamadas de "farmácia além-túmulo" pelos pesquisadores.
A infecção, agindo sobre um corpo já tão fragilizado, teria liquidado o monarca.

Visão de artista
Apesar de terem detectado tantas moléstias, os cientistas também desfizeram um mito médico sobre Tutancâmon e sua família. Como os faraós de Aquenáton em diante eram representados sempre de forma afeminada em obras de arte, especulou-se que eles sofressem de síndrome de Marfan, outra doença genética que produz seios em homens e ossos alongados. Nenhum sinal da doença foi encontrado nas múmias. A bizarrice artística provavelmente resultava apenas de um decreto de Aquenáton sobre como retratar os reis.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u695068.shtml

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Ele vai fazer os outros caranguejos do aquário parecerem anões.


Aquário britânico expõe 'caranguejo-monstro' japonês

Apelidado de 'crabzilla', animal tem patas que medem cerca de 2 metros de comprimento

 LONDRES - Um caranguejo gigante cujas patas medem quase 2 metros será exibido pela primeira vez em um aquário de Birmingham, no centro da Grã-Bretanha.

O animal, originário do Japão, foi apelidado de "crabzilla" - junção de crab, caranguejo em inglês, com Godzilla, o monstro gigante do cinema japonês.
O Centro Nacional de Vida Marinha de Birmingham abrigará o caranguejo até março, quando ele deverá ser levado à Bélgica, onde ficará em exposição permanente em um aquário local.
Os caranguejos gigantes são encontrados em águas profundas (acima de 300 metros) no Oceano Pacífico.

Divulgação/BNPS/BBC
Patas do caranguejo gigante podem atingir até 4 metros de comprimento

egundo Graham Burrows, responsável pela sua exposição em Birmingham, as patas desse tipo de caranguejo podem chegar em alguns casos a 4 metros de comprimento, suficiente, segundo ele, para abraçar um carro.

"Ele vai fazer os outros caranguejos do aquário parecerem anões, mas ele não é agressivo", diz Burrows. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC. 

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,aquario-britanico-expoe-caranguejo-monstro-japones,510259,0.htm

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Sobrevive sem sexo... Como???


15/02/2010 - 09h17

Animal revela como sobrevive sem sexo

RICARDO BONALUME NETO
da Folha de S.Paulo
Eles têm metade de um milímetro e eram considerados um escândalo da evolução biológica, pois não fazem sexo há cerca de 30 milhões de anos e os biólogos não conseguiam entender o motivo. Esses minúsculos animais aquáticos, os rotíferos da classe Bdelloidea, teoricamente deveriam estar extintos. Mas uma pesquisa revelou o engenhoso método que eles usam para sobreviver e passar a vida assexuadamente: eles se ressecam e conseguem escapar de parasitas ao serem levados pelo vento para zonas seguras.
Universidade Cornel
Teoricamente, a reprodução sem sexo teria até vantagens. Como lembram Christopher Wilson e Paul Sherman, da Universidade Cornell (EUA), os autores da pesquisa relatada em artigo na revista "Science", "a reprodução sexual reduz a eficiência da transmissão de genes por até 50%, perturba combinações favoráveis de genes, espalha doenças e é energeticamente custosa".
Mas apesar de tudo isso, menos de 1% dos animais são totalmente assexuados.
 Rotífero bdelóide atacado por fungo; em amarelo, filamentos do fungo emergem do bicho morto; criaturas evoluem sem trocar genes

Muitos biólogos explicam o triunfo do sexo na evolução usando a hipótese da Rainha Vermelha. O nome é uma alusão à personagem do livro de Lewis Carroll, "Alice Através do Espelho", que declara que "você precisa correr muito para ficar no mesmo lugar".
No caso da evolução, isso significa que um organismo precisa encontrar meios para evoluir conjuntamente com seus parasitas e predadores. Há uma constante corrida armamentista entre uns e outros, que têm que "correr" para se adaptar às novas armas do adversário.
As cerca de 450 espécies de rotíferos dessa classe não fazem sexo de jeito nenhum, como também foi mostrado por evidências moleculares.
Só que isso expõe os pequenos rotíferos ao ataque de fungos parasitas, capazes de rapidamente exterminar suas colônias. Sem a rápida recombinação de genes que o sexo proporciona, que pode produzir indivíduos mais resistentes ao fungo, os rotíferos não têm como desenvolver armas novas para sua defesa a tempo.
Na seca
"Mesmo organismos que não têm a troca genética sexual podem ainda evoluir. A única diferença é que a variação é gerada apenas por mutação, não por recombinação", disse Wilson.
A característica do rotífero que o tornou bem sucedido é essa raríssima capacidade de sobreviver durante anos sem nenhuma água no meio celular.
Wilson e Sherman fizeram experimentos que mostraram que os rotíferos da espécie Habrotrocha elusa conseguem escapar do fungo parasita Rotiferophthora angustispora ao se desidratarem totalmente e serem dispersos pelo vento.
A desidratação extrema mata os fungos e, ao cair de novo em ambiente úmido, o rotífero parasitado se regenera.
Quanto mais tempo o rotífero fica seco, maior a chance de ter se livrado da infecção pelo fungo. Nos testes de laboratório, se a desidratação durou apenas uma semana, alguns fungos conseguiram sobreviver, e voltaram a atacar os animais regenerados.
Mas quando a secura durou 21 dias, 60% das populações de rotíferos ficaram livres do fungo durante o resto do experimento (20 semanas). Com uma desidratação de 35 dias, o índice de colônias sem contaminação subiu para 90,5%.
A dupla de cientistas também estudou a dispersão pelo vento em uma câmara que simulava uma brisa leve. Uma colônia altamente infectada por fungos e ressecada foi colocada na câmara.
Depois de transportados pelo ar, os rotíferos estabeleceram novas colônias em placas vazias a 30 cm a 40 cm de distância. O experimento foi feito duas vezes, obtendo índices semelhantes, de 58,8% e 63,6% de colônias livres de fungos.
Esconde-esconde
"Esses animais estão basicamente fazendo um jogo de esconde-esconde evolutivo", disse Sherman. "Eles conseguem colonizar habitats livres de parasitas, onde se reproduzem rapidamente e de onde partem de novo, antes que seus inimigos consigam alcançá-los."
Embora a capacidade de se desidratar dos rotíferos já fosse conhecida, o estudo mostrar como ela pode ter ajudado na evolução do animal.
Um trabalho publicado em 2008 no periódico "PNAS" por cientistas do Laboratório de Biologia Marinha dos EUA, mostrou que, para se ressecar, os rotíferos lançam mão de um sistema ultraeficaz de reparo de DNA. Ele reconstrói o genoma danificado pela secura.
 http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u694418.shtml

Parabéns Joana Paixão. Grande Cientista!!!

