domingo, 24 de abril de 2011

Maior fóssil de aranha já encontrado na China

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Maior fóssil de aranha já encontrado é descoberto na China

Fóssil de fêmea tem mais de 165 milhões de anos; aracnídeo tinha 15 centímetros com as patas abertas.

20 de abril de 2011 | 11h 03
 
 
 Cientistas encontraram na China a maior aranha fossilizada já registrada, chegando a 15 centímetros de extensão com suas patas abertas.
A fêmea, que viveu há cerca de 165 milhões de anos, faz parte do gênero Nephila, cujos espécimes são conhecidos pelas teias fortes e de tom dourado que produzem. Estas aranhas são encontradas em regiões tropicais e subtropicais.
Segundo a revista científica Biology Letters, onde foi publicada o estudo, o fóssil foi encontrado na região da Mongólia Interior. Os pesquisadores batizaram o animal de Nephila jurassica.
O professor de Paleontologia da Universidade do Kansas (Estados Unidos) Paul Selden, que participou do estudo, disse à BBC que o corpo da Nephila jurassica não é o maior, mas ao considerar as suas patas, ela se torna a aranha fossilizada de maior tamanho já encontrada.
Até então, o fóssil mais antigo do gênero Nephila tinha 35 milhões de anos. A nova descoberta faz com que a existência deste gênero seja revista para o Período Jurássico, o que torna a aranha a mais antiga já registrada.
É impossível determinar com certeza como morreu este aracnídeo fossilizado. A possibilidade mais forte seria um desastre natural.
A aranha foi encapsulada em cinza vulcânica no fundo do que teria sido um lago. A cinza teria, segundo o estudo, arrancado o animal de sua teia e o encoberto. Os detalhes preservados no fóssil impressionam os cientistas.
"Você vê não somente os pelos das patas, mas pequenas coisas, como a trichobothria (pequenas estruturas em formato de pelo que servem para detectar vibrações do ar)", afirma Selden.
Dimorfismo
As fêmeas de Nephila existentes hoje em dia tecem algumas das maiores teias conhecidas, chegando a 1,5 metro de diâmetro. A sua grandeza contrasta totalmente com os machos deste gênero, que, de tão pequenos, fazem as fêmeas parecerem gigantes.
Esta disparidade de tamanho é um exemplo do que os biólogos chamam de dimorfismo sexual extremo.
Selden e seus colegas também querem descobrir se esta também é uma característica dos antigos espécimes de Nephila.
Segundo o professor, o espécime mais antigo até então era um macho do Período Cretáceo, encontrado na Espanha. Ele afirma que este animal tinha tamanho normal, considerando que as fêmeas atuais são gigantes.
"Parece que nós tínhamos este diformismo neste período tão antigo. Gostaríamos de encontrar um macho para confirmar isto. Todas as evidências sugerem que os machos tinham tamanho normal, mas ainda não localizamos nenhum." BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,maior-fossil-de-aranha-ja-encontrado-e-descoberto-na-china-,708845,0.htm

sábado, 23 de abril de 2011

Pâncreas artificial controla o diabetes

22/04/2011-09h00

Pâncreas artificial controla o diabetes

GUILHERME GENESTRETI
DE SÃO PAULO

Um pâncreas artificial, que monitora os níveis de açúcar no sangue e libera, automaticamente, quantidades adequadas de insulina, é a nova promessa para o tratamento de diabetes tipo 1.
Nesse tipo de diabetes, o paciente precisa tomar várias injeções diárias de insulina para controlar a doença.
Pesquisadores da Universidade de Cambridge testaram o aparelho e dizem que ele está pronto para ser usado por diabéticos em casa.
Eles fizeram a pesquisa com 24 pacientes hospitalizados. Os resultados foram publicados no periódico "British Medical Journal".
SENSOR DE GLICOSE
O aparelho combina um sensor de glicose implantado no corpo a uma bomba com cateter, que libera a insulina. Ao detectar variações nos níveis de açúcar, o sensor dispara sinais de radiofrequência para a bomba, que libera a quantidade de insulina adequada.
No estudo que testou o dispositivo, os pacientes foram divididos em dois grupos: um se alimentou com quantidades razoáveis de comida e outro comeu excessivamente e bebeu álcool.
Muita comida e bebida aumentam a quantidade de açúcar no sangue e mais insulina é necessária. O pâncreas artificial detectou corretamente as diferentes necessidades e conseguiu controlar os níveis de glicemia nos dois grupos.
Nos diabéticos, esse controle é muito delicado. "O que mantém vivo o diabético tipo 1 é a insulina", diz o endocrinologista Antonio Chacra, da Unifesp. O problema, diz ele, é o cálculo da quantidade a ser injetada.

Editoria de Arte/Folhapress
HIPOGLICEMIA
Um dos principais perigos é reduzir demais o nível de açúcar no sangue, segundo Saulo Cavalcanti, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes.
Quando o suprimento de insulina é excessivo, as taxas de glicose diminuem e podem levar a desmaios, convulsões e até causar a morte.
À noite, o risco é maior. "Dormindo o paciente pode não sentir os sintomas", diz Cavalcanti.
De acordo com ele, o pâncreas artificial é uma forma segura de controlar açúcar no sangue e diminuir esse risco.
Para Marcos Tambascia, professor de endocrinologia da Unicamp, o aparelho é a evolução dos tratamentos de diabetes, mas ainda é preciso testá-lo em mais pessoas, para avaliar a segurança.
A estimativa dos médicos é que o pâncreas artificial estará disponível no mercado daqui a três anos.
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/905826-pancreas-artificial-controla-o-diabetes.shtml

sábado, 19 de março de 2011

Japão e a primeira contaminação de alimentos por radiação

19/03/2011 - 09h09

Japão registra primeira contaminação de alimentos por radiação

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O governo japonês registrou neste sábado, pela primeira vez desde a crise nuclear na usina de Fukushima Daiichi, radiação acima do recomendado em leite e espinafre nas províncias de Fukushima e Ibaraki.
Segundo o secretário de Gabinete do Japão, Yukio Edano, a radiação estava acima do padrão estabelecido pelo governo, mas não impunha risco imediato à saúde humana. Ele não detalhou de quanto foi a radiação encontrada.

