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domingo, 30 de janeiro de 2011

Oceano quente influencia degelo

Oceano quente influencia degelo

Aquecimento no Ártico é relacionado a aumento da temperatura das águas

28 de janeiro de 2011 | 0h 00

Afra Balazina - O Estado de S.Paulo
O Ártico perdeu uma área equivalente a pelo menos seis Estados de São Paulo de gelo marinho entre 1979 e 2009. Para um grupo de cientistas, o aquecimento na região e o derretimento do gelo devem estar relacionados ao aumento da temperatura na água que flui do Atlântico Norte para o Oceano Ártico - a mais alta em pelo menos 2 mil anos.
Nicolas Van Nieuwenhove/IFM-Geomar
No mar. Navio de pesquisa alemão passa por gelo marinho na região do Estreito de Fram

O estudo foi publicado na revista Science e liderado por Robert Spielhagen, do Instituto de Ciências Marinhas Leibniz, na Alemanha. Ele admitiu ao Estado temer que seus filhos, de 14 e 17 anos, presenciarão verões sem nenhum gelo marinho no Ártico. "Isso vai depender dos esforços que a humanidade fará para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Se não pararmos esse processo logo, os verões na região podem não ter gelo marinho em algo entre 30 e 50 anos, de acordo com previsões de modelos climáticos", disse.
Como os dados meteorológicos da região analisada, o Estreito de Fram, são dos últimos 150 anos, seu grupo perfurou e retirou sedimentos do oceano que datam de até 2 mil anos. Foram utilizados como termômetros protozoários microscópicos chamados de foraminíferos. "Eles são indicadores sensíveis da temperatura da água do oceano em que viveram. Além disso, são numerosos, o que nos permite fazer uma análise estatística segura", explicou Morten Hald, um dos coautores do trabalho, ligado à Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade de Tromsoe, na Noruega.
A temperatura da água que corre entre a Groenlândia e Svalbard (arquipélago que pertence à Noruega) aumentou cerca de 0,7°C no século passado. "Tal aquecimento das águas do Atlântico no Estreito de Fram é significativamente diferente de todas as variações climáticas nos últimos 2 mil anos", afirmou Spielhagen.
Impactos. Parte do gelo marinho derrete durante o verão setentrional e a água congela depois. Mas, com o aquecimento global, a porção que derrete é cada vez maior, e a que volta a congelar, cada vez menor. De acordo com os pesquisadores, os impactos do que ocorre no Ártico podem ter implicações globais, como o aumento do nível do mar com o degelo de glaciares - o que provocaria inundações em regiões costeiras.
O País também pode ser atingido. "O Brasil parece muito distante do Ártico. Mas muitos fenômenos climáticos podem ter consequências de longo alcance", disse o autor principal. "Pode afetar o Brasil com alterações nas posições de zonas climáticas secas e úmidas. E o aumento do nível do mar é um fenômeno mundial e atingirá todas as áreas baixas, incluindo o delta do Amazonas", complementa.
O derretimento do gelo marinho é um grave problema para os ursos polares - que se deslocam entre a terra e icebergs para caçar focas e precisam nadar cada vez mais longe para encontrar superfícies onde podem parar.
Segundo a BBC, zoólogos americanos acompanharam recentemente um animal da espécie ameaçada de extinção no entorno do Mar de Beaufort, no norte do Alasca, e observaram que ele teve de nadar continuamente por nove dias, percorrendo 687 quilômetros, em busca de gelo.
Navegação. Por outro lado, o encolhimento do gelo marinho pode interessar ao comércio mundial. Ele tem provocado a abertura de passagens antes intransponíveis. Uma das que foram abertas no verão de 2010, por exemplo, foi a Passagem Noroeste, almejada rota marítima entre Europa e Ásia.
Função

O gelo marinho ajuda a esfriar o planeta ao refletir a luz do Sol de volta para o espaço. E, ao formar uma manta isolante sobre o oceano, permite que as temperaturas atmosféricas sejam muito frias.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110128/not_imp672143,0.php 

Causa câncer - Fusão de proteínas

Estudo revela como a fusão de duas proteínas provoca câncer

Processo faz com que células malignas cresçam, espalhem-se e resistam a tratamentos

27 de janeiro de 2011 | 22h 03
 
SÃO PAULO - O que acontece quando duas proteínas se juntam? Elas se tornam um "casal" de energia, onde o todo é maior que a soma das partes. A API2 e a MALT1 são proteínas que se fundem em um subgrupo de linfomas. A primeira se conecta com uma enzima chamada NIK. Quando isso acontece, a segunda aparece para matar, dividindo a NIK em duas, em um processo chamado de clivagem. 

University of Michigan Health System/Divulgação
O resultado? A NIK fica mais forte do que nunca. O processo remove uma região de regulação da enzima que força a NIK a se autodestruir. Por conseguinte, ela atua como uma "traidora", fazendo com que células cancerosas cresçam, espalhem-se e resistam aos tratamentos tradicionais.
Esse fenômeno é objeto de estudo de pesquisadores do Centro Abrangente de Câncer da Universidade de Michigan, nos EUA, que será publicado na edição desta sexta-feira, 28, da revista Science.
Conduzido pelo casal de cientistas Lucas e Linda McAllister e pelo PhD Peter Lucas, o trabalho envolveu um esforço internacional que incluiu contribuições de laboratórios da Grã-Bretanha e da Bélgica.
A fusão das proteínas API2 e MALT1 aparece em 30% a 40% dos casos de um tipo de linfoma de células B, chamado de linfoma do tecido linfoide associado à mucosa (Malt). Esse processo nunca foi visto em nenhuma outra célula.
"A NIK é um centro crítico que tem sido relacionado a outros tumores de células B. A clivagem dela por essa fusão de oncoproteínas sugere uma nova maneira de ativá-la, e sustenta que ela representa um alvo potencial para o desenvolvimento de novas terapias", diz Lucas McAllister, professor adjunto de hematologia pediátrica e oncologia na Faculdade de Medicina de Michigan.
A fusão das proteínas também é um alvo potencial de tratamento. Nem a API2 nem a MALT1 sozinha pode causar um efeito cascata sobre a NIK. Isso só acontece quando as duas se unem, com a API2 proporcionando o acesso à MALT1 para causar a separação. Sem a fusão, a clivagem dessa enzima não aconteceria.
Linfomas Malt que carregam a proteína de fusão API2-MALT1 tendem a ser mais agressivos e resistentes a tratamentos. O resultado são tumores maiores e espalhados por todo o corpo.
Os pesquisadores descobriram que, uma vez que a NIK se torna estável, ela desencadeia uma série de reações que tornam as células mais propensas a metástases e mais resistentes aos tratamentos atuais.
Esses efeitos foram revertidos quando os cientistas "desligaram" a enzima, indicando que bloqueá-la ou impedi-la de se tornar estável poderia travar o crescimento e a propagação de tumores Malt.
Embora os inibidores de NIK estejam sendo investigados, essas terapias ainda não estão disponíveis.
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,estudo-revela-como-fusao-de-proteinas-provoca-cancer,672028,0.htm 

O que mostra o seu DNA?


