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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Açúcar do corpo humano poderá ser combustível de órgãos artificiais

25 de maio de 2010

Açúcar do corpo humano poderá abastecer órgãos artificiais
Células de biocombustível implantadas em ratos permitem a dispositivos gerar energia
por Charles Q. Choi

Bons resultados do coração artificial estimulam cientistas a prosseguir os estudos com rins e pâncreas sintéticos. Ainda assim, existe um sério obstáculo para o funcionamento desses dispositivos: o abastecimento dos órgãos depois de terem sido implantados. Em vez de recarregá-los constantemente, ligando-os a algum sistema externo, ou periodicamente removê-los para substituir as baterias, os pesquisadores preferem que essas máquinas produzam a própria energia a partir de seus hospedeiros.  

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  Representação de uma cadeia de glicose: energia própria

Recentemente surgiram esperanças de que os órgãos implantados não necessitem de recarregamento, utilizando combustíveis do nosso corpo para produzir energia.

Biocombustível muito comum, a glicose pode ser utilizada para recarregar os órgãos sintéticos. Por exemplo, a combinação de glicose com oxigênio, ambos disponíveis em nossos corpos, pode gerar energia. Compostos chamados de "mediadores redox" agem como cabos, que transportam carga elétrica dessas enzimas para eletrodos dos órgãos. Cientistas buscam uma variedade de dispositivos para gerar eletricidade de forma ambientalmente amigável.

Infelizmente, as enzimas utilizadas em células de biocombustível de glicose não eram apropriadas para os implantes, pois as condições exigidas eram altamente ácidas. Porém, foram criadas membranas artificiais que protegem o organismo dos ácidos e os testes realizados com ratos obtiveram bastante sucesso. Os pesquisadores acham que dentro de 10 anos deverão lançar esse novo método no mercado.

“O dispositivo demonstrado traz um novo nível de desempenho para implantes alimentados por células de biocombustível", diz Phillip Cinquin, físico e engenheiro químico da Universidade do Novo México, que não tomou parte no estudo.

Os pesquisadores do estudo estão confiantes que podem melhorar o desempenho dos dispositivos e desenvolver nova técnicas com as enzimas e os mediadores redox. Em um trabalho ainda inédito, "já temos um melhor desempenho por um fator de pelo menos 50%", diz ele. "Carregar corações artificiais com células de biocombustível continua sendo um objetivo de pesquisa em longo prazo."

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