Mike Clarke/AFP
Japoneses fazem fila para comprar um dos primeiros suprimentos de legumes frescos em Sendai

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmou que a contaminação é de iodo radioativo e que o governo japonês interrompeu a venda destes produtos.
A agência da ONU disse ainda que há sim risco à saúde humana, caso os alimentos sejam consumidos. "Apesar do iodo radioativo ter uma vida curta de cerca de oito dias e se dissipar naturalmente em uma questão de semanas, há um risco de curto-prazo para a saúde humana se o iodo radioativo na comida for absorvido pelo corpo humano".
Nesta semana, a União Europeia (UE) recomendou aos países do bloco que façam um maior controle de radioatividade nos alimentos importados do Japão.

Editoria de Arte/Folhapress
Os controles são voluntários, mas, no caso haja constatação de níveis de contaminação radioativa acima do teto autorizado, os países do bloco estão obrigados a informar a Bruxelas. A UE importou 9.000 toneladas de frutas e verduras em 2010, além de alguns tipos de pescado.
Especialistas temem as consequências da contaminação do solo e águas com o material radioativo lançado ao ar pela usina nuclear. O material pode efetivamente contaminar os alimentos, entrando na cadeia alimentar da população, o que causaria um risco ao longo de semanas e mesmo meses aos japoneses.
O leite de vaca é especialmente vulnerável, segundo especialistas, caso os animais entrem em contato com o pasto contaminado. O produto é muito consumido pelo homem, não só em sua forma natural, mas como ingrediente de vários alimentos processados.
ESTÁVEL
Neste sábado, as autoridades continuam lançando água para reduzir a temperatura dos reatores de Fukushima Daiichi e conter um vazamento massivo de material radioativo. Os bombeiros devem lançar 1,260 toneladas de água no reator. A operação, segundo a agência de notícias Kyodo, deve durar sete horas.
Edano disse que as condições no reator 3 ficaram relativamente estáveis depois que bombeiros lançaram 60 toneladas de água em uma piscina fervente que abriga combustível nuclear usado. A operação foi realizada pouco depois da 0h (12h de sexta-feira em Brasília), do lado de fora do prédio que abriga o reator.
"Nós estamos tentando deixar as coisas sob controle, mas estamos em uma situação imprevisível ainda", disse Edano.
Damir Sagolj/Reuters
  Membros das Forças de Autodefesa carregam vítima encontrada em carro, mais de uma semana após tremor

O objetivo primário é impedir qualquer vazamento massivo de materiais radioativos da piscina que abriga o combustível usado para o ar. O aumento da temperatura da água desta piscina, normalmente de 40ºC, faz com que a água se dissipe e exponha as varetas de combustível nuclear usado. Sem o líquido, que as isola do exterior, elas ficam então suscetíveis às altas temperaturas e podem derreter. No pior dos cenários, podem liberar material altamente radioativo.
Edano disse ainda que os bombeiros preparam a mesma operação para o reator 4.
Já nos reatores 5 e 6, as equipes conseguiram manter a temperatura baixa usando apenas um sistema de circulação de água nas piscinas, já que um dos geradores de emergência foi restaurado neste sábado. Com o religamento, a temperatura caiu de 68,8°C para 67,6°C, em quatro horas.
O ministro de Defesa, Toshimi Kitazawa, disse separadamente que a temperatura de superfície nos reatores 1 e 4 estavam a 100ºC ou menos na manhã deste sábado (noite de sexta em Brasília) e que a condição em ambos está mais estável do que o esperado.
Ele foi instruído pelo premiê Naoto Kan a monitorar os arredores da usina nuclear.
Já a operadora da usina, a Tokyo Electric Power Co., conseguiu conectar os cabos de energia aos prédios dos reatores 1 e 2. A ideia é fazer uma checagem dos equipamentos e ligar os cabos na manhã de domingo (noite de sábado em Brasília).
A restauração da energia elétrica pe crucial para que o sistema de resfriamento, danificado pelo terremoto, volte a ser ligado --o que facilitará a manutenção da temperatura nos reatores.
 http://www1.folha.uol.com.br/mundo/891049-japao-registra-primeira-contaminacao-de-alimentos-por-radiacao.shtml

quarta-feira, 16 de março de 2011

'Hibernação' salva recém-nascida ressuscitada após morte em parto

'Hibernação' salva recém-nascida ressuscitada após morte em parto

Ella e a mãe, Rachel (Foto: Harvey Hook/HotSpot Media)

Uma mãe que teve a filha recém-nascida ressuscitada após cerca de 25 minutos morta está fazendo uma campanha para levantar fundos para o hospital que salvou a vida da criança.
A história de Ella Claxton, hoje com nove meses de idade, é uma das mais dramáticas e bem-sucedidas que ocorreram na maternidade de Rosie, em Addenbrooke, que faz parte dos hospitais públicos da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha.
A placenta da mãe rompeu durante o parto, interrompendo o fornecimento de sangue e oxigênio para o cérebro da menina.
"Tudo o que lembro é de ver sangue escorrendo do nariz dela", contou a mãe, Rachel, segundo declarações reproduzidas no site do hospital.
"Os próximos 45 minutos foram os mais longos da minha vida. Médicos, especialistas, parteiras por toda parte. Consegui ver de soslaio alguém fazendo massagem cardíaca na minha filha e bolsas de sangue passando de mão em mão, e ninguém me dizia nada."
Só mais tarde, a mãe, de 32 anos, descobriu que a filha permanecera clinicamente morta por 25 minutos.
Depois de ressuscitada, Ella foi levada para a UTI do Rosie Hospital, onde um cobertor térmico baixou a temperatura do seu corpo para 33,5 ºC – a temperatura normal é de 37,5 ºC – a fim de reduzir o dano cerebral.
Os tratamentos de resfriamentos, que têm se tornado cada vez mais comuns, têm como objetivo reduzir o funcionamento do corpo.
O efeito da hipotermia é semelhante ao da hibernação: funções como respiração, batimentos cardíacos, atividade cerebral e pressão sanguínea podem ser realizadas requerendo menos oxigênio e energia.