VOCÊ QUER SABER O QUE ESTÁ ESCRITO NO SEU DNA? (MESMO?)

Resultado de um teste que detectou uma deleção de quatro bases no DNA de uma criança com síndrome de Lesch-Nyhan. (Crédito: Stephen Kingsmore)
.
Como jornalista, eu sempre parto do princípio de que informação nunca é demais. Ou quase nunca … Há alguns casos em que não saber talvez seja melhor do que saber. E a genética é um desses casos que deve ser avaliado com cuidado.
As tecnologias de sequenciamento genético, assim como o nosso conhecimento sobre a genética humana, estão avançando numa velocidade extraordinária. O que antes custava alguns milhões de dólares, agora custa apenas alguns milhares. E o que levava meses para fazer, agora leva algumas poucas semanas, ou dias, ou até horas. Com uma gota de sangue ou uma simples amostra de saliva já é possível identificar, rapidamente, com o clique de alguns botões, dezenas ou até centenas de mutações genéticas relacionadas a doenças específicas.
Num futuro não muito distante, sequenciar DNA será algo tão rotineiro na medicina quanto tirar sangue ou se vacinar. Não tenho dúvida.
A pergunta é: O que vamos fazer com essas informações? Você quer mesmo saber tudo que está escrito no seu DNA?
A resposta a essa pergunta vai depender de muitas variáveis. Vai depender do tipo de informação que você está procurando, a razão pela qual você a procura, a confiabilidade dessa informação e a possibilidade (ou não) de fazer alguma coisa a respeito caso você a encontre. Por exemplo: se você descobre que tem uma combinação de genes que aumenta o risco de arterioesclerose, você pode mudar sua alimentação, praticar mais exercícios e fazer examos rotineiros para evitar problemas cardíacos no futuro. (não que alguém precise de um exame de DNA para saber disso, mas vá lá … apenas como um exemplo) Nesse caso, ótimo!
Mas e se o risco for para Alzheimer, e você não puder fazer nada a respeito? Vai passar o resto da vida se preocupando com uma doença sem cura, que poderá ou não se manifestar daqui 20, 30 ou 40 anos? Porque a medicina genética é uma ciência de probabilidades, não de certezas … Raramente pode-se dizer que “se você tem esse gene, você terá essa doença”, com 100% de certeza. Em geral é: “você tem 15% mais chances de desenvolver essa doença”, que poderá ou não se manifestar ou te causar algum problema, dependendo de uma série de outros genes e outros fatores ambientais relacionados ao seu estilo de vida. Não é como um exame de HIV, que o resultado diz simplesmente positivo ou negativo. É algo muito mais complexo.
Sem falar que a grande maioria das doenças (e das nossas características em geral) são poligênicas, influenciadas por vários genes simultaneamente. Estabelecer relações de causa e efeito sobre mutações isoladas, portanto, é algo bastante complicado. (Apesar de que pode ser feito e já está sendo feito com sucesso em diversos casos, especialmente na oncologia, em que certos genes têm relação direta com a evolução da doença e podem ser usados como fatores de prevenção e diagnóstico bastante confiáveis.)
O caso mais complicado, do ponto de vista tanto científico quanto ético, é o da medicina genômica preditiva. Especialmente quando aplicada à reprodução humana. Cientistas relataram recentemente em um estudo na revista Science Translational Medicine o desenvolvimento de um teste genético capaz de diagnosticar 448 mutações ligadas a doenças recessivas
Doenças “recessivas” são aquelas em que a criança precisa ter duas cópias de um gene defeituoso para ter a doença — uma cópia herdada da mãe e outra, do pai. Nos casos em que uma cópia apenas é suficiente para expressar a doença, ela é chamada “dominante”. As recessivas são as mais preocupantes porque a pessoa não sabe que é portadora da mutação. Só percebe quando tem um filho com outra pessoa que, por acaso, tem a mesma mutação. E aí a doença aparece no filho.
Em tese, portanto, casais que planejam ter filhos poderiam usar um teste como esse para fazer um “pente fino” nos seus genomas e saber, de antemão, se a combinação de seus cromossomos oferece algum risco para o bebê. Ótimo! É natural que todo pai se preocupe com a saúde do filho … mesmo antes desse filho existir. Se for possível evitar que a criança nasça com alguma doença séria, melhor.
Mas e se você e sua mulher/marido descobrem que têm, mesmo, uma determinada mutação. O que fazer com essa informação? Ter o filho do mesmo jeito? Usar sêmen ou óvulos de doadores? Adotar? … Você prefere ter um filho que é seu (geneticamente) doente, ou um filho com DNA de outra pessoa, porém saudável?
E quando a criança já está crescendo no útero e você descobre que ela tem uma doença grave? O que fazer? (No Brasil não há opção legal, mas em países onde o aborto é permitido, como os EUA, os pais podem optar por interromper uma gestação em caso de síndrome de Down, por exemplo.) Trabalhos científicos publicados recentemente mostraram que já é possível diagnosticar a síndrome de Down com base numa simples amostra de sangue da mãe (que contém células e DNA do feto), assim como várias outras informações genéticas do feto.
Uma vez que essas tecnologias saírem dos laboratórios e chegarem aos consultórios, o que fazer com essas informações? Os pacientes estão preparados para lidar com elas? Os médicos estão preparados para aconselhá-los sobre elas? Como isso tudo deve ser regulamentado? Do ponto de vista ético, os pais têm o direito de escolher os filhos que querem ter?
“A capacidade de detectar centenas ou até milhares de características genéticas em um único exame de sangue, no início da gravidez, poderia transformar os testes genéticos pré-natais de algo incomum em algo rotineiro. Essa possibilidade desafia todas as sociedades a decidir sobre para quais finalidades e de quais maneiras elas querem que esses testes sejam usados, levantando questões dificílimas sobre aborto, direitos dos deficientes, eugenia e consentimento informado, entre outras coisas”, escreve Henry Greely, da Escola de Direito de Stanford, em um artigo publicado na revista Nature.
São perguntas difíceis, mas inevitáveis. Com o avanço do conhecimento e da tecnologia genômica, elas virão, e teremos que lidar com elas.
Abraços a todos.
 http://blogs.estadao.com.br/herton-escobar/voce-quer-saber-o-que-esta-escrito-no-seu-dna-mesmo/

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Resultado do vestibular da UFBA 2011

Ufba divulga resultado final do Vestibular 2011

A TARDE ON Line
A Universidade  Federal da Bahia (Ufba) divulgou, no começo da noite desta sexta-feira, 28, o resultado final do Vestibular 2011. Nesta segunda etapa, 15.149 candidatos disputaram 6.436 vagas. As provas aconteceram nos dias 12 e 13 de dezembro. Nos dias 14 e 15 de novembro passado, cerca de 39.266 candidatos participaram da primeira fase do vestibular.
A matrícula  acontece entre 07 e 11 de fevereiro. O calendário detalhado, documentação necessária para a matrícula e os procedimentos e informações complementares estão disponíveis no site da Secretaria Geral de Cursos (acesse neste link). 
http://www.atarde.com.br/vestibular/noticia.jsf?id=5679944 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Unidos contra o HIV