Onde estão os Jovens Cientistas?

Há 30 anos o CNPq distribui um prêmio para estimular o interesse dos estudantes pela pesquisa. A iniciativa de fato incentiva a opção por uma carreira científica? Que rumo tomam seus ganhadores? Nossa reportagem investiga.
Por: Desireé Antônio


Publicado em 15/02/2010 | Atualizado em 15/02/2010

 A baiana Joana Fidelis da Paixão, premiada na edição de 2002 do Jovem Cientista, seguiu carreira acadêmica e hoje é doutoranda em geologia marinha pela UFBa (foto: Divulgação CNPq). 

Todo ano, um pequeno grupo de estudantes do ensino médio, de graduação e pós-graduação vai a Brasília para receber o prêmio Jovem Cientista. Promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) desde 1981, ele contempla os melhores projetos científicos em cinco categorias, desenvolvidos em torno de um mesmo eixo – este ano, o tema é “Energia e meio ambiente – soluções para o futuro”.
O reconhecimento de seu trabalho e a cerimônia em que o prêmio é entregue aos jovens pelo próprio presidente da República ficam em suas lembranças por muito tempo. Mas será que esses alunos – cientistas em potencial – conseguem manter seu envolvimento com a pesquisa após o prêmio? O prêmio de fato estimula a opção por uma carreira científica? Nossa reportagem foi atrás de alguns ganhadores do Jovem Cientista para responder a essas questões.
Para o vencedor da edição de 2002 na categoria graduado, o físico gaúcho Adriano Moehlecke, o prêmio facilitou a captação de recursos para pôr em prática o seu projeto de pesquisa. Sua ideia era produzir módulos fotovoltaicos – equipamentos que transformam energia solar em elétrica, em escala industrial e a custos menores do que encontrados atualmente.
Estudioso de geração de energia solar há 18 anos, Moehlecke conta que retornou em 1997 da Espanha, onde cursou seu doutorado, com a intenção de iniciar testes para desenvolver a tecnologia em escala industrial. O físico contou com recursos do CNPq e pôde usar laboratórios da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Pontifícia Universidade Católica do mesmo estado (PUCRS).
“Ter ganhado o prêmio facilitou busca investimento para a produção de módulos fotovoltaicos”
O primeiro produto – um lote com 200 unidades dos módulos – foi entregue em dezembro passado às empresas que patrocinaram o projeto. “Ter ganhado o prêmio facilitou busca investimento. É uma grande mídia e facilitou nossos contatos”, avalia.
Professor do curso de Física da PUCRS e coordenador do Núcleo Tecnológico de Energia Solar da universidade, Moehlecke faz uma ressalva ao atual regulamento do prêmio: ele acredita que as inscrições deveriam valer para duplas ou grupos de pesquisadores e não apenas individualmente. “Eu mesmo fiz todo o trabalho com a minha colega e esposa Izete Zanesco e não pude incluir o nome dela.”

O gaúcho Adriano Moehlecke ao lado da colega e esposa Izete Zanesco, com quem desenvolveu módulos fotovoltaicos para a transformação de energia solar em elétrica. Na opinião do físico, que recebeu o Jovem Cientista por esse feito, o prêmio deveria aceitar inscrição de trabalhos com mais de um autor (foto: Divulgação CNPq).

Divisor de águas

Se para Moehlecke o Jovem Cientista facilitou a concretização de seu projeto, para o estudante mineiro de psicologia Magno Ivo, vencedor da edição de 2004 na categoria ensino médio, a maior motivação para se candidatar ao prêmio era a possibilidade de ganhar um computador – objeto de que precisava e que à época não tinha condições de comprar.
Seu interesse por ciência e o incentivo de uma professora de história o levaram a estudar os hábitos alimentares do município de Montes Claros (MG), com o objetivo de propor soluções para reduzir a fome na região. Hoje, Ivo é aluno de psicologia nas Faculdades Unidas do Norte (Funorte) com bolsa do Programa Universidade para Todos (Prouni).
Para ele, a premiação representou um divisor de águas. “O prêmio é um marco que divide minha vida em duas partes: uma sem grandes sonhos no meio acadêmico e outra nova e totalmente voltada para a pesquisa e busca do conhecimento”, afirma o aluno, que pretende se dedicar à psicologia ambiental ou social.
Casos como os de Magno Ivo e de outros alunos que não vivem nos grandes centros urbanos têm se tornado mais frequentes dentre os vencedores das últimas edições do Jovem Cientista. “É muito comum ver pessoas com falta de estrutura conseguirem fazer ótimos trabalhos e vencerem”, conta Maria Clara Ulhoa, uma das coordenadoras do Serviço de Prêmios do CNPq.
Segundo ela, o aumento crescente do número de inscrições a cada ano se explica por fatores como a grande divulgação da iniciativa e o exemplo de outros estudantes que venceram o concurso e se tornam modelos para seus colegas. “Forma-se um círculo virtuoso”, diz Ulhoa, “em que as próprias escolas e professores incentivam seus alunos a participarem, já que eles também são premiados”. Em 2008, foram recebidas 1.748 inscrições – mais do que o dobro da edição de 2004, com 721 candidatos. As inscrições para a edição deste ano estão abertas até 30 de junho e devem ser feitas na própria página do prêmio.

E depois?

Apesar do potencial desses jovens e do investimento do prêmio, Maria Clara Ulhoa diz que o CNPq não desenvolve qualquer ação específica a fim de manter a ligação dos vencedores com a carreira científica.
Dos 143 estudantes premiados, 86 estão matriculados em algum curso de pós-graduação
Mas fato é que, seja pela inclinação pessoal, pelo estímulo do prêmio ou por outros motivos, a grande maioria dos premiados continua envolvida, se não com a pesquisa em senso estrito, ao menos com a academia. A revelação é de um levantamento do CNPq que reúne informações sobre as atividades atuais dos 143 estudantes já premiados. Finalizado no ano passado, o documento aponta que 86 estão matriculados em algum curso de pós-graduação.
Dentre elas, duas vencedoras – a baiana Joana Fidelis da Paixão, doutoranda em geologia marinha pela Universidade Federal da Bahia (UFBa), e a mineira Terezinha da Costa Rocha, mestranda em educação pela PUC-MG – apontam o prêmio como algo que viabilizou a continuidade de seu envolvimento com a pesquisa.
Joana ganhou o segundo lugar da edição de 2002 na categoria graduado, com sua pesquisa de monitoramento ecotoxicológico para permitir a produção de combustíveis menos prejudiciais ao meio ambiente, baseada na sua dissertação de mestrado. Ela lembra que se sentiu recompensada por ter o trabalho premiado.
“Tinha passado por problemas pessoais entre o mestrado e o doutorado e cheguei a pensar em parar. Mas ganhar o prêmio me deu gás para continuar”, conta. “É, sem dúvida, o principal produto que tenho em meu currículo”.