Ella passou 11 dias no tratamento intensivo (Foto: Harvey Hook)

Após 72 horas, a temperatura corporal da menina foi sendo gradualmente elevada em 0,5 ºC. Onze dias depois, Ella recebeu alta.
"Hoje, acho que o tratamento de esfriamento salvou minha filha de um dano grave no cérebro ou até da morte. Ela tem quase dez meses agora e está crescendo muito bem", disse Rachel.
"Ela faz fisioterapia regularmente porque ainda não começou a engatinhar direito e os médicos notaram que o lado direito é mais fraco. Mas isto não é nada, ela está conosco e isso é um milagre."
Campanha
Agradecida, a mãe endossou uma campanha para levantar 7 milhões de libras (cerca de R$ 19 milhões) para reformar uma ala da maternidade. Um contador no site da instituição indica que metade disso já foi arrecadada.
A instituição diz que é o hospital neonatal da região leste da Inglaterra com as condições mais avançadas para lidar com casos graves.
Entre 2008 e 2009, foram registrados 5,7 mil nascimentos na maternidade, ou cerca de 1.700 acima da capacidade da instituição. "Até 2020, a estimativa é que esse número chegue a 7,5 mil, portanto a expansão é essencial", afirma a instituição.
Na rede social Facebook, a campanha para levantar fundos diz que "as novas instalações atenderão à demanda crescente, incluindo um serviço maior de maternidade e atendimento à saúde da mulher".
"É o lugar perfeito, e serão o lugar perfeito para trazer ao mundo a nova geração dos bebês Rosie!"
 http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/03/110303_bebe_ressuscita_pu.shtml

Megaestudo desmente teses sobre longevidade

15/03/2011 - 10h29

Megaestudo desmente teses sobre longevidade

IARA BIDERMAN
DE SÃO PAULO

Comer vegetais, fazer esportes, não ter muitas preocupações e estar sempre sorrindo podem fazer bem para a saúde. Mas não são indicativos de que você vá viver mais tempo.
A afirmação é dos autores do mais longo estudo já feito sobre a relação entre personalidade e expectativa de vida, o "Longevity Project", da Universidade da Califórnia.
Durante 20 anos, Howard Friedman e Leslie Martin, professores de psicologia da universidade, estudaram os dados de 1.500 pessoas que participaram de uma pesquisa iniciada em 1921, por um psicólogo da Universidade Stanford.
Eles revisaram todos os dados sobre personalidade, estilo de vida, estado de saúde e causa de morte dessas pessoas. E separaram as características prevalentes entre os mais longevos.
Os resultados estão no livro "The Longevity Project: Surprising Discoveries for Health and Long Live from Landmark Eight-Decade Study" (ed. Penguim), que acaba de ser publicado nos EUA e não tem previsão de lançamento no Brasil.
O livro derruba várias hipóteses sobre comportamentos que aumentariam a expectativa de vida. Não foi achada relação entre hábitos alimentares e vida mais longa, por exemplo.
"O mais surpreendente foi descobrirmos que as pessoas mais felizes e extrovertidas na infância morreram mais cedo. É o oposto do senso comum sobre longevidade", disse à Folha Leslie Martin.
Além da sabedoria popular, estudos científicos também associam a felicidade à boa saúde. "A questão é que esses estudos são de curto prazo. O nosso trabalho é o primeiro que relaciona dados por um período tão longo."
Segundo a psicóloga, a característica predominante na infância dos que viveram mais tempo com saúde foi o senso de responsabilidade.
"Eram crianças mais sérias e mantiveram essa característica de forma consistente durante a vida. Nossa hipótese é de que elas evitavam comportamentos de risco e cuidavam mais de seu bem-estar e o do próximo", explica a psicóloga.
Ela acrescenta que essa personalidade não significa vida "certinha" sem graça. "Os registros mostram que foram pessoas criativas, intelectualmente ativas e que construíram carreiras e redes de relacionamento muito interessantes."

Editoria de Arte / Folhapress
FELIZES SOZINHOS
Outro resultado intrigante do estudo foi o peso do casamento na expectativa de vida. Algumas pesquisas mostram que pessoas casadas são mais saudáveis e, teoricamente, vivem mais.
"Em nossa pesquisa, isso foi verdade para os homens. Para mulheres, o casamento não aumentou nem diminuiu a expectativa de vida", afirma Martin.
O divórcio também não influenciou o tempo de vida das mulheres, independentemente de elas terem ou não encarado outro casamento.
Martin explica que vínculos afetivos influenciam positivamente a saúde, mas o principal é a qualidade dos relacionamentos.
"As pessoas que viveram mais não foram as que tiveram mais amigos. E mulheres que terminaram um casamento que não estava indo bem tiveram uma ótima e longa vida após o divórcio."
 http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/888852-megaestudo-desmente-teses-sobre-longevidade.shtml

Estudo compara cérebro saudável a outro com Alzheimer

14/03/2011 - 13h18

Imagem compara cérebro saudável a outro com Alzheimer

DA REUTERS

A campanha mundial Brain Awareness Week (BAW) divulgou nesta segunda-feira uma imagem que compara o hemisfério de um cérebro saudável ao hemisfério do cérebro de uma pessoa que sofre de Alzheimer.

Denis Balibouse/Reuters
Imagem compara o hemisfério de um cérebro saudável (à esquerda) ao de uma pessoa que sofre de Alzheimer