Unidos contra o HIV

Ação combinada de dois segmentos diferentes de RNA é testada com sucesso em ratos e pode se tornar uma opção terapêutica para pacientes que não respondem bem aos tratamentos convencionais contra a Aids.
Por: Carolina Drago
Publicado em 20/01/2011 | Atualizado em 20/01/2011
O aptâmero é um tipo de ácido nucleico capaz de se ligar facilmente a uma molécula-alvo. Acoplado ao RNAi, pode direcionar a destruição do vírus HIV sem afetar células sadias. (foto: Jose Cruz-Toledo/ CC BY) 

Um grupo de pesquisadores norte-americanos propõe uma nova abordagem para o tratamento contra a Aids capaz de direcionar a destruição do vírus HIV poupando as células sadias.
O novo método envolve a ação combinada de dois compostos químicos formados por nucleotídeos: o RNA de interferência (RNAi) e o aptâmero, um tipo de ácido nucleico capaz de se ligar facilmente a uma molécula-alvo.
O RNAi é produto de longas moléculas de fita dupla de RNA e, por ser capaz de inibir a expressão de genes específicos, como genes virais, ele pode funcionar como um antiviral. Quando atua sozinho, no entanto, sua ação é limitada. Antes mesmo de ser absorvido pelas células do sangue, esse RNA tende a ser degradado.
Os pesquisadores descobriram uma forma de tornar o RNAi mais eficaz no combate ao vírus da Aids associando-o ao aptâmero. Esse composto químico é capaz de reconhecer o vírus, ligar-se a ele e direcionar o RNAi para dentro das células infectadas pelo HIV.
Assim, a ação antiviral do RNAi se concentra apenas nas células infectadas, poupando aquelas ainda não atingidas pelo vírus e eliminando os efeitos colaterais que comprometem o sucesso de alguns tratamentos.
 Teste identifica variantes de HIV resistentes a drogas antivirais em sangue de paciente. Os vírus que desenvolveram resistência aos medicamentos aparecem em verde e aqueles suscetíveis aparecem em vermelho. (foto: Duke University Medical Center News Office)
O foco da equipe é justamente os portadores de HIV para os quais a terapia convencional não é eficaz. Isso ocorre, por exemplo, quando os pacientes sofrem efeitos colaterais muito fortes ou apresentam resistência aos medicamentos disponíveis.

Ratos humanizados

Para testar a nova abordagem, a equipe recorreu a uma técnica recente: o transplante de células do sistema imunológico humano para ratos.
“Nós usamos uma espécie que não rejeita as células imunológicas humanas e injetamos nele células-tronco do sangue humano”, conta à CH On-line John J. Rossi, do Instituto de Pesquisa Beckman, na Califórnia, e um dos autores do estudo publicado na Science Translational Medicine desta semana.
Assim, os pesquisadores puderam simular em ratos, que geralmente não são infectados pelo HIV, situações observadas em pessoas que portam o vírus e examinar neles a ação combinada dos compostos.
Transplantadas para os ratos, as células-tronco humanas se diferenciaram em células do sistema imune. O passo seguinte foi infectar os animais com o vírus HIV, que logo foi induzido a se reproduzir sem controle.
 
Exemplo de um modelo humanizado de rato. Com o transplante de células do sistema imunológico humano para ratos é possível testar métodos para combater o HIV de forma mais rápida e menos custosa. (foto: Courtney Potter)
Assim que as cargas virais atingiram seu auge, a nova terapia entrou em ação: o RNAi acoplado ao sensor molecular foi injetado nos ratos. O teste incluiu uma injeção por semana, ao longo de pouco mais de três semanas.

Combinação eficaz

Ao fim do processo, a equipe mediu os níveis de carga viral e de linfócitos T, as principais células atingidas pelo vírus da Aids. “Essa combinação resultou na redução de um milhão de vezes do número de partículas virais no sangue dos ratos submetidos ao tratamento em relação aos animais controle”, avalia Rossi.
Alguns ratos tiveram proteção completa contra o vírus HIV

“Além disso, os níveis de linfócitos T foram mantidos nos animais que se submeteram à ação terapêutica, o que representou, para eles, proteção completa contra o vírus HIV.
Os pesquisadores destacam ainda que, além de não ser tóxica, essa abordagem é muito mais rápida e flexível do que descobrir novas drogas para um alvo como o vírus HIV, que vive em constante movimento.
E esse não é o único ponto positivo, asseguram os cientistas. O uso do rato como modelo animal também traz vantagens: “Esse modelo para o estudo da Aids, em comparação ao anterior, que utilizava macacos, é passível de mais testes, menos custos e menor tempo de resposta”, explica Rossi.

Carolina Drago
Ciência Hoje On-line

http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/01/unidos-contra-o-hiv

domingo, 23 de janeiro de 2011

Siamesas separadas no Instituto da Criança - SP

19/01/2011 - 09h25

Siamesas separadas há dois meses têm alta do hospital

CLÁUDIA COLLUCCI
DE SÃO PAULO

pós quase dois meses de internação, as gêmeas Kauany e Keroly tiveram alta ontem do Instituto da Criança do HC de São Paulo.
Cirurgia separa siamesas que viveram 10 meses grudadas pelo abdome
Termo "siamesas" vem de caso ocorrido na Tailândia
Chances de sobrevivência de siameses são baixas
As irmãs, que completam um ano no sábado, nasceram siamesas, grudadas pelo abdome, e foram separadas no final de novembro.

Letícia Moreira/Folhapress
As gêmeas Kauany, no colo da tia Dina Gonçalves, e Keroly, com a mãe Selma Miranda, no Instituto da Criança
Por recomendação do cirurgião Uenis Tannuri, responsável pela operação, as meninas vão ficar em uma casa de apoio em São Paulo por até três semanas.
Depois, podem seguir viagem com a mãe, Selma Miranda, 32, para o Vale do São Domingos (a 491 km de Cuiabá, no Mato Grosso), onde mora a família.
"Quero que tudo esteja muito bem cicatrizado antes que elas voltem para casa. Do ponto de vista clínico, elas estão ótimas. Hoje, até sorriram para mim", disse Tannuri ontem, logo após a alta.
Sorte dele não ter se aproximado das meninas de máscara cirúrgica. "Elas não podem ver ninguém de máscara que começam a chorar. Estão traumatizadas", diz Dina, 28, tia das gêmeas.
O abdome de Kanuay ainda inspira cuidados porque a cicatrização está mais lento. Nas próximas semanas, as gêmeas devem voltar todos os dias ao hospital para trocar os curativos.
"O melhor era poder já voltar para casa", diz a mãe. "Os meninos [ela tem um menino de 11 anos e um casal de gêmeos de cinco anos] não veem a hora de ver as irmãzinhas separadas."
CIRURGIA
Para a separação, foram feitos sete procedimentos cirúrgicos em órgãos pelos quais as gêmeas eram ligadas-fígado, estômago, intestino e sistemas genital e urinário. A operação durou 12 horas.
Segundo Tannuri, nos próximos anos, as gêmeas devem ser avaliadas a cada seis meses para que sejam programadas as cirurgias reparadoras no intestino, reto e na vagina. Em dois ou três anos, elas poderão usar também pernas mecânicas.
As meninas nasceram com três pernas, mas uma teve de ser amputada. Cada uma ficou com um membro.
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/862747-siamesas-separadas-ha-dois-meses-tem-alta-do-hospital.shtml 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Motivo de eliminação no Enem pode ser consultado no site