Assista a um depoimento de Joana Fidelis da Paixão sobre sua pesquisa e sobre a importância do prêmio.





Já Terezinha da Costa Rocha, uma das ganhadoras da última edição do prêmio, confessa que mal sabia da importância do prêmio e que decidiu participar quando viu um cartaz na universidade já no último dia de inscrição. Então graduanda em filosofia, ela inscreveu o projeto que desenvolvia no Núcleo de Apoio à Inclusão da PUC-MG – um dicionário temático de filosofia na linguagem Libras, material de referência para facilitar compreensão de conceitos filosóficos por alunos surdos. Atualmente, está em negociação com o Ministério da Educação a impressão e distribuição da obra às escolas do país.
Antes de elaborar o dicionário, foram promovidos grupos de estudos com estudantes deficientes auditivos da universidade para saber quais eram  suas necessidades e dúvidas. O projeto foi escolhido como o melhor da categoria “graduando” em 2006, e ela ganhou como prêmio uma bolsa do CNPq até o término do curso.
Como já estava quase se formando, o auxílio para a graduação foi revertido para o mestrado, que conclui neste ano. “Acredito que não devo parar por aí, ainda quero fazer muitas pesquisas que posam trazer contribuição para uma sociedade mais acessível e tecnológica”, planeja.

 
A mineira Terezinha da Costa Rocha recebe o Jovem Cientista das mãos do presidente Lula. Ela ganhou a edição de 2008 do prêmio pelo desenvolvimento de um dicionário temático de filosofia na linguagem Libras, para deficientes auditivos (foto: Divulgação CNPq)

Em  todos os casos ouvidos pela reportagem, o “Jovem Cientista” contribuiu, de alguma forma, para que os vencedores optassem pela carreira de pesquisador, o que não significa que a iniciativa, por si só, seja uma garantia de que isso aconteça.
Mas certamente esforços como esses, que reconhecem o trabalho desses jovens, são um grande incentivo para que os estudantes invistam na área científica, já que ele funciona como um diferencial em seleções de pós-graduação ou mesmo de financiamento de projetos.
É Joana quem melhor define o peso da premiação para sua carreira: “O prêmio é uma espécie de chancela de qualidade. É como se o CNPQ dissesse que aquela pessoa vale a pena, e isso faz muita diferença”, ressume.

Desireé Antônio
Especial para a CH On-line

http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2010/02/onde-estao-os-jovens-cientistas

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Samba, suor, cerveja e... claro, muita sedução! Essa fórmula é praticamente infalível para quem quer um carnaval cheio de boas recordações.

Proteja sua boca e evite sustos pós-carnaval

Passe longe das doenças transmitidas pelo beijo ou pelo sexo oral 

Samba, suor, cerveja e... claro, muita sedução! Essa fórmula é praticamente infalível para quem quer um carnaval cheio de boas recordações. A agitação dos quatro dias de folia é tamanha que os foleões ficam soltinhos, soltinhos e cheios de amor para dar. O beijo rola solto na praia, na balada, nas ruas, na avenida ou em qualquer cantinho ao som do batuque.Só é preciso tomar cuidado com um temido inconveniente. Muitas doenças, das odontológicas às sexualmente transmissíveis (DST), podem ser transmitidas pela boca, através do beijo ou do sexo oral.

Mas foi só um beijinho!
Não importa. Existem vários tipos de doenças potencialmente transmissíveis por uma simples troca de saliva e uma delas é inclusive como a doença do beijo a mononucleose. Isso sem falar em cárie, gengivite, candidíase, herpes labial e genital, tuberculose, hepatite, sífilis e gonorréia.

O ritmo alucinado da farra, com muitas horas de agito somadas a uma má alimentação e a ingestão de álcool e drogas em excesso, abre as portas do organismo para a entrada de vírus e bactérias. "Para que a contaminação aconteça, é preciso haver a combinação entre a carga infectante em um dos indivíduos e a baixa resistência no outro" , alerta o infectologista Paulo Olzon, da Unifesp.

A outra má notícia para os beijoqueiros é que a melhor forma de se proteger com relação a transmissão de doenças pela boca é abstinência ou, pelo menos, uma boca mais comedida, evitando beijar muitas pessoas em pouco tempo ou. "Este cuidado vale para todas as pessoas sadias. Mas, para aquelas com alguma ferida em boca, ele é determinante" , alerta o dentista Pantelis Varvaki Rados, consultor de Estomatologia da Associação Brasileira de Odontologia (ABO) e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

 Inflamações, como aftas e gengivite, sensibilizam a mucosa e facilitam a entrada dos micróbios. "As doenças de maior risco de transmissão são o herpes bucal, em especial os com lesões ativas, e a mononucleose infecciosa, definitivamente transmitida pelo beijo", avalia Pantelis. Há ainda a candidíase, que surge principalmente quando você está com a resistência baixa. O contágio também pode ocorrer por meio de copos e talheres, mas cada vez com menor probabilidade.

Segundo uma pesquisa publicada no jornal da Academia de Odontologia Clínica Geral dos EUA, em 2002, cerca de 90% dos pacientes analisados que contraíram o componente oral de uma doença sexualmente transmissível (como a gonorréia) não apresentam sinais evidentes de contágio. Os outros 10% exibiam sintomas como inflamação ou edema na gengiva e hemorragia características de outra doença, a dolorosa gengivite necrosante ulcerativa, que apresenta um odor desagradável. "O cirurgião-dentista pode reconhecer os sintomas orais de uma DST e instruir o paciente a procurar um profissional de saúde para o correto diagnóstico!" , alerta o dentista Pantelis Varvaki Rados.

Para reduzir o risco de contaminação através de sexo oral, a regra básica é praticar sexo seguro e usar camisinha. De acordo com o médico infectologista Paulo Olzon, não há estudos científicos suficientes que comprovem a transmissão do vírus HIV, da Aids, por via oral. "A contaminação do vírus pela boca é extremamente difícil, isso ainda não foi comprovado", diz Olzon. O risco de transmissão do HIV através do beijo na boca poderia ser maior entre as pessoas que usam body-piercing na língua ou lábios, mas só quando não houve cicatrização ou há sangramento no lugar do corte mesmo caso de quem usa aparelho ortodôntico e, muitas vezes, tem a mucosa bucal ferida.