A foto foi divulgada pela unidade morfológica de psicopatologia da divisão de neuropsiquiatria do Hospital Universitário Idee Belle, em Chêne-Bourg, próximo a Genebra, na Suíça. A unidade estoca mais de 11.000 cérebros humanos desde o começo do século 20, destinados à educação e pesquisas.
A campanha, que acontece entre 14 e 18 de março, tem como objetivo sensibilizar o público sobre os progressos e benefícios das pesquisas sobre o cérebro.
Realizada desde 2008, a BAW reúne universidades, hospitais, grupos de pacientes, órgãos públicos, escolas, organizações de serviços e associações profissionais em todo o mundo durante uma semana.
 http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/888388-imagem-compara-cerebro-saudavel-a-outro-com-alzheimer.shtml

sábado, 12 de março de 2011

Problema em segundo reator de usina nuclear do Japão

12/03/2011 - 19h31

Japão enfrenta problema em segundo reator de usina nuclear


DE SÃO PAULO
DAS AGÊNCIAS INTERNACIONAIS
Terremoto no JapãoAtualizado às 19h50.
A Agência de Segurança de Energia Nuclear do Japão anunciou neste sábado que outro reator da usina de Fukushima --que já sofreu uma explosão-- está apresentando problemas em razão do terremoto que atingiu o país ontem.
De acordo com as informações, o sistema de resfriamento do reator 3 também parou de funcionar, o mesmo problema que causou a primeira explosão na usina. Agora, segundo uma autoridade da agência, a instalação terá que assegurar o suprimento de água para esfriar o reator.
Veja fotos do terremoto e do tsunami
Leitor registra chão rachado no Japão
Acidente nuclear no Japão é pior na escala desde Tchernobil
Conheça os acidentes em usinas nucleares desde 1979
Nesta madrugada, uma explosão destruiu o teto da instalação do reator 1, levantando temores sobre uma possível liberação de radiação na área. Apesar disso, o governo afirmou, mais tarde, que a explosão não afetou o núcleo do reator e que apenas uma pequena quantidade desses materias foi liberada.
Segundo a autoridade, há uma possibilidade de que pelo menos nove pessoas tenham sido expostar à radiação, de acordo com informações dos governos municipais e outras fontes.
A comissão reguladora nuclear dos Estados Unidos (NRC) anunciou, neste sábado, o envio de dois especialistas ao Japão, após a explosão.
"Temos alguns dos melhores especialistas neste campo trabalhando para a NRC e estamos prontos para ajudar em qualquer coisa", disse o presidente da comissão, Gregory Jaczko, em comunicado no qual anunciou o envio dos técnicos.
A NRC --agência que regula as usinas nucleares de uso comercial-- disse que os técnicos são especialistas em reatores nucleares de água fervente.
O governo do Japão afirmou nesta tarde que o nível de radiação emitido pela instação parece ter diminuído após a explosão, que produziu uma nuvem de fumaça branca. Mas o perigo foi grande o suficiente para que as autoridades jogassem água do mar no reator para evitar um desastre e ainda tirassem 140 mil pessoas da área.
A explosão destruiu o prédio que abrigava o reator, mas não o reator em si, o que evitou um desastre maior. "Eles estão trabalhando desesperadamente para encontrar uma solução para esfriar o núcleo do reator", afirmou Mark Hibbs, do Programa de Política Nuclear do Carnegie Endowment for International Peace.
A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) confirmou a informação de que o reator não havia sido danificado, desmentindo especulações de que um acidente mais grave como o da central ucraniana de Tchernobil, pudesse ocorrer.
Para limitar o dano ao núcleo do reator, por causa do terremoto e posterior tsunami ocorrido no litoral japonês, a Tepco propôs que água do mar seja misturada com boro para ser injetada no recipiente primário de contenção, segundo o comunicado divulgado pela AIEA em Viena.
A AIEA acrescentou que esta medida foi aprovada pela Nisa (Agência de Segurança Nuclear e Industrial) e que o processo de injeção começou às 20h20 no horário local (8h20 de Brasília).

Editoria de Arte/Folhapress

ESCALA
O acidente em uma central nuclear na cidade de Fukushima, no Japão, após o forte terremoto que atingiu o país na sexta-feira, foi classificado como de nível 4 na Escala Internacional de Eventos Nucleares, que vai de 0 a 7. A classificação é a terceira mais alta já concedida, ficando atrás apenas do acidente em Three Mile Island, nos Estados Unidos, em 1979 (nível 5) e de Tchernobil, em 1986 (grau 7).
A classificação 4 qualifica acidentes "com consequências de alcance local", segundo documentos da AIEA (Agência internacional de Energia Atômica). Em 1999, o Japão havia registrado um acidente com a mesma classificação.
O termo anomalia é utilizado para o nível 1 e, incidente, para os níveis 2 e 3. O nível 4 é o pior até o momento no Japão, de acordo com a Agência japonesa de Segurança Nuclear e Industrial.
O reator Daiichi 1, ao norte da capital Tóquio, começou a vazar radiação depois que o terremoto de magnitude 8,9 causou um tsunami, prontamente levantando temores de um derretimento nuclear. O sistema de resfriação do reator nuclear falhou após os tremores, causando uma explosão que rompeu o telhado da usina.
As autoridades afirmam que os níveis de radiação em Fukushima estavam elevados antes da explosão. Em determinado momento, a usina estava liberando a cada hora a quantidade de radiação uma pessoa normalmente absorve do ambiente em um ano.
MORTOS
O país lida com a ameaça nuclear enquanto tenta determinar o alcance dos danos do terremoto, o mais poderoso de que se tem registro em território japonês, e do tsunami que devastou a região nordeste. O número oficial de mortos é de 686, mas o governo diz que a estatística pode ultrapassar 1.000.
O Japão mobilizou 50 mil soldados e outros socorristas, neste sábado, para trabalhar na ajuda aos sobreviventes. Foi mobilizado nas operações o conjunto das Forças Armadas japonesas, que desde a véspera já participa das operações com 300 aviões, 20 navios e destróieres e 25 caças de reconhecimento mobilizados para a costa leste do arquipélago, onde mais de 1.800 pessoas morreram ou estão desaparecidas.
Também chegavam ao Japão equipes internacionais, algumas das quais participaram recententemente das buscas por sobreviventes nas ruínas do terremoto de 22 de fevereiro em Christchurch, Nova Zelândia.