Motivo de eliminação no Enem pode ser consultado no site

Agência Brasil
Os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que tiveram anuladas as notas de algumas das provas do teste podem consultar o motivo da eliminação no boletim individual do desempenho. As informações estão disponíveis no site do Enem (clique aqui para acessar ). Segundo o órgão, nos dois dias de prova, foram mais de 20 mil candidatos eliminados.
De acordo com nota divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), a maioria dos casos de anulação da nota ocorreu porque o estudante não marcou na folha de respostas a cor do caderno de provas que recebeu ou assinalou mais de uma opção. Essa norma era prevista no edital e a não observação resultaria em eliminação.
Na quarta-feira, a Justiça Federal no Rio de Janeiro concedeu a uma aluna o direito de conferir a correção da prova de redação, cuja nota foi anulada. O Ministério Público Federal no Ceará e em Pernambuco também entraram com ações para que os candidatos pudessem ter acesso às provas e tivessem direito de recorrer das notas obtidas.
As duas ações, em caráter liminar, ainda aguardam decisão. A nota do Enem pode ser utilizada para concorrer a uma vaga em instituições públicas de ensino superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), cujas inscrições terminam hoje (20).
Cerca de 10% dos casos de eliminação ocorreram pelo “não cumprimento de outros itens do edital”, segundo o Inep. O candidato poderia ser eliminado por sair do ambiente de prova antes do horário previsto ou ultrapassar o tempo permitido, portar equipamento eletrônico ou não apresentar documento original.
No caso da redação, o candidato poderia ter a nota anulada se o texto tivesse menos de sete linhas, se fugisse do tema proposto ou se escrevesse fora do espaço delimitado. Segundo o Inep, o número de candidatos eliminados em 2010 é semelhante ao de 2009 e representa cerca de 0,5% dos participantes.
http://www.atarde.com.br/vestibular/noticia.jsf?id=5676375 

Resultado do vestibular da UNEB 2011

Uneb: sai a lista de aprovados no Vestibular 2011; confira

O candidato que não comparecer ao local, data e horários estabelecidos perderão direito à vaga

Uneb: sai a lista de aprovados no Vestibular 2011; confira - O candidato que não comparecer ao local, data e horários estabelecidos perderão direito à vaga
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A Universidade do Estado da Bahia (Uneb) divulgou na quarta-feira (19), a relação dos aprovados no Vestibular 2011. De acordo com a universidade, nesta edição foram aprovados mais de 5,5 mil candidatos, nas modalidades graduação presencial, graduação a distância e pós-graduação a distância.

Matrícula

Os candidatos aprovados na modalidade presencial ou a distância (EaD) deves se dirigir, nos dias 7, 8 e 9 de fevereiro, ao local de funcionamento do curso de sua opção na capital ou nas cidades do interior, das 8h30 às 12h ou das 13h30 às 19h, para a realização das matrículas. Se o candidato não comparecer ao local, data e horários estabelecidos para a realização de sua matrícula, ou não apresentar a documentação exigida, perderá o direito à vaga. A lista de documentos necessários será publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), no dia 28 de janeiro. Clique aqui e confira as listas dos aprovados na Uneb
http://www.radiometropole.com.br/noticias/index_noticias.php?id=VGtSck5VNUVXVDA9 

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Nutricionista se alimenta de comida de cachorro nos EUA em 'experimento'

17/01/2011 - 11h56

Em 'experimento', nutricionista se alimenta de comida de cachorro nos EUA

DA BBC BRASIL

Crítico da dieta pouco nutritiva consumida por boa parte dos americanos, o nutricionista Michael Konowalski, 32, começou um "experimento" em janeiro de 2010: "Passei a comer qualquer coisa que tivesse vontade, fosse uma refeição fast-food, um cachorro-quente, na hora em que tivesse vontade, sem restrições, por 11 meses. Depois, passei um mês comendo apenas McDonald's".
Arquivo Pessoal
Nutricionista se alimenta de comida de cachorro nos EUA; para ele, ração é melhor do que "dieta do americano comum"

Em janeiro deste ano, o "experimento" entrou numa nova "fase": Konowalski passou a comer apenas comida de cachorro, o que pretende fazer por "30 ou 90 dias". O objetivo: mostrar que até ração animal é "bem melhor do que a dieta do americano comum".
"Não estou buscando seguidores, não recomendo isso para ninguém. Mas acho que o país tem que acordar para o que come. Sofremos (os efeitos dessa dieta) porque queremos. É nossa escolha", disse Konowalski - polonês radicado nos EUA há dez anos, pai de duas crianças e, segundo ele, criador de planos de dietas para atletas - à BBC Brasil por telefone.
Ele está descrevendo sua rotina no blog inserido no site www.thechoiceprojectmovie.com.
ENERGIA
O nutricionista diz que se sente "mais cheio de energia" agora, enquanto se alimenta de ração - orgânica, ressalta ele - do que durante o mês em que se alimentava apenas de lanches do McDonald's.
"E minha taxa de gordura corporal, que antes do 'experimento' era de 8% a 10%, subiu para 22% (nos meses em que ele comeu o que queria e fast-food) e baixou para 19% no último mês", diz ele.
Ele confessa que não conseguiu comer a ração nos primeiros dias em que se propôs a fazê-lo, "pela barreira mental".
"Mas não estou comendo pelo sabor, e sim pelos nutrientes, ainda que (os presentes na ração) não sejam suficientes. Estou fazendo isso para provar meu ponto."
Konowalski está fazendo um documentário sobre a experiência, que gostaria de lançar até o final do ano que vem. Mas ele nega que suas refeições "caninas" sejam um golpe publicitário.
"Não estou fazendo isso por fama ou dinheiro. Tanto que nem envolvi o nome da minha empresa de nutrição no projeto. Quero inspirar as pessoas a mudar suas vidas. E é um desafio pessoal também. Tenho alguns projetos não finalizados, mas neste eu tenho que ir até o fim" (Ainda que o fim não esteja muito claro: Konowalski diz que não sabe que rumo tomará sua dieta após a experiência com comida de cachorro).
Ele diz que o documentário semelhante Supersize Me (2004), em que o autor, Morgan Spurlock, passou um mês se alimentando apenas de McDonald's, falha ao atribuir a terceiros a culpa pela empobrecida alimentação praticada nos Estados Unidos e no mundo.
"Culpamos o governo, as empresas, todo o mundo. Mas nossa alimentação é nossa escolha pessoal. E, em geral, não costumamos escolher comidas saudáveis", opina Konowalski.