O especialista em estomatologia e professor da USP, Francisco Pacca, considera a região onde o piercing é colocado uma via de entrada para todos os microorganismos. Pacca fez um estudo com 100 pacientes usuários de piercing bucal, realizando a biópsia das áreas próximas ao acessório. "Em todos os pacientes foram encontradas alterações microscópicas, seja por infecção, inflamação e modificações epiteliais" , conclui.  
Boca-a-boca
 A seguir, conheça as principais doenças que podem ser transmitidas quando você resolve brincar de salada mista

cárie: causada por bactérias, é a mais comum das doenças odontológicas. Para prevenir, basta fazer a higienização adequada, com escovação dos dentes e limpeza com fio dental.

gengivite: trata-se da inflamação da gengiva que, quando não tratada, evolui para um quadro de periodontite. Gengivas vermelhas e sangrantes, raramente dolorosas, caracterizam o mal. "Cáries e doenças periodontais são causadas por bactérias, microorganismos transmitidos por um simples beijo na boca. Mas isso não significa que o contato seja capaz de provocar a instalação da doença" , explica o especialista em estomatologia, Francisco Pacca. hepatite: há risco de transmissão do tipo B da doença, caso haja lesões e feridas na mucosa bucal. O tipo A é transmitido por fezes e o tipo C, apenas por agulhas.

herpes: o vírus pode ser transmitido mais facilmente na fase aguda, quando está em plena atividade e deixa a boca cheia de pequenas bolhas. "A herpes tipo 1 é caracterizada como labial e a tipo 2 como genital, mas com a prática do sexo oral, o vírus do tipo 1 pode causar a genital e vice-versa" , explica o médico infectologista, Paulo Olzon.

candidíase: também conhecido como sapinho, caracteriza-se por áreas brancas na mucosa que, quando raspadas, deixam a região vermelha e sangrante.

gonorréia: apresenta vermelhidão, ardência e prurido na mucosa. Raramente faz feridas mononucleose: popularmente chamada de doença do beijo, apresenta pequenas manchas vermelhas no céu-da-boca. Provoca o aumento do volume dos gânglios. Estes sinais costumam aparecer após um mês do contágio.

sífilis: ela causa uma ferida indolor no lábio ou na língua e ínguas no pescoço. "A transmissão é considerada muito rara. Mesmo a sífilis genital só atinge pacientes indivíduos com vida sexual extremamente promíscua", explica Paulo Olzon.



http://yahoo.minhavida.com.br/conteudo/845-Proteja-sua-boca-e-evite-sustos-posCarnaval.htm

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Navio baleeiro japonês ficaram feridos por ácido corrosivo lançado por ecologistas


Baleeiros japoneses são feridos por ácido na Antártida

O material foi lançado por ativistas na tentativa de conter a caça de baleias na região

 Integrante (à esquerda) do grupo ecologista Sea Sheperd's aponta o lançador de àcido para o baleeiro

SYDNEY - Três tripulantes de um navio baleeiro japonês ficaram feridos por ácido corrosivo lançado por ecologistas que protestam contra suas atividades em águas da Antártida, informaram hoje fontes japonesas.

Veja também:
linkBaleeiro japonês atinge barco de ambientalistas, sem feridos
linkChoque com baleeiro 'não foi um acidente', diz ativista

Os marinheiros sofreram lesões em seus olhos e rostos por conta da agressão, segundo Glenn Inwood, porta-voz do Instituto Japonês de Investigação de Cetáceos, que assinalou que os ativistas estavam em um barco da organização conservacionista Sea Shepherd.

Os ecologistas confirmaram que atiraram ácido em direção ao pesqueiro, mas garantiram que não era tóxico. O fato ocorreu ontem durante um confronto entre quatro embarcações japonesas e dois navios de ativistas ambientais nas águas do continente gelado.

Os ativistas primeiro tentaram bloquear o pesqueiro para danificar o motor, depois apontaram um laser cegante em direção aos tripulantes e por fim lançaram bombas de mau cheiro e o ácido corrosivo, denunciaram os baleeiros.

Há dois anos os ecologistas perseguem os pesqueiros japoneses para sabotar suas atividades na Antártida, onde estão autorizados a caçar uma cota anual de baleias para estudá-las com "fins científicos", segundo o Governo japonês.

Austrália e Japão estiveram a ponto de uma crise diplomática em 2009, quando um juiz australiano decidiu que era ilegal capturar cetáceos na reserva marinha declarada por Canberra no continente, cuja soberania não é reconhecida por Tóquio.

Pouco depois, um navio do Departamento de Alfândegas australiano vigiou e filmou durante semanas as atividades dos baleeiros japoneses, que foram atacados em várias ocasiões por ecologistas da Austrália e Nova Zelândia.

A Comissão Baleeira Internacional condena a atividade dos pesqueiros japoneses, mas Tóquio ignora os protestos, e exige que seja cancelada a moratória vigente para permitir capturas de cetáceos em pequena escala.

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,baleeiros-japoneses-sao-feridos-por-acido-na-antartida,510223,0.htm

O vírus se propaga, na verdade, como fitas de RNA --molécula-irmã do DNA

12/02/2010 - 10h34

HIV "desencapado" causa Aids, indica pesquisa com casais gays

RICARDO MIOTO
da Folha de S. Paulo
Por mais avanços que se tenha feito no estudo da Aids nos últimos 25 anos, pouco se sabe ainda sobre os mecanismos que o vírus HIV usa para se espalhar.
Agora, estudando seis casais homossexuais em que um homem tinha acabado de contaminar o outro, um grupo dos EUA conseguiu ao menos dizer qual parte do sêmen é responsável por transmitir a doença.
O sêmen é um líquido heterogêneo, que carrega desde espermatozoides até células do sistema de defesa do corpo, os glóbulos brancos.
Esse tipo de célula costuma ser atacada pelo HIV, que aloja seus genes no DNA do glóbulo branco --é por isso que a Aids abala a capacidade de defesa do organismo e o portador que não toma remédios fica vulnerável a doenças como a pneumonia.
Seria, então, possível que os glóbulos brancos tivessem um papel na transmissão, mas os cientistas viram que isso não acontece.