Editoria de Arte/Folhapress
 http://www1.folha.uol.com.br/mundo/887916-japao-enfrenta-problema-em-segundo-reator-de-usina-nuclear.shtml

Acidente nuclear no Japão é pior que Tchernobil

12/03/2011 - 16h33

Acidente nuclear no Japão é pior na escala desde Tchernobil

DE SÃO PAULO
DAS AGÊNCIAS INTERNACIONAIS
Terremoto no Japão O acidente em uma central nuclear na cidade de Fukushima, no Japão, após o forte terremoto que atingiu o país na sexta-feira, foi classificado como de nível 4 na Escala Internacional de Eventos Nucleares, que vai de 0 a 7. A classificação é a terceira mais alta já concedida, ficando atrás apenas do acidente em Three Mile Island, nos Estados Unidos, em 1979 (nível 5) e de Tchernobil, em 1986 (grau 7).
A classificação 4 qualifica acidentes "com consequências de alcance local", segundo documentos da AIEA (Agência internacional de Energia Atômica).
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Novo tremor de 6,4 atinge região de usina nuclear
O termo anomalia é utilizado para o nível 1 e, incidente, para os níveis 2 e 3. O nível 4 é o pior até o momento no Japão, de acordo com a Agência japonesa de Segurança Nuclear e Industrial.
O reator Daiichi 1, ao norte da capital Tóquio, começou a vazar radiação depois que o terremoto de magnitude 8,9 causou um tsunami, prontamente levantando temores de um derretimento nuclear. O sistema de resfriação do reator nuclear falhou após os tremores, causando uma explosão que rompeu o telhado da usina.
O governo insistiu que os níveis de radiação eram baixos. Segundo a agência de notícias japonesa Jiji, três trabalhadores sofreram de exposição radioativa perto da usina de Fukushima.
Esta foi a primeira vez que o Japão confrontou uma ameaça significativa de radiação desde o maior pesadelo de sua história, uma catástrofe exponencialmente pior: os ataques com bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, em 1945, que resultaram em mais de 200 mil mortes.
As autoridades afirmam que os níveis de radiação em Fukushima estavam elevados antes da explosão. Em determinado momento, a usina estava liberando a cada hora a quantidade de radiação uma pessoa normalmente absorve do ambiente em um ano.

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BAIXO RISCO
Apesar disso, especialistas afirmaram que as fotos de uma névoa sobre a usina sugerem que apenas pequenas porções de radiação foram liberadas, como parte das medidas para assegurar a estabilidade do reator, muito diferente das nuvens radioativas que saíram de Tchernobil, na Ucrânia, quando houve a explosão.
"A explosão no grupo de geradores número 1 da usina nuclear de Fukishima, no Japão, que ocorreu hoje, não será uma repetição do desastre nuclear de Tchernobil," disse Valeriy Hlyhalo, vice-diretor do centro de segurança nuclear Tchernobil.
Ele disse à agência de notícias Interfax que reatores japoneses são melhor protegidos do que os de Tchernobil, onde pouco mais de 30 bombeiros foram mortos na explosão. Pior acidente nuclear civil da história, Tchernobil também causou a morte de milhares de pessoas, que adoeceram devido à radiação.
"Além disso, esses reatores são desenhados para trabalhar em uma zona altamente sísmica, embora o que aconteceu vá além do impacto que as usinas foram projetadas para resistir," afirmou Hlyhalo.
"Portanto, as consequências não devem ser tão sérias quanto foram após o desastre nuclear de Tchernobil."

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IODO
Autoridades japonesas disseram neste sábado que o núcleo do reator estava intacto, e que água do mar seria jogada no reator que esta vazando para resfriá-lo e reduzir a pressão na unidade, um comunicado que deve acalmar os temores de um acidente nuclear.
Especialistas disseram que é crucial assegurar que o recipiente de aço do reator não tenha sido afetado pela explosão ou pelo terremoto.
"Se o recipiente de pressão, que comporta de verdade o combustível nuclear... se ele estava para explodir, é basicamente o que aconteceu em l, você terá uma liberação enorme de material radioativo," afirmou o professor Paddy Regan, físico nuclear da Universidade Surrey, no Reino Unido.
O governo do Japão avisou aos agentes de inspeção nuclear da ONU (Organização das Nações Unidas) que estão preparando uma distribuição de iodo às pessoas que moram perto das usinas nucleares afetadas pelo terremoto de sexta-feira, segundo a agência da ONU, em Viena.
O iodo pode ser usado para ajudar na proteção contra câncer na tireóide, para o caso exposição radioativa em um acidente nuclear.
Após o desastre de Tchernobil, milhares de casos de câncer de tireóide foram registrados em crianças e adolescentes, expostas no momento do acidente. Mais casos são esperados.
A OMS (Organização Mundial de Saúde) anunciou ainda que o risco para a saúde pública do vazamento de radiação no Japão parece ser "muito baixo", mas que a rede da OMS de peritos médicos estava pronta para ajudar se for solicitado.
"Neste momento parece ser o caso que o risco para a saúde pública é provavelmente muito baixo. Entendemos que a radiação que escapou da planta é muito pequena em quantidade," disse o porta-voz da organização, Gregory Hartl.
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/887878-acidente-nuclear-no-japao-e-pior-na-escala-desde-tchernobil.shtml

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Falar ao celular afeta atividade cerebral... Será?

Celular afeta atividade cerebral; impacto para a saúde não está claro

Estudo determina que uma chamada de apenas 50 minutos é suficiente para mudar a atividade celular na parte do cérebro mais próxima da antena

23 de fevereiro de 2011 | 10h 52
 
Reuters
CHICAGO - Passar 50 minutos com um celular "grudado na orelha" já é o suficiente para mudar a atividade celular na parte do cérebro mais próxima da antena. No entanto, ainda não está claro se essas mudanças podem acarretar algum tipo de problema de saúde, afirmam os cientistas do Instituto Nacional de Saúde, acrescentando que o estudo provavelmente não irá revolver as preocupações recorrentes envolvendo celulares e câncer.