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/861591-em-experimento-nutricionista-se-alimenta-de-comida-de-cachorro-nos-eua.shtml

Aparelho mede pressão do cérebro sem furar o crânio

19/01/2011 - 08h47

Aparelho mede pressão do cérebro sem furar o crânio

GUILHERME GENESTRETI
DE SÃO PAULO

Uma nova técnica para medir a pressão interna do crânio foi desenvolvida por pesquisadores da USP.
O método não requer a perfuração do crânio e é mais barato do que o usado hoje.
A tecnologia, criada por uma equipe da USP de São Carlos, já foi testada em oito pacientes do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.
O monitoramento é necessário quando há suspeita de aumento da pressão do crânio, como em derrames, tumores cerebrais, traumatismos e hidrocefalia.
No método tradicional, os médicos perfuram a calota craniana para medir a alteração da pressão com um sensor, o que pode causar infecções pelo contato entre o cérebro e o meio externo.
Com a nova técnica, é feita uma incisão no couro cabeludo e um sensor é colado no crânio, sem perfurar o osso.
"É muito difícil haver infecção e, se houver, será na pele e de fácil tratamento", diz o farmacêutico-bioquímico Gustavo Frigieri, que fez os testes com o equipamento em sua tese de doutorado.
"O corte na cabeça pode ser feito em ambulância, ambulatório e não precisa nem de centro cirúrgico."
Segundo o físico Sérgio Mascarenhas Oliveira, coordenador do grupo que desenvolveu a tecnologia, a técnica pode beneficiar centenas de milhares de pessoas.
"O número de traumas é muito grande, sobretudo no trânsito", diz.
Para medir a pressão sem furar o osso, a equipe de Mascarenhas usou um sensor que mede a deformação de materiais na engenharia.
O equipamento foi adaptado para o uso em seres humanos e mede a pressão pela dilatação do crânio. "Quanto maior a pressão, maior a dilatação", diz Frigieri.

Editoria de Arte/Folhapress
CUSTO
O equipamento da USP é mais barato do que o utilizado hoje: o sensor custa R$ 400 e o monitor, R$ 5.000.
Já o método tradicional usa equipamentos importados. Segundo Frigieri, o monitor custa cerca de R$ 50 mil e um sensor descartável, pelo menos R$ 1.500.
Além disso, a nova tecnologia não requer uma equipe de cirurgiões; basta um médico que faça o corte na pele e que seja treinado a operar a máquina.
Os pesquisadores esperam que, com o baixo custo, a tecnologia possa ser oferecida no Sistema Único de Saúde, que não cobre os gastos do monitoramento tradicional, usado só na rede privada e em hospitais universitários, segundo o pesquisador.
MAIS TESTES
Para José Marcus Rotta, presidente da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, a técnica traz avanços.
Segundo ele, o aparelho pode adiantar o trabalho se o paciente tiver sofrido traumatismo longe do hospital.
"Seria fantástico usá-la numa ambulância, já que não se pode fazer a perfuração do paciente na rua."
Mas ele lembra que, em alguns casos, a perfuração do crânio é feita não só para monitorar a pressão mas também para tratar o problema. Além disso, o médico diz que mais testes são necessários.
Os pesquisadores da USP esperam atingir a marca de 30 pacientes monitorados com o novo equipamento e registrá-lo na Anvisa até o final do ano para iniciar sua comercialização.
 http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/862735-aparelho-mede-pressao-do-cerebro-sem-furar-o-cranio.shtml

sábado, 15 de janeiro de 2011

Resultado do ENEM 2010

Resultado do Enem já está disponível para consulta

 
Para consultar o resultado individual na prova do Enem o participante deverá acessar a página de acompanhamento no endereço eletrônico do Exame e informar seu CPF e senha. Também é possível consultar o resultado utilizando número de inscrição e senha. Caso não se recorde da senha, poderá recuperá-la no próprio sistema, mediante informação de CPF. A senha será encaminhada por e-mail ou SMS.

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Romã contra metástase de câncer de próstata

Suco de romã pode frear metástase de câncer de próstata

Componentes químicos do suco da romã também poderiam ser usados em outros tipos de câncer

Pesquisadores da Universidade Riverside, da Califórnia, identificaram componentes no suco de romã que podem inibir os movimento de células cancerosas e a metástase do câncer de próstata.
A descoberta, diz Manuela Martins-Green, uma das pesquisadoras, pode ainda ter impacto no tratamento de outros tipos de câncer.
Quando o câncer de próstata reaparece no paciente depois de tratamentos como cirurgia e/ou radiação, geralmente o próximo passo é a supressão do hormônio masculino testosterona, um tratamento que inibe o crescimento das células cancerosas, pois elas precisam do hormônio para crescer.
Mas, com o tempo, o câncer desenvolve formas de resistir também a esse tratamento, se transforma em um câncer muito agressivo e sua metástase ataca a medula óssea, pulmões, nódulos linfáticos e geralmente resulta na morte do paciente.
O laboratório americano aplicou o suco de romã em células de câncer de próstata cultivadas em laboratório que já eram resistentes à testosterona - quanto mais resistente à testosterona uma célula cancerosa é, maior é a sua tendência à metástase.
Os pesquisadores então descobriram que as células tratadas com o suco de romã que não morreram com o tratamento mostraram uma maior adesão, o que significa que menos células se separavam, e também queda na movimentação dessas células.
Em seguida os pesquisadores identificaram os grupos ativos de ingrediente no suco de romã que tiveram impacto molecular na adesão das células e na migração de células cancerosas no câncer de próstata já em estado de metástase.
"Depois de identificá-los, agora podemos modificar os componentes inibidores do câncer no suco de romã para melhorar suas funções e fazer com que eles sejam mais eficazes na prevenção da metástase do câncer de próstata, levando a terapias com remédios mais eficazes", disse Manuela Martins-Green.
Outros tipos de câncer
A pesquisadora afirma que a descoberta pode ter impacto no tratamento de outros tipos de câncer.
"Devido (ao fato de) os genes e proteínas envolvidas no movimento das células de câncer de próstata serem essencialmente os mesmos que os envolvidos no movimento de células em outros tipos de câncer, os mesmos componentes modificados do suco poderão ter um impacto muito mais amplo no tratamento do câncer", afirmou.
Manuela Martins-Green explicou ainda que uma proteína importante produzida na medula óssea leva as células cancerosas a se mover para a medula onde elas poderão formar novos tumores.
"Mostramos que o suco de romã inibe a função dessa proteína e, assim, esse suco tem o potencial de evitar a metástase das células do câncer de próstata para a medula", disse.
Os próximos planos da pesquisadora são fazer testes adicionais em um organismo vivo com câncer de próstata em em fase de metástase para determinar se os mesmos componentes que foram eficazes nas células cultivadas em laboratório poderão evitar a metástase sem efeitos colaterais.
 http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/12/101213_roma_suco_cancer_fn.shtml