Editoria de Arte/Folha Imagem


Via fitas
O vírus se propaga, na verdade, como fitas de RNA --molécula-irmã do DNA-- que ficam soltas (e que carregam todo o material genético do HIV, com as instruções de que ele precisa para se reproduzir e dominar o hospedeiro), flutuando no sêmen.
Ou seja, o vírus em sua forma completa não tem papel crucial na infecção, explicam os cientistas em estudo na última edição da revista "Science Translational Medicine".
É possível saber isso porque, como o HIV tem alta taxa de mutação, os vírus flutuantes do sêmen, que estavam separados na vesícula seminal de quem o transmitiu, têm ligeiras diferenças genéticas quando comparados com os dos glóbulos brancos, que estão alojados na corrente sanguínea.
Analisando a diferença na sequência de "letras" químicas do genoma dos vírus presentes nos indivíduos recém infectados dos casais, foi possível saber em qual dos dois lugares eles se originaram.
É o mesmo tipo de trabalho que se faz para saber qual o parentesco entre diferentes pessoas ou espécies.
Saber qual parte do sêmen carrega o vírus torna possível definir um alvo para eventuais medicamentos ou vacinas que evitem a sua transmissão.
Futuro
Ainda é preciso, porém, entender melhor os mecanismos químicos e celulares do contágio por HIV através do sêmen para saber por que isso é assim.
É algo importante, porque, apesar de o vírus também estar presente no sangue, nos líquidos vaginais e no leite materno, é através do sêmen que a maioria das pessoas se contamina.
Outro passo é saber se as descobertas são válidas para qualquer tipo de relação sexual: o estudo atual foi feito apenas com homens gays.
"Não sabemos como é no caso de sexo entre homens e mulheres, tanto vaginal quando anal. Mas é lógico imaginar que as conclusões seriam iguais", diz Davey Smith, infectologista da Universidade da Califórnia em San Diego e autor do estudo.
O problema que pesquisadores como ele enfrentam é conseguir voluntários para os estudos. "É complicado encontrar parceiros sexuais que tenham acabado de transmitir o HIV e que estejam dispostos a contribuir com a ciência", diz Smith.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u693238.shtml

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Biocombustível empurra boi para a mata...

09/02/2010 - 10h59

Biocombustível empurra boi para a mata

RAFAEL GARCIA
da Folha de S. Paulo
Ao aumentar a produção de biocombustíveis para substituir o petróleo, o Brasil pode dar grande contribuição para o mundo reduzir as emissões de gases-estufa, mas essa política pode acabar sendo um tiro pela culatra, indica um novo estudo.
Se a tendência atual de mudanças no uso da terra continuar, plantações de cana-de-açúcar e soja tomarão o lugar de pastagens, e estas serão empurradas para áreas de floresta, desmatando e emitindo carbono.
Isso é o que indica uma projeção feita pelo ecólogo paulista David Lapola, da Universidade de Kassel (Alemanha), autor principal de um estudo publicado na edição de hoje da revista "PNAS".
Editoria de Arte/Folha Imagem

 

Segundo ele e seus coautores, se o Brasil cumprir seu objetivo para 2020 --aumentar em 35 bilhões de litros a produção de álcool e em 4 bilhões de litros a de biodiesel de soja-- essas duas culturas empurrariam as pastagens para cerca de 60 mil km2 de floresta, desmatando uma área maior do que a Paraíba.
Segundo os cientistas, a troca de petróleo por biocombustível levaria 250 anos para compensar as emissões desse desmate.
As conclusões de Lapola e seus colegas saíram da projeção de uma tendência que já se verifica. "Identificamos quais seriam as mudanças diretas de uso da terra, e a maioria era biocombustível tomando lugar de pasto", explica Lapola.
De gado para soja
"As mudanças indiretas eram o gado que estava naquele espaço sendo realocado em outras regiões, sobretudo Amazônia e cerrado." Mais de 90% da expansão da soja na Amazônia em 2006, por exemplo, ocorreu sobre áreas de pastagem.
Especialistas afirmam que o estudo do ecólogo é consistente, mas sua conclusão é polêmica. Para o físico Rogério Cezar de Cerqueira Leite, especialista em política energética e membro do conselho editorial da Folha, o artigo tenta "assegurar que na distribuição internacional do trabalho [agricultura] o Brasil se mantenha como produtor de alimento barato".
"Se esse alerta pretende criar desconfiança em relação a nossos produtos, acho ruim, principalmente agora que os EUA acabam de reconhecer o etanol brasileiro como um combustível avançado", diz Suzana Kahn Ribeiro, secretária nacional de Mudança Climática.
Lapola explica que seu trabalho não deve ser visto como uma profecia incontornável, mas como um dado a partir do qual planejar ação.
Segundo ele, por exemplo, se a produtividade do gado tiver um pequeno aumento de intensidade --de 0,09 cabeças por hectare para 0,13-- o problema poderia ser contornado. A recuperação de pastos degradados e abandonados também ajudaria.
Para Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura, essas mudanças já estão acontecendo. "Nos últimos 20 anos a área de pastagem diminuiu, e a produção de carne aumentou."
Lapola, porém, defende que o governo atue para fomentar a produção intensiva. "Muitos subsídios hoje vão para aquisição de animais, manutenção da infraestrutura e várias outras coisas, mas pouco vai para incentivar o aumento da intensidade da criação ou a recuperação das pastagens degradadas."

 http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u691496.shtml

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Se o País não adotar medidas de prevenção, incidência da doença deve crescer 35% em 10 anos

Alimentação saudável e exercícios podem evitar 19% dos casos de câncer

Se o País não adotar medidas de prevenção, incidência da doença deve crescer 35% em 10 anos, alerta o Inca
Bruno Boghossian, RIO

combinação de uma alimentação saudável com a prática frequente de atividades físicas pode evitar 19% dos casos de câncer no Brasil, de acordo com uma pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) em parceria com o Fundo Mundial de Pesquisa contra o Câncer (WCRF).

O estudo aponta que, ao prevenir a obesidade, é possível reduzir em até 30% a incidência de 12 tipos específicos de câncer, considerados comuns na população brasileira, como os de esôfago, pulmão, mama, fígado e próstata. Considerados apenas os tumores de boca, faringe e laringe, 63% dos casos poderiam ser evitados.

O excesso de células de gordura no corpo pode aumentar a produção de fatores que causam inflamação e contribuir para o desenvolvimento do câncer. "Além de provocar a doença, essas células facilitam a agressão de fatores cancerígenos ao organismo", explica o nutricionista Fábio Gomes, da área de Alimentação, Nutrição e Câncer do Inca. Para proteger o corpo, pesquisadores recomendam o consumo de 400 gramas de frutas, verduras e legumes frescos por dia e a redução da ingestão de alimentos embutidos e com conservantes, como presunto e salame.