"O que nós mostramos é que o metabolismo de glucose (um sinal de atividade cerebral) aumenta no cérebro das pessoas que são expostas ao celular na área mais próxima à antena", disse Nora Volkow, líder do estudo, que foi publicado no Jornal da Associação Médica Americana.
O estudo foi desenvolvido para examinar como o cérebro reage a campos eletromagnéticos provocados por sinais de telefone.
 Reuters
Falar ao celular afeta atividade cerebral

Volkow afirmou estar surpresa que a fraca radiação eletromagnética dos celulares possam afetar a atividade celular, mas ela disse que as descobertas não esclarecem ainda se os celulares podem provocar câncer. "Esse estudo não indica isso de nenhuma forma. O que nosso estudo faz é mostrar que o cérebro humano é sensível à radiação eletromagnética dos celulares."
Alguns estudos já ligaram o uso de celulares ao risco de câncer, no entanto um grande estudo da Organização Mundial de Saúde foi inconclusivo.
A pesquisa de Volkow avaliou o cérebro de 47 pessoas enquanto falavam ao celular por 50 minutos. A equipe também analisou um grupo controle que usou celulares desligados.
 http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,celular-afeta-atividade-cerebral-impacto-para-a-saude-nao-esta-claro,683436,0.htm

Diania criatura que pode ter precedido aranhas

25/02/2011 - 14h55

Chineses descobrem criatura que pode ter precedido aranhas

DA EFE

Uma equipe de pesquisadores chineses encontrou o fóssil de uma criatura de 520 milhões de anos, apelidada de "cacto andante", que poderia ser o antepassado mais antigo descoberto até agora das atuais aranhas.
A bizarra criatura, com dez pares de patas articuladas e seis centímetros de comprimento, se chama Diania cactiformis e é o primeiro elo perdido conhecido entre os vermes e os artrópodos.
A Diania habitava o fundo marinho do que hoje é a província de Yunnan, na cordilheira do Himalaia e ao sudoeste do país asiático.

Jianni Liu/AFP
  Imagem computadorizada mostra como seria o "cacto andante"; idade da criatura era de 520 milhões de anos


"A importância da Diania para a biologia é que os artrópodos são um dos grupos de animais invertebrados de maior sucesso e é muito bonito haver descoberto o que pode ser o animal mais primitivo deste grupo com patas articuladas", assinalou à agência de notícias Efe Jianni Liu, líder da equipe de pesquisa conjunta entre a Universidade de Freie, na Alemanha, e a do Noroeste da China, em Xian.
Liu acrescentou sobre a descoberta: "É importante porque apresenta evidências que os artrópodos evoluíram a partir dos lobopódios". Isto é, os antepassados dos vermes, cujos registros fósseis se remontam ao período Cambriano.
Os corpos brandos dos extintos lobopodios eram formados por segmentos e suas patas costumavam acabar em uma unha em seus extremos.
O fóssil da Diania cactiformis foi descoberto em 2006 durante uma prospecção no distrito de Chengjian, em Yunnan, e poderia ser o membro mais evoluído dos lobopodios ou mesmo o primeiro artrópodo, que atualmente represente mais de 80% dos espécies vivas.
A doutora Liu acaba de publicar na revista "Nature" a tese na qual ela e sua equipe estiveram trabalhando. O artigo trata da habilidade que Diania tinha de se deslocar e saltar com agilidade.
A equipe acredita que alguns dos apêndices da Diania evoluíram até se transformar em articulações que deram mais capacidade de sobrevivência aos artrópodos.
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/881094-chineses-descobrem-criatura-que-pode-ter-precedido-aranhas.shtml

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Braço controlado pelo pensamento nos EUA

18/02/2011 - 01h45

Cientistas apresentam braço controlado pelo pensamento nos EUA

DA EFE

A tecnologia pode ser o melhor aliado do homem, como demonstrou na noite de quinta-feira (17) um grupo de cientistas que apresentaram o primeiro braço biônico que pode ser movido com impulsos cerebrais.
"A mente, o corpo e a máquina" foi o tema com o qual foi inaugurada a reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), que este ano é realizada em Washington.
Coube ao doutor Todd Kuiken, diretor do centro de medicina biônica e diretor do departamento de amputados do Instituto de Reabilitação de Chicago (RIC), apresentar no fórum a tecnologia batizada de TMR (em inglês, "targeted muscle reinnervation", algo como reenervação muscular seletiva).
Kuiken e sua equipe desenvolveram este inovador procedimento cirúrgico que redireciona os sinais do cérebro aos nervos dos músculos que ficam sãos após uma amputação, permitindo que os pacientes controlem suas próteses apenas pensando nas ações que desejam realizar.
Utilizando esta tecnologia, Kuiken e sua equipe criaram o primeiro braço biônico do mundo controlado pelos nervos, que obedecem aos impulsos cerebrais do paciente e que até o momento foi implantado em 50 pessoas em todo o mundo, muitos deles militares feridos em combate.
A ideia é no futuro criar uma perna biônica com a mesma tecnologia, explicou Kuiken, que esteve acompanhado de Martin Baechler, cirurgião do Walter Reed Army Medical Center, e de Glen Lehman, um sargento aposentado que perdeu um braço no Iraque e que se beneficiou da nova criação.
Kuiken e sua equipe seguem desenvolvendo o procedimento TMR para continuar melhorando a mobilidade dos pacientes tornando mais eficiente a decodificação do sinal bioelétrico e promovendo ajustes nos sistemas de controle das próteses.

Editoria de Arte/Folhapress

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Repelentes naturais de insetos domésticos

17/02/2011 - 08h30

Veja dicas de soluções naturais para espantar insetos

Esses insetos que se multiplicam nas nossas casas, especialmente no verão, são inofensivos. Mas os venenos para combatê-los, não.
Antes de passar para a artilharia pesada, tente espantar os hóspedes indesejados com soluções naturais, que não ameaçam a saúde das crianças ou dos animais domésticos.
O entomologista Carlos Alberto Brandão lembra que alguns insetos até ajudam a manter outros longe. As formiguinhas, comuns em apartamentos, ajudam controlar as baratas, porque comem seus ovos.

