quarta-feira, 3 de março de 2010

Problemas de saúde na infância, incluindo obesidade, asma e déficits de aprendizado, dobraram em apenas 12 anos

02/03/2010 - 09h17

Problemas crônicos de saúde em crianças dobram em 12 anos nos EUA

RONI CARYN RABIN
do New York Times
Os índices de problemas de saúde na infância, incluindo obesidade, asma e déficits de aprendizado, dobraram em apenas 12 anos, segundo um novo estudo de uma em cada 8 crianças em 1994 para uma em cada 8 crianças em 2006.

Flávio Florido - 30.jan.2002/Folha Imagem
Obesidade infantil também atinge o Brasil: garotos participam de programa de emagrecimento do Hospital das Clínicas, em São Paulo

Entretanto, as descobertas, que apareceram na edição de 17 de fevereiro do "The Journal of the American Medical Association", trouxeram uma surpresa agradável, segundo os pesquisadores: muitas condições crônicas se resolvem sozinhas durante a infância.
Embora metade das crianças acompanhadas entre 2000 e 2006 tenham tido uma condição crônica em algum momento nesse período, apenas um quarto delas continuavam a apresentar a condição no final do período do estudo.
"Há muitos motivos para se ter esperança", afirmou a principal autora do estudo, a médica Jeanne Van Cleave, da Massachusetts General Hospital for Children, em Boston. "Agora estamos refletindo sobre o que acontece com essas crianças, e por que uma condição crônica se resolve numa criança e não em outra".
O estudo analisou dados das Pesquisas Nacionais Longitudinais do governo, que incluíram três grupos representativos de crianças entre 2 e 8 anos. Além de obesidade e asma, os cientistas observaram alergias, problemas cardíacos, visão e audição prejudicadas, e problemas comportamentais e de aprendizado, como transtorno do déficit de atenção e hiperatividade.
Embora os pesquisadores não tenham estudado as razões para os aumentos, eles sugeriram possíveis fatores: mais exames e melhores diagnósticos que levaram a um maior relato de condições crônicas; o aumento da obesidade infantil, que pode levar a outros problemas; e o aumento da sobrevivência de bebês prematuros e crianças com câncer e outras doenças, que têm mais chances de apresentar problemas de saúde.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u701021.shtml

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