PREVENÇÃO

A publicação divulgada ontem, no Dia Mundial do Câncer, é uma adaptação à realidade brasileira das recomendações feitas pelo WCRF. Com base no estudo dos hábitos alimentares do País, a pesquisa propõe medidas para evitar a escalada de determinados tipos de tumor.

"A prevenção pode ser uma tarefa difícil e complexa, mas é plenamente possível", afirma o diretor-geral do Inca, Luiz Antonio Santini. "Se nada for feito, o Brasil deve ter um aumento de 34,6% nos casos de câncer nos próximos dez anos."

O médico citou as políticas de controle do tabaco como um exemplo de sucesso na prevenção da doença.

"Podemos fazer o mesmo em relação à alimentação. As pessoas têm um certo medo até de falar a palavra "câncer", consideram a doença inevitável e desconhecem a possibilidade de preveni-la com essas medidas", disse.

Santini estima que um trabalho baseado em alimentação saudável e atividades físicas frequentes poderia reduzir em R$ 84,2 milhões os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com o tratamento e a internação de pacientes com câncer de boca, faringe e laringe, esôfago, pulmão, estômago, mama e colorretal.

"O tratamento universal do câncer é impossível, simplesmente porque não há recursos suficientes", avalia o coordenador do estudo, Geoffrey Cannon, do Instituto Americano para Pesquisa do Câncer. "É uma doença extremamente evitável. Só de 5% a 10% dos casos de câncer não podem ser prevenidos, como os causados por fatores hereditários."

Para os pesquisadores, os resultados do estudo não são surpreendentes, mas reforçam a necessidade de incentivar hábitos saudáveis, por meio de campanhas educativas e da regulamentação da indústria de alimentos.

"A população brasileira ainda não absorveu a relação entre alimentação e câncer, como acontece no caso das doenças do coração e da diabetes, por exemplo", afirmou o nutricionista Fábio Gomes.



ESTIMATIVA

489 mil
casos de câncer deverão ser registrados neste ano no País

114 mil
casos serão de câncer de pele não melanoma. Entre os
homens, o mais incidente
deverá ser o de próstata (52 mil casos) e entre as mulheres, o de mama (49 mil casos)



BONS HÁBITOS

Recomendações: Pratique exercícios físicos regulares; valorize o transporte a pé e use bicicleta

Frutas, legumes e verduras: Consuma diariamente 400 gramas dos três grupos de alimentos, valorizando os da safra

Carnes: Prefira as assadas, cozidas ou ensopadas. Evite o
preparo usando fritura

Embutidos: Evite presunto, salsicha, linguiça, mortadela e
salame - eles também não figuram em um cardápio saudável

Alta densidade energética: Devem ser evitados alimentos com mais de duas calorias por grama de alimento, como biscoitos, refrigerantes, frituras (batatas, hambúrgueres) e cereais matinais com açúcar ou chocolate.

Populações humanas dependem da diversidade biológica

Perda da biodiversidade já afeta economia, dizem especialistas

Populações humanas dependem da diversidade biológica, alerta grupo reunido em convenção na Noruega
Reuters 

OSLO - A perda de espécies animais e vegetais está aumentando a ameaça á economia e o mundo precisa de novas metas para proteger a natureza, depois de fracassar em atingir o objetivo de redução das extinções traçado pelas nações Unidas para 2010, disseram especialistas.

Unesco lança oficialmente o Ano Mundial da Biodiversidade

Perdas de biodiversidade "têm consequências cada vez mais perigosas para o bem-estar humano, e para a sobrevivência de algumas sociedades", diz o resumo de uma conferência que reuniu 90 países na Noruega, nesta semana.

As Nações Unidas afirmam que o mundo está enfrentando a pior crise de extinções desde que os dinossauros foram eliminados há 65 milhões de anos. A onda atual é impulsionada pelo crescimento da população humana e suas consequências, como poluição, urbanização e aquecimento global.

Danos aos recifes de coral nos trópicos, a desertificação crescente na África e a derrubada da floresta amazônica estão entre as ameaças à vida silvestre e, também, ao estilo de vida de populações humanas.

"Muito mais setores da economia dependem da biodiversidade do que imaginamos", disseram os dirigentes da conferência.

Além da produção de alimentos, setores como turismo, farmácia e geração de energia com biocombustíveis dependem da diversidade de espécies na natureza.

Uma cúpula da ONU em 2002 havia definido uma meta de "redução significativa da atual taxa de perda de diversidade biológica" até 2010. As nações Unidas dizem que o objetivo fracassou.

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,perda-da-biodiversidade-ja-afeta-economia-dizem-especialistas,507027,0.htm

Animal emplumado tinha uma crista avermelhada e listras brancas nas asas

Reveladas cores de pequeno dinossauro de 150 milhões de anos

Animal emplumado tinha uma crista avermelhada e listras brancas nas asas, de acordo com cientistas
Associated Press 

WASHINGTON - Um dinossauro de 110 gramas, que viveu há 150 milhões de anos, tinha penteado moicano e penas listradas, diz estudo publicado na edição online da revista Science.

Cientistas descobrem a cor das penas dos dinossauros

Os pesquisadores foram capazes de determinar as cores de penas individuais, e assim determinar os padrões cromáticos do fóssil completo do  Anchiornis huxleyi.

O animal parece ter tido um corpo preto e asas com algumas penas brancas, gerando um padrão listrado, além de uma crista vermelha e pintas no rosto.

Reconstituição do Anchiornis huxleyi, um pequeno dinossauro emplumado chinês. Divulgação

"Esta criatura tinha uma plumagem notável", disse um dos autores do estudo, o ornitólogo Richard O. Prum. "Seria um animal bem impressionante se estivesse vivo hoje".

O espécime estudado foi descoberto na China, mesmo país de origem do  Sinosauropteryx, uma criatura que parece ter tido penas ruivas, de acordo com artigo publicado na semana passada na revista Nature.

Prum especulou que o padrão de cores do A. huxleyi pode ter servido como um sinal para atrair parceiros para o acasalamento.

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,reveladas-cores-de-pequeno-dinossauro-de-150-milhoes-de-anos,506516,0.htm 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Seu cheiro pode atrair mosquitos da malária.


04/02/2010 - 08h53

Grupo revela como mosquito da malária escolhe alvos

RICARDO BONALUME NETO
da Folha de S. Paulo
Uma equipe de pesquisadores identificou as proteínas que o mosquito da malária usa para localizar suas vítimas pelo cheiro. O achado abre a possibilidade de criar melhores repelentes ou armadilhas para o inseto transmissor da moléstia.
Outros dois grupos de cientistas acharam uma enzima essencial para penetração das células sanguíneas pelo parasita, que poderá servir de alvo para medicamentos semelhantes usados com sucesso contra o vírus da Aids, o HIV, as drogas inibidoras de protease.