Pernilongos
 Letícia Moreira/Folhapress
Manjericão dá um bom repelente e casca de laranja pode ser colocada em aparelhos elétricos, no lugar de inseticida

O cheiro da casca da laranja, do cravo, do limão, do manjericão e da citronela espanta os pernilongos. Para fazer um repelente, misture 100 gramas de folhas de manjericão, 100 gramas de citronela e um litro de álcool no liquidificador. Bata tudo, coe e coloque em um recipiente vedado. Uma vez por dia, pulverize o ambiente.
No lugar daqueles refis em pastilha dos aparelhos elétricos contra insetos, experimente usar um pedaço de casca da laranja ou de limão-siciliano.
Para fazer um repelente corporal, mergulhe um pacote de cravos no álcool por 30 dias. Depois, coe a mistura e junte 50 ml de óleo de amêndoas. Pode passar na pele, que é bom. Outra opção é misturar 200 ml de óleo mineral com 30 ml de óleo de andiroba e 30 ml de óleo de citronela -à venda em lojas de produtos naturais

Traças
 Letícia Moreira/Folhapress
Sachês feitos em casa para proteger livros e roupas

Para exterminar traças e seus ovos de livros e pequenos objetos coloque-os dentro do freezer, em sacos plásticos vedados, por dois dias.
Sachês com folhas secas de lavanda, pimenta caiena, casca de cedro ou sálvia também espantam traças.
Passar óleo de lavanda nas superfícies onde ficam os livros também ajuda a manter as bichas longe dos armários

Carunchos
 
Letícia Moreira/Folhapress
Louro é uma boa arma contra carunchinhos

Os carunchos conseguem entrar em caixas de cereais e pacotes. Uma forma de evitar que isso aconteça é armazenar os alimentos que são alvo desse bichinho ( arroz, trigo e feijão) com algumas folhas secas de louro.
Uma medida preventiva é colocar os pacotes recém-comprados dentro do congelador por dois dias. Isso vai matar ovos que possam já estar dentro da embalagem

 Formigas
 Letícia Moreira/Folhapress
Dupla cheirosa para a gente, terrível para elas

Cheiro de cravo, limão-siciliano e louro tem bons resultados para espantar formigas.
Outro aroma do qual elas não gostam é o do vinagre branco. Misture o vinagre em partes iguais com água e pulverize no caminho das formigas. Para evitar ataques à comida dos animais de estimação, ponha a tigela em uma bandeja com água.
Para que elas não subam até as folhas da sua árvore, envolva o tronco com fita adesiva dupla face até a altura de 7 cm .

Baratas
 Letícia Moreira/Folhapress
Ingredientes para pegar as nojentas

Armadilha atóxica: besunte vaselina sólida nas paredes internas de um vidro. Dentro, coloque dois dedos de cerveja, pedaços de frutas e gotas de extrato de amêndoa. As baratas vão ficar presas no vidro. Depois, jogue água fervendo e despeje na privada.
Outras opções: misture açúcar e bicarbonato de sódio (que mata os bichos) e espalhe em vasilhas pela casa; ou pingue óleo essencial de alecrim e eucalipto em algodão e distribua nos cômodos

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/876683-veja-dicas-de-solucoes-naturais-para-espantar-insetos.shtml 

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Fumar maconha e esquizofrenia

11/02/2011 - 08h30

Fumar maconha pode adiantar o aparecimento da esquizofrenia

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GUILHERME GENESTRETI
DE SÃO PAULO
Fumar maconha pode adiantar em quase três anos o aparecimento de esquizofrenia e de outros quadros psicóticos.
A conclusão é de uma revisão de 83 estudos científicos já publicados sobre a relação entre o consumo dessa erva e o transtorno.
Os resultados, divulgados no periódico médico "Archives of General Psychiatry", dão mais munição a pesquisadores que se opõem à liberação da substância ilícita.
No total, os pesquisadores das universidades de New South Wales, Austrália, e Emory, EUA, avaliaram dados de mais de 22 mil portadores de distúrbios psicóticos _sendo 8.167 deles usuários de maconha.
A doença aparecia em média 2,7 anos (cerca de 32 meses) antes entre quem consumia a erva do que nos membros do grupo-controle.
"Acredito que essa relação seja de causa e consequência, e a maconha tem um papel importante [no aparecimento precoce do transtorno] em certas pessoas", disse à Folha o psiquiatra australiano Matthew Large, um dos autores do estudo.
Uma hipótese é que pessoas com predisposição genética para esquizofrenia são mais suscetíveis à influência da maconha.
Nelas, os quadros psicóticos poderiam ser desencadeados pela alteração na concentração de neurotransmissores como dopamina e serotonina, causada pela droga, o que desregularia o funcionamento cerebral.
"Pessoas com histórico familiar de esquizofrenia devem ser instruídas a jamais usar essa droga. Não dá pra arriscar", diz Hélio Elkis, coordenador do Projeto Esquizofrenia do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Segundo o psiquiatra, quanto mais cedo aparece a doença, pior o prognóstico. "Se surge na adolescência, o cérebro não teve tempo de se desenvolver completamente." Isso piora o deficit cognitivo, próprio do transtorno.

Editoria de Arte / Folhapress   
ANSIOLÍTICO
Mas para Marcelo Niel, psiquiatra do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Unifesp, deve-se ter cuidado ao fazer a relação direta entre esquizofrenia e uso da cânabis.
"Em alguns pacientes com vulnerabilidade, isso pode acontecer, mas há fatores que devem ser considerados", ressalva.
Niel afirma que, como a esquizofrenia geralmente começa quando os indivíduos são adolescentes ou adultos jovens, pode ser que o consumo da substância esteja mais relacionado a um hábito do grupo social naquela idade do que a uma causalidade.
"E muitos pacientes esquizofrênicos começam a fumar maconha para aliviar os sintomas do estágio inicial da doença, como ansiedade e depressão", diz.
Matthew Large, o autor do estudo, sugere: "Jovens deveriam evitar o uso de maconha ou, mais precisamente, deveriam se conscientizar sobre os seus riscos.
Como informá-los disso já é outra história", completa.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/873922-fumar-maconha-pode-adiantar-o-aparecimento-da-esquizofrenia.shtml

domingo, 30 de janeiro de 2011

Oceano quente influencia degelo

Oceano quente influencia degelo

Aquecimento no Ártico é relacionado a aumento da temperatura das águas

28 de janeiro de 2011 | 0h 00

Afra Balazina - O Estado de S.Paulo
O Ártico perdeu uma área equivalente a pelo menos seis Estados de São Paulo de gelo marinho entre 1979 e 2009. Para um grupo de cientistas, o aquecimento na região e o derretimento do gelo devem estar relacionados ao aumento da temperatura na água que flui do Atlântico Norte para o Oceano Ártico - a mais alta em pelo menos 2 mil anos.
Nicolas Van Nieuwenhove/IFM-Geomar
No mar. Navio de pesquisa alemão passa por gelo marinho na região do Estreito de Fram