Viagem insólita - nova ferramenta do google

Viagem insólita

 Nova ferramenta do Google permite passeio por 'camadas' do corpo humano. Por meio de uma visualização em três dimensões, é possível navegar da pele ao sistema nervoso. 
 O rosto humano visto por meio de ossos, veias e artérias. Essa é apenas uma das visualiazações possíveis da nova ferramenta do Google. (foto: reprodução)

Fisioterapeutas, fãs de anatomia, biólogos, médicos e, quem sabe, pintores. É difícil definir a quem se destina a nova ferramenta criada pelo Google no final de 2010: o Google Body Browser, uma espécie de Google Earth do corpo humano.
O que a comparação com a ferramenta que ajuda a conhecer regiões da Terra quer dizer na prática? Que agora é possível navegar pelos tecidos e camadas do corpo humano, tal como Dennis Quaid em Viagem insólita, o clássico filme da década de 1980.
A redação da CH On-line usou o Google Body e – mais do que qualquer outra coisa – se divertiu com a ferramenta. É possível, com um simples mexer de mouse, enxergar em três dimensões o corpo humano. São seis modos de visualização: a pele, o tecido muscular, o tecido ósseo, os órgãos, o sistema circulatório e o sistema nervoso.


A modelo do 'Google Body Browser'. (foto: reprodução)

 O modelo do corpo a ser investigado é de uma mulher, o que impõe, obviamente, ausência de estruturas próprias ao corpo masculino e vice-versa.
A diversão por aqui foi isolar partes do corpo sobre as quais temos curiosidade. Eu procurei o famoso (para mim) trato iliotibial, fáscia que se localiza na parte lateral da coxa e desce até o joelho. Esse trato foi responsável por quase um ano de dor insuportável. Tive, em duas oportunidades distintas, inflamação no local. A contusão é tão rara que fez o médico parar o consultório para mostrar aos colegas um 'mero mortal' com um tipo de dor que só atleta tem – o chamado 'joelho de corredor'.

 O sistema circulatório pode ser isolado na ferramenta do Google.(foto: reprodução)

Fui, pois, atrás do trato iliotibial. Há um sistema de busca para ajudar a navegação. Apesar de a plataforma ainda estar em desenvolvimento e o sistema de busca às vezes 'engasgar', não foi difícil chegar até o meu algoz. Pude vê-lo de frente, de lado, por baixo; observei-o sob todas as perspectivas.
As meninas da redação foram igualmente curiosas. Pediram para encontrar o menor osso do corpo humano – o estribo – no canal auditivo. Quiseram ver também onde fica a hipófise, a válvula mitral e mais uma dezena de órgãos, tecidos, veias, artérias etc.
É possível navegar por meio de combinação de órgãos, tecidos e sistemas. Por exemplo: se eu quiser ver o que está 'por cima' do trato iliotibial, basta incluir no corpo, por meio de um movimento intuitivo de mouse, o músculo. Se desejar ver mais – as ligações nervosas do local, por exemplo –, preciso apenas alocar mais uma camada no corpo.
O Google Brasil já avisou que não há planos de traduzir a ferramenta para o português. Portanto, ao menos por ora, teremos de nos contentar em navegar pelo corpo humano em inglês. Outro entrave na página é o fato de não ser possível acessá-la com qualquer browser. As últimas versões do firefox e do chrome, no entanto, suportam a plataforma. Dá para aprender e se divertir muito por lá.

Assista a um tutorial (em inglês)
sobre o Google Body Browser

 

Thiago Camelo
Ciência Hoje On-line

Consumo de leite reduz risco de doenças cardíacas

Consumo de leite reduz risco de doenças cardíacas, diz estudo

Um estudo publicado na revista especializada American Journal of Clinical Nutrition revela que beber três copos de leite por dia pode diminuir em até 18% o risco de doenças cardiovasculares. 

 Consumo de leite está associado a menor risco de problemas no coração

A professora Sabita Soedamah-Muthu, do Departamento de Nutrição Humana da Universidade de Wageningen, na Holanda, conduziu o estudo com a colaboração de pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
Ela analisou cerca de 5 mil estudos sobre o mesmo tema feitos na Europa, Estados Unidos e Japão durante um ano e meio e concluiu que o leite é realmente benéfico para a saúde do coração.
"Havia resultados muito contraditórios sobre a relação do consumo de leite com a saúde nos estudos. Às vezes concluía-se que há uma relação benéfica, às vezes maléfica e outras vezes, nenhuma", disse a professora.
Os resultados de várias das pesquisas analisadas foi combinado, utilizando a quantidade de leite consumida diariamente por cada indivíduo.
Em uma análise final dos números, Soedamah-Muthu percebeu que um copo de leite ao dia parece ter relação com uma redução de 6% no risco de doenças cardiovasculares.
"Conseguimos demonstrar os efeitos positivos de consumir até três copos por dia, quando o risco de problemas no coração fica 18% menor."
Segundo a pesquisadora, não foi encontrada nenhuma relação entre o consumo de leite integral ou desnatado e o aumento do risco de doenças cardíacas, infarto ou mortalidade.
 http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/12/101216_leite_coracao_cc.shtml

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Funcionamento do cérebro muda com a alfabetização

Aprender a ler e escrever altera a forma de funcionamento do cérebro

Pesquisa mapeou, por meio de ressonância magnética, atividade cerebral de analfabetos e de alfabetizados na infância e na idade adulta e descobriu que área dedicada ao reconhecimento facial se torna ''especialista'' no reconhecimento de palavras

11 de janeiro de 2011 | 0h 00
Lígia Formenti e Alexandre Gonçalves - O Estado de S.Paulo
As mudanças provocadas pelo aprendizado da leitura não se limitam à melhora na qualidade de vida. Estudo conduzido pelo Centro Internacional de Neurociências da Rede Sarah, com a colaboração de cientistas de Portugal, França e Bélgica, demonstra que aprender a ler e escrever altera a forma de funcionamento do cérebro.
 "Há uma mudança nas redes neuronais da visão e da linguagem", afirma Lúcia Braga, presidente da Rede Sarah e coordenadora do trabalho. Os resultados indicam que o cérebro faz um rearranjo de suas funções ao iniciar o aprendizado da leitura.