Anopheles albimanus, transmissor da malária, pica humano; para ele, algumas pessoas têm cheiro mais atraente


Juntas, as pesquisas oferecem novas estratégias contra a doença, que atinge centenas de milhões de pessoas, tem metade da população do planeta em áreas de risco e causa quase 1 milhão de mortes a cada ano.
Insetos detectam cheiros através de neurônios receptores olfativos. A equipe de John Carlson, da Universidade Yale, EUA, inseriu os genes desses receptores presentes em mosquitos em moscas-das-frutas transgênicas da espécie Drosophila melanogaster com "neurônios vazios", isto é, um neurônio olfativo mutante que não tem o seu receptor próprio.
Dissecação
A pesquisa envolveu um trabalho paciente e delicado, desde a dissecação dos mosquitos para extrair seu DNA até a inserção dos genes nas moscas e a medição dos impulsos elétricos causados pelos odores.
Foram inseridos 72 genes diferentes de mosquitos da espécie Anopheles gambiae, principal transmissor da doença na África, dos quais 50 tornaram-se funcionais.
E cada um deles foi testado com 110 diferentes substâncias odoríferas --gerando um banco de dados de 5.500 combinações de receptores-odores. Também foram feitas comparações com os receptores das moscas-das-frutas.
"Nós identificamos vários compostos que ativam fortemente muitos desses receptores. Estamos também buscando compostos que os inibam", declarou Carlson à Folha.
"Alguns desses compostos ativadores e inibidores podem ser muito úteis para atrair mosquitos a armadilhas, repeli-los ou confundi-los", completou ele, que ressalta: "Desenvolver um produto efetivo vai provavelmente levar vários anos."
No Brasil, o principal transmissor da malária é de outra espécie, o A. darlingi. "É possível que alguns dos resultados do nosso trabalho sejam aplicáveis a outros mosquitos vetores de doenças", diz Carlson.
Sangue doce
Uma das substâncias que provocaram forte ativação foi o indol, presente no suor humano. Já os ésteres e aldeídos não obtiveram muito sucesso com os receptores do mosquito, mas ativaram fortemente os das moscas -algo que se explica pela sua forte presença nos odores exalados por frutas.
"Algumas pessoas parecem ser muito mais atraentes para os mosquitos do que outras, e a base olfativa disso é um foco de estudo empolgante e atual", acrescenta Carlson. Ou seja, para o mosquito, há gente que é "cheiro bom" ou "sangue bom", e há quem é menos.
O estudo de Carlson e mais quatro colegas vai ser publicado em edição futura da revista científica britânica "Nature", mas já está disponível no site da publicação para os assinantes.
Inspiração na Aids
A mesma revista publicou dois artigos de duas equipes distintas de pesquisadores com a descoberta da enzima envolvida na infecção das células vermelhas do sangue pelo parasita da malária.
Uma das equipes é liderada por Alan Cowman, do Instituto de Pesquisa Médica Walter & Eliza Hall (Austrália), e a outra é comandada por Daniel Goldberg, da Universidade Washington em Saint Louis, EUA.
Quando infecta um glóbulo vermelho, o parasita da malária injeta nele centenas de proteínas que ajudam a enganar o sistema de defesa do organismo e modelam a célula humana para suas necessidades.
As duas equipes agora identificaram uma protease --enzima que quebra proteínas-- fundamental para a viabilidade do parasita, a chamada plasmepsina 5.
"Sua identificação como uma enzima crítica para a exportação de proteína provê um importante alvo para o desenvolvimento de novos antimaláricos", escreveram Cowman e colegas.
Eles completam que "inibidores de protease do HIV-1 têm sido tratamentos bem sucedidos no combate ao HIV e, por isso, esses inibidores podem prover uma plataforma para o design de novos compostos antimaláricos."

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u689182.shtml

Olha a teia do aranha...



04/02/2010 - 10h22

Cientistas imitam teia de aranha em fibra sintética para coletar água

da France Presse, em Paris
Redes desenvolvidas com alta tecnologia, inspiradas por teias de aranha, e capazes de coletar água da névoa de locais muito úmidos, podem ajudar a levar o líquido a locais atingidos por secas.
Em estudo publicado na revista "Nature" nesta quarta-feira (3), cientistas chineses explicam que a teia das aranhas não é apenas forte, mas também possui uma significativa capacidade de coletar a água presente no ar, evitando que o animal precise se preocupar em ter o que beber.
O segredo, revelado por um microscópio eletrônico, está nas fibras proteicas em formato de cauda que formam a teia, cuja estrutura muda ao reagir com a água.
Uma vez em contato com a umidade, pequenos segmentos do fio se "enrolam" em minúsculos nós, cuja distribuição aleatória de fibras é responsável pela textura áspera e cheia de protuberâncias da teia.
As pequenas gotas se condensam por toda a teia de aranha, até chegarem a um tamanho máximo, quando escorregam pelo fio até as articulações da trama, onde se unem às outras gotas, formando porções maiores de água.



Fabricação
A equipe de pesquisadores, coordenada por Lei Jiang, da Academia Chinesa de Ciências em Pequim, estudou a teia da aranha Uloborus walckenaerius, que usa uma espécie de pente, ou cribellum, para separar as fibras e moldá-las de diferentes maneiras.
Inspirados na aranha, os cientistas começaram a desenvolver fibras com o objetivo de reproduzir a estrutura microscópica da teia.
"Nossa teia de aranha artificial não apenas imita a estrutura da teia de aranha em contato com a água, mas também sua capacidade de direcionar a água coletada", afirmam.
A descoberta ajudará no desenvolvimento de fibras fabricáveis capazes de coletar água tanto em lugares úmidos quanto em grandes altitudes, acopladas a aeronaves, por exemplo.
A coleta de orvalho da névoa pode ser feita com redes ou telas esticadas em mastros. A técnica, utilizada na região dos Andes, está sendo incentivada em localidades mais pobres e secas do mundo, como o Nepal, além de lugares que sofrem com o aquecimento global e com secas prolongadas.

 http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u689229.shtml

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Epidemia da gripe. A teve início no México; país adquiriu 30 milhões de doses da vacina

 

México anuncia venda de vacinas contra a gripe A em farmácias

Cada dose custará o equivalente a R$ 43 e poderá ser aplicada em clínicas particulares sob prescrição médica


CIDADE DO MÉXICO - O ministro da Saúde do México, José Angel Córdova, anunciou nesta segunda-feira, 1, que a vacina contra o vírus da gripe A (H1N1) já está liberada para ser vendida em farmácias do país.
Cada dose da vacina custará 300 pesos, o equivalente a R$ 43,00. Até hoje, os antivirais contra a doença eram distribuídos pelo governo, de acordo com a necessidade de abastecimentos dos hospitais públicos e privados.