O estudo foi publicado na revista Science e liderado por Robert Spielhagen, do Instituto de Ciências Marinhas Leibniz, na Alemanha. Ele admitiu ao Estado temer que seus filhos, de 14 e 17 anos, presenciarão verões sem nenhum gelo marinho no Ártico. "Isso vai depender dos esforços que a humanidade fará para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Se não pararmos esse processo logo, os verões na região podem não ter gelo marinho em algo entre 30 e 50 anos, de acordo com previsões de modelos climáticos", disse.
Como os dados meteorológicos da região analisada, o Estreito de Fram, são dos últimos 150 anos, seu grupo perfurou e retirou sedimentos do oceano que datam de até 2 mil anos. Foram utilizados como termômetros protozoários microscópicos chamados de foraminíferos. "Eles são indicadores sensíveis da temperatura da água do oceano em que viveram. Além disso, são numerosos, o que nos permite fazer uma análise estatística segura", explicou Morten Hald, um dos coautores do trabalho, ligado à Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade de Tromsoe, na Noruega.
A temperatura da água que corre entre a Groenlândia e Svalbard (arquipélago que pertence à Noruega) aumentou cerca de 0,7°C no século passado. "Tal aquecimento das águas do Atlântico no Estreito de Fram é significativamente diferente de todas as variações climáticas nos últimos 2 mil anos", afirmou Spielhagen.
Impactos. Parte do gelo marinho derrete durante o verão setentrional e a água congela depois. Mas, com o aquecimento global, a porção que derrete é cada vez maior, e a que volta a congelar, cada vez menor. De acordo com os pesquisadores, os impactos do que ocorre no Ártico podem ter implicações globais, como o aumento do nível do mar com o degelo de glaciares - o que provocaria inundações em regiões costeiras.
O País também pode ser atingido. "O Brasil parece muito distante do Ártico. Mas muitos fenômenos climáticos podem ter consequências de longo alcance", disse o autor principal. "Pode afetar o Brasil com alterações nas posições de zonas climáticas secas e úmidas. E o aumento do nível do mar é um fenômeno mundial e atingirá todas as áreas baixas, incluindo o delta do Amazonas", complementa.
O derretimento do gelo marinho é um grave problema para os ursos polares - que se deslocam entre a terra e icebergs para caçar focas e precisam nadar cada vez mais longe para encontrar superfícies onde podem parar.
Segundo a BBC, zoólogos americanos acompanharam recentemente um animal da espécie ameaçada de extinção no entorno do Mar de Beaufort, no norte do Alasca, e observaram que ele teve de nadar continuamente por nove dias, percorrendo 687 quilômetros, em busca de gelo.
Navegação. Por outro lado, o encolhimento do gelo marinho pode interessar ao comércio mundial. Ele tem provocado a abertura de passagens antes intransponíveis. Uma das que foram abertas no verão de 2010, por exemplo, foi a Passagem Noroeste, almejada rota marítima entre Europa e Ásia.
Função

O gelo marinho ajuda a esfriar o planeta ao refletir a luz do Sol de volta para o espaço. E, ao formar uma manta isolante sobre o oceano, permite que as temperaturas atmosféricas sejam muito frias.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110128/not_imp672143,0.php 

Causa câncer - Fusão de proteínas

Estudo revela como a fusão de duas proteínas provoca câncer

Processo faz com que células malignas cresçam, espalhem-se e resistam a tratamentos

27 de janeiro de 2011 | 22h 03
 
SÃO PAULO - O que acontece quando duas proteínas se juntam? Elas se tornam um "casal" de energia, onde o todo é maior que a soma das partes. A API2 e a MALT1 são proteínas que se fundem em um subgrupo de linfomas. A primeira se conecta com uma enzima chamada NIK. Quando isso acontece, a segunda aparece para matar, dividindo a NIK em duas, em um processo chamado de clivagem. 

University of Michigan Health System/Divulgação
O resultado? A NIK fica mais forte do que nunca. O processo remove uma região de regulação da enzima que força a NIK a se autodestruir. Por conseguinte, ela atua como uma "traidora", fazendo com que células cancerosas cresçam, espalhem-se e resistam aos tratamentos tradicionais.
Esse fenômeno é objeto de estudo de pesquisadores do Centro Abrangente de Câncer da Universidade de Michigan, nos EUA, que será publicado na edição desta sexta-feira, 28, da revista Science.
Conduzido pelo casal de cientistas Lucas e Linda McAllister e pelo PhD Peter Lucas, o trabalho envolveu um esforço internacional que incluiu contribuições de laboratórios da Grã-Bretanha e da Bélgica.
A fusão das proteínas API2 e MALT1 aparece em 30% a 40% dos casos de um tipo de linfoma de células B, chamado de linfoma do tecido linfoide associado à mucosa (Malt). Esse processo nunca foi visto em nenhuma outra célula.
"A NIK é um centro crítico que tem sido relacionado a outros tumores de células B. A clivagem dela por essa fusão de oncoproteínas sugere uma nova maneira de ativá-la, e sustenta que ela representa um alvo potencial para o desenvolvimento de novas terapias", diz Lucas McAllister, professor adjunto de hematologia pediátrica e oncologia na Faculdade de Medicina de Michigan.
A fusão das proteínas também é um alvo potencial de tratamento. Nem a API2 nem a MALT1 sozinha pode causar um efeito cascata sobre a NIK. Isso só acontece quando as duas se unem, com a API2 proporcionando o acesso à MALT1 para causar a separação. Sem a fusão, a clivagem dessa enzima não aconteceria.
Linfomas Malt que carregam a proteína de fusão API2-MALT1 tendem a ser mais agressivos e resistentes a tratamentos. O resultado são tumores maiores e espalhados por todo o corpo.
Os pesquisadores descobriram que, uma vez que a NIK se torna estável, ela desencadeia uma série de reações que tornam as células mais propensas a metástases e mais resistentes aos tratamentos atuais.
Esses efeitos foram revertidos quando os cientistas "desligaram" a enzima, indicando que bloqueá-la ou impedi-la de se tornar estável poderia travar o crescimento e a propagação de tumores Malt.
Embora os inibidores de NIK estejam sendo investigados, essas terapias ainda não estão disponíveis.
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,estudo-revela-como-fusao-de-proteinas-provoca-cancer,672028,0.htm