Antonio Milena/AE-3/1/2009
 Adaptação. De acordo com neurocientistas, hábito da leitura cria novas conexões cerebrais

Uma área inicialmente dedicada ao reconhecimento facial se torna "especialista" no reconhecimento de palavras. Isso, no entanto, não significa que alfabetizados percam a capacidade de identificar rostos. Muito embora, nos testes, os analfabetos apresentaram um desempenho superior aos alfabetizados no reconhecimento de faces.
"Outras pesquisas precisam ser realizadas. Mas a nossa suspeita é de que, em pessoas alfabetizadas, o reconhecimento de rostos em parte seja transferido para outra região cerebral", disse Lúcia Braga.
Estímulos. A pesquisa analisou exames de ressonância magnética feitos em 63 voluntários. O grupo, formado por brasileiros e portugueses, teve a atividade cerebral mapeada enquanto era submetido a estímulos, como ouvir frases, ver palavras, rostos e outras imagens. Dos voluntários, 10 eram analfabetos, 22 haviam sido alfabetizados na idade adulta e outros 31 aprenderam a ler e escrever ainda na infância.
Os exames mostraram que o grupo de pessoas alfabetizadas apresentou uma atividade mais acentuada nas áreas do córtex associadas à visão.
Além disso, pesquisadores notaram que houve também um aumento das respostas do cérebro relacionadas à identificação de fonemas. "Isso de certa forma explica por que analfabetos não conseguem fazer a supressão do som de uma palavra: como anana de banana", contou Lúcia.
As mudanças nas redes neurais foram identificadas nas pessoas escolarizadas desde a infância e naquelas que aprenderam a ler na fase adulta.
"Os ganhos foram evidenciados nos dois grupos", explicou a coordenadora da pesquisa.
Essa "adaptação" do cérebro é explicada por Lúcia. "A escrita é algo relativamente novo na história da humanidade para ter influenciado uma mudança genética", disse. A saída encontrada pelo cérebro foi reciclar áreas anteriormente reservadas a outras funções para atender às novas demandas. "Quanto mais estudamos, mais conexões cerebrais nós temos", completa.
Para Lúcia, os resultados do trabalho reforçam a importância da leitura, uma espécie de "musculação", para o cérebro. "Vemos isso diariamente no trabalho de reabilitação feito no Sarah. Os resultados do trabalho são muito mais rápidos em pessoas que têm cérebro exercitado do que as que não têm."
A Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação é especializada em tratamento e pesquisa sobre paralisia cerebral, espinha bífida, traumatismo craniano, acidente vascular cerebral, doenças neuromusculares e problemas ortopédicos.
Ao todo, nove unidades integram a rede - um hospital e um Centro Internacional de Neurociências e Reabilitação, em Brasília, e unidades hospitalares em mais sete capitais.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110111/not_imp664555,0.php

sábado, 8 de janeiro de 2011

Cérebro sabota promessas de Ano-Novo

07/01/2011 - 10h38

Cérebro sabota promessas de Ano-Novo

GUILHERME GENESTRETI
DE SÃO PAULO
Economizar dinheiro, largar o cigarro, emagrecer. A primeira semana do ano ainda nem acabou e muita gente pode estar se perguntando por que é tão difícil manter as promessas feitas na virada.
A resolução da cabeleireira Cristiane de Oliveira, 32, de São Paulo, foi emagrecer 15 kg o mais rápido possível, cortando doces e gordura.
Não durou. A primeira sobremesa do ano foi pavê de chocolate; no jantar, mais pavê e panetone. "Sempre digo "amanhã eu começo", mas esse dia nunca vem."
A culpa é da dopamina, dizem os especialistas. O neurotransmissor, relacionado à sensação de bem-estar no cérebro, é liberado sempre que a pessoa faz compras, fuma ou come guloseimas.
Isso atrapalha os planos de longo prazo, aqueles cuja recompensa virá só depois de sacrifícios, como dieta ou alguns meses na academia.
"Quando comemos muito chocolate há uma sensação de prazer intenso e imediato", explica o neurologista Paulo Caramelli.
Já numa dieta, a situação muda: "O prazer vai se manifestar de forma diluída e só depois de algum tempo."
O historiador Marcos Florence, 35, queria parar de fumar assim que começasse o ano. A promessa durou seis horas. "Amanheceu e eu já estava com cigarro na mão."
Agora, em vez dos 20 cigarros por dia, Marcos reduziu para 15. "Tem que ser homeopático, radical não dá."


    editoria de arte/folha press/editoria de arte/folha press
EXCESSO DE CONFIANÇA
Em um experimento da Universidade Northwestern, EUA, o psicólogo Loran Nordgren pediu que 53 fumantes assistissem ao filme "Sobre Café e Cigarros" (2003) em uma de quatro situações: com o maço em outra sala, com o maço numa mesa próxima, com o cigarro na mão ou apagado na boca.
Quem acreditava ser mais capaz de resistir à tentação de fumar acabou escolhendo a terceira opção (cigarro na mão). Mas um terço deles falhou e cedeu ao impulso.
Entre aqueles que escolheram assistir ao filme com o maço na mesa, só 11% caíram na tentação de fumar.
"As pessoas têm essa crença de que conseguem se controlar mais do que realmente podem", afirma Nordgren.
"Faz parte da nossa natureza acreditar que venceremos todos os obstáculos", diz Caramelli.
O psiquiatra Geraldo Massaro, do Hospital das Clínicas, atribui parte da culpa pelo não cumprimento de promessas à falta de planejamento na hora de fazê-las.
"As pessoas não medem com clareza seus objetivos e fazem resoluções muito além de suas capacidades."
Segundo ele, o plano deve ser concretizado aos poucos.
"Quando a pessoa vê que cumpriu uma parte da meta, isso funciona como reforço positivo e pode criar um novo hábito", completa Caramelli.
Uma atividade física, por exemplo, deve ser praticada sempre na mesma hora, para que a rotina faça do exercício algo quase automatizado.
Outra medida que ajuda é reconhecer os próprios avanços, presenteando-se com algo prazeroso a cada meta atingida. Vale ir a um bom restaurante ou comprar aquele disco que está faltando na coleção.
"Se a pessoa está fazendo algo que vai contra o seu desejo, precisará de uma compensação para criar um desejo substituto", diz Massaro.
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/856302-cerebro-sabota-promessas-de-ano-novo.shtml

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Peixe com selo verde (mercado de pesca sustentável)

Peixe com selo verde chega ao consumidor

Ameaça de extinção de algumas espécies faz crescer mercado de pesca sustentável

31 de dezembro de 2010 | 0h 00

Andrea Vialli - O Estado de S.Paulo
Camarão-rosa, cação, surubim. A preocupação com a sobrevivência dessas espécies e com o consumidor atento às questões ambientais já leva empresas a buscarem selos de pesca sustentável. O primeiro selo que chega ao Brasil é o Friend of the Sea, certificação italiana conferida a empresas que obedecem a critérios de pesca e aquicultura com menor impacto ambiental. A entidade já certificou 135 espécies e 120 empresas em 35 países.