O ministro confirmou ainda que a vacina poderá ser aplicada em clínicas particulares, mas "sempre sob prescrição médica". A vacina será distribuída pela estatal Biológicos y Reactivos de México (Birmex).

Inicialmente, foram entregues cerca de 215 mil vacinas para a venda em farmácias. Nos próximos dias, ainda de acordo com Córdova, o México deverá receber mais 15 milhões. No total, o país já adquiriu 30 milhões de doses de laboratórios estrangeiros.

A epidemia da Gripe A teve início no México, em abril de 2009, e em poucos meses se espalhou pelo mundo, fazendo com que a Organização Mundial da Saúde (OMS) elevasse ao máximo o nível de alerta sobre a doença.

No início do ano, a OMS divulgou um novo balanço sobre as vítimas da pandemia. Segundo o documento, quase 13 mil pessoas morreram no ano passado vítimas da doença em todo o mundo.

 http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,mexico-anuncia-venda-de-vacinas-contra-a-gripe-a-em-farmacias,504634,0.htm

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Cor das penas dos Dinossauros

 Cientistas descobrem a cor das penas dos dinossauros

Organelas que contêm pigmentos são identificadas em penas de fósseis descobertos na China

 
Divulgação
Ilustração de dinossauros terápodes Sinosauropteryx com cercdas coloridas na cauda

SÃO PAULO - A cor de algumas penas de dinossauros e pássaros primitivos foi identificada pela primeira vez, informa um artigo publicado na revista científica Nature.

Simulação mostra que dinossauro emplumado podia planar

A pesquisa determinou que o dinossauro terópode - o grupo de bípedes carnívoros que teria evoluído para dar origem às aves - Sinosauropteryx tinha cerdas simples - precursores de penas - em anéis alternados alaranjados e brancos em sua cauda, e que o´pássaro primitivo Confuciusornis tinha partes do corpo nas cores branca, preta e marrom alaranjado. Trabalhos futuros deverão permitir mapear as cores e padrões de todo o pássaro, diz nota divulgada pelos autores do trabalho.

Na nota, o professor de Paleontologia da Universidade de Bristol, Mike Benton, afirma que a pesquisa "oferece um vislumbre extraordinário da origem das penas". Segundo ele, a descoberta ajuda a resolver um antigo debate sobre a função original das penas - se voo, isolamento térmico ou adorno. "Agora sabemos que as penas surgiram antes das asas, logo não surgiram como estruturas para auxiliar no voo".

A equipe de paleontólogos reuniu pesquisadores do Reino Unido, China e Irlanda, e informa a descoberta de dois tipos de melanossomas nas penas de pássaros e dinossauros da região de Jehol, no nordeste da China.

Fóssil de um pássaro primordial  Confuciusornis, que também foi analisado. Divulgação

Melanossomas são organelas que contêm cor, e ficam dentro da estrutura das penas e pelos de pássaros e mamíferos atuais. Como os melanossomas são parte da estrutura rígida de proteína da pena,  eles sobrevivem enquanto a pena perdurar, mesmo por centenas de milhões de anos.

Este é o primeiro informe de melanossomas encontrados em penas de dinossauros e pássaros primordiais. E também é a primeira descrição de feomelanossomas em penas fossilizadas. Essas são as organelas que produzem tons ruivos e marrons.


 http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,cientistas-descobrem-a-cor-das-penas-dos-dinossauros,502402,0.htm

Proteína que ajuda no tratamento de diabetes

01/02/2010 - 14h29

Pesquisa descobre proteína que ajuda no tratamento de diabetes

da Efe, em Madri
Cientistas espanhóis descobriram uma estrutura cerebral que mantém os ratos magros, inclusive com uma dieta rica em gorduras, apontou uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (1º).
As conclusões estão no estudo realizado pelo Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) Guadalupe Sabio em torno da proteína JNK1.

 

Com potenciais aplicações para o tratamento do diabetes de tipo 2 provocada pela obesidade, o trabalho entra em um novo campo de pesquisa com foco no papel do cérebro como regulador da quantidade de alimento ingerido pelo organismo.
A pesquisa, cujos resultados foram publicados na revista "Genes & Development", foi desenvolvida em colaboração com o centro Howard Hughes Medical Institute, de Massachusetts (EUA).
Os cientistas que estudam o diabetes de tipo 2, a classe mais comum da doença, "estão muito interessados na conexão da doença com a obesidade, pois as pessoas com sobrepeso têm maiores chances de desenvolver que as magras", conforme o CSIC.
Para conhecer os mecanismos moleculares que provocam diabetes entre os que consomem dietas ricas em gorduras, a comunidade científica trabalha com ratos modificados geneticamente que não produzem a proteína de sinalização celular JNK1.
Até o momento, os pesquisadores sabiam que animais sem JKN1 se mantinham magros e sem diabetes, apesar de ingerir alimentos gordurosos.
O que não sabiam era se os ratos não eram diabéticos pela falta da proteína ou, simplesmente, por serem magros.
Para responder esta questão, Sabio e sua equipe geraram diferentes modelos de ratos nos quais JNK1 está ausente em diversos tecidos e órgãos, um deles no cérebro.
Pelas conclusões, se JNK1 desaparece neste órgão, os ratos apresentam um maior consumo de energia e altos níveis em sangue de hormônios produzidos pela tireoide.
Esta glândula, que fica no pescoço, controla a velocidade com que o organismo consome sua energia e regula sua sensibilidade a diversos hormônios.
"Esta hipótese, no entanto, precisa de maior estudo", afirmou Sabio.
As análises realizadas demonstram que a falta de JNK1 especificamente no cérebro gera um bloqueio de ganho de peso.
"Estes resultados aprovam a importância da proteína JKN1 no sistema nervoso na hora de regular o metabolismo do organismo", explicou Sabio.
Acrescentou que "sua falta, se for só no cérebro, faz com que os ratos comam menos, sejam mais ativos e, portanto, tenham um maior gasto energético, inclusive em casos de dietas ricas em gorduras".
Alimentados com um tipo de comida muito gordurosa, os ratos com JNK1 no cérebro têm maior quantidade de receptores de um hormônio encarregado de regular a saciedade, a leptina, detalha o estudo.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u687618.shtml