Divulgação
 Menor impacto. Pesca do pirarucu na Amazônia, controlada pelo Ibama, recebeu selo internacional de pesca sustentável
 
Outra certificação que está chegando ao País é a MSC - sigla em inglês para Conselho de Manejo Marinho -, selo criado pela ONG WWF em 1997. De acordo com Laurent Viguié, vice-presidente da Trace Register, empresa que desenvolveu um sistema de rastreabilidade para pescado, a MSC abrirá um escritório no País em janeiro de 2011. "Com 8,5 mil km de costa, é um bom negócio para o Brasil investir em certificações, até para garantir a pesca no futuro", diz.
Várias das espécies de peixes e de crustáceos consumidas pelos brasileiros estão ameaçadas pela sobrepesca. Segundo o Censo da Vida Marinha do Ministério do Meio Ambiente, das 1.209 espécies de peixes catalogadas na costa e nos rios, 32 estão sendo exploradas além de sua capacidade de regeneração. No caso dos crustáceos, a sobrepesca ameaça 10 de 27 espécies.
Uma das empresas que já investiu na certificação Friend of the Sea é a Noronha Pescados, de Recife. A companhia certificou 16 linhas de peixes de rio e de mar, que já estão sendo comercializadas nas principais redes de supermercados do País.
O diretor da empresa, Guilherme Blanke, conta que começou a perceber o avanço dos selos de pesca sustentável nas feiras internacionais do setor. "Nos Estados Unidos, me chamou a atenção o esforço que os produtores de salmão faziam para promover o pescado certificado. Fiquei pensando que poderíamos fazer o mesmo com peixes brasileiros."
A ideia foi tomando corpo na viagem de volta ao Brasil. A empresa já comercializava peixes da Amazônia, como o pirarucu, e Blanke decidiu que começaria a certificação por ali. A primeira linha de peixes da Amazônia certificada com o selo Friend of the Sea - composta por pirarucu, tucunaré, surubim, aruanã, piramutaba, pescada branca e pescada amarela - está chegando agora às grandes redes de supermercado, como Walmart, Pão e Açúcar e Carrefour.
Avanço. Segundo o fundador da Friend of The Sea, Paolo Bray (leia mais abaixo), em 2010 o número de companhias em todo o mundo que se certificaram com o selo da entidade dobrou, em relação ao ano anterior. "Foi um divisor de águas. Passamos a monitorar a pesca e a aquicultura em regiões onde não estávamos presentes, como na Amazônia, Costa Rica, Marrocos e Filipinas", conta. No Brasil, outras empresas certificadas são a Gomes da Costa e Leal Santos - ambas certificaram as espécies de atum usadas para fazer enlatados.
Para 2011, a Friend of the Sea prepara uma campanha intensiva de conscientização, voltada ao consumidor final de peixe. Na avaliação de Blanke, da Noronha Pescados, o desafio é fazer com que o consumidor entenda o diferencial da certificação.
"O plano é fazer com que o consumidor se sinta engajado em um projeto de preservação da Amazônia", diz o empresário, que para isso está fechando parcerias com ONGs que atuam em projetos de desenvolvimento sustentável na região. "Vamos destinar um porcentual das vendas para programas de incentivo à pesca sustentável na Amazônia, gerando receita para as comunidades ribeirinhas."
As redes de varejo já começaram a enxergar os benefícios do pescado sustentável. O Walmart elaborou uma política específica para a compra de pescado, que inclui um acordo de cooperação com o Ministério da Pesca. "O consumo de pescado no Brasil não é alto, mas a pesca desempenha um papel social forte", diz Cristiane Urioste, diretora de sustentabilidade da rede. "Parar de vender peixe por causa da sobrepesca não é solução, e sim o manejo do pescado e o investimento em sistemas de rastreabilidade", diz. Hoje a rede tem controle de 40% dos crustáceos que comercializa.
No Pão de Açúcar, a aposta será no desenvolvimento da cadeia de fornecedores da Amazônia. "Queremos construir uma cadeia constante, baseada no trabalho com os ribeirinhos", afirma Paulo Pompilio, diretor de relações institucionais da rede. Um dos desafios será fazer com que os preços não se tornem proibitivos. "Não pode ser um produto ''gourmet". Se o pirarucu custar R$ 35 o quilo, as pessoas vão preferir o bacalhau", analisa.

OS PRINCIPAIS SELOS INTERNACIONAIS
Friend of the Sea
Sistema de certificação de sustentabilidade que trabalha pela conservação dos hábitats marinhos, segudo diretrizes da FAO (órgão da ONU para alimentos) para rotulagem de produtos da pesca e da aquicultura sustentável.
MSC
Sigla em inglês para Conselho de Manejo Marinho. Trabalha para garantir os estoques pesqueiros globais e a saúde do ecossistema marinho. Segue três princípios básicos: estoques de peixes, minimização do impacto ambiental e manejo.
Krav
Certificação sueca que possui foco em agricultura orgânica e na pesca e aquicultura com reduzido impacto ambiental.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101231/not_imp660137,0.php

Casca de banana para despoluir água

31/12/2010 - 08h48

Casca de banana transformada em pó pode despoluir água

GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO
Esnobada por indústrias, restaurantes e até donas de casa, a casca de banana pode em breve dar a volta por cima.
Descobriu-se que, a partir de um pó feito com ela, é possível descontaminar a água com metais pesados de um jeito eficaz e barato.
O projeto é de Milena Boniolo, doutoranda em química pela Ufscar (Universidade Federal de São Carlos, no interior paulista), que teve a ideia ao assistir a uma reportagem sobre o desperdício de banana no Brasil.
Editoria de Arte/Folhapress
 
"Só na Grande São Paulo, quase quatro toneladas de cascas de banana são desperdiçadas por semana. E isso é apenas nos restaurantes", diz a pesquisadora.
Boniolo já trabalhava com estratégias de despoluição da água, mas eram métodos caros --como as nanopartículas magnéticas--, o que inviabilizava o uso em pequenas indústrias.
Com as cascas de banana, não há esse problema. Como o produto tem pouquíssimo interesse comercial, já existem empresas dispostas a simplesmente doá-las.
MASSA CRÍTICA
"Como o volume de sobras de banana é muito grande, as empresas têm gastos para descartar adequadamente esse material. Isso é um incentivo para que elas participem das pesquisas", afirma.
O método de despoluição se aproveita de um dos princípios básicos da química: os opostos se atraem.
Na casca da banana, há grande quantidade de moléculas carregadas negativamente. Elas conseguem atrair os metais pesados, positivamente carregados.
Para que isso aconteça, no entanto, é preciso potencializar essas propriedades na banana. Isso é feito de forma bastante simples e quase sem gastos de energia.
"Eu comecei fazendo em casa. É realmente muito fácil", diz Boniolo.
As cascas de banana são colocadas em assadeiras e ficam secando ao sol durante quase uma semana. Esse material é então triturado e, depois, passa por uma peneira especial. Isso garante que as partículas sejam uniformes.
O resultado é um pó finíssimo, que é adicionado à água contaminada. Para cada 100 ml a serem despoluídos, usa-se cerca de 5 mg do pó de banana.
Em laboratório, o índice de descontaminação foi de no mínimo 65% a cada vez que a água passava pelo processo. Ou seja: se for colocado em prática repetidas vezes, é possível chegar a níveis altos de "limpeza".
O projeto, que foi apresentado na dissertação de mestrado da pesquisadora no Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), foi pensado com urânio.
Mas, segundo Boniolo, é eficaz também com outros metais, como cádmio, chumbo e níquel --muito usados na indústria. Além de convites para apresentar a ideia no Brasil e na Inglaterra, a química também ganhou o Prêmio Jovem Cientista.
Agora, segundo ela, é preciso encontrar parceiros para viabilizar o uso da técnica em escala industrial.
http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/853152-casca-de-banana-transformada-em-po-pode-despoluir-agua.shtml