sexta-feira, 8 de junho de 2012

Sabonete que promete clareamento de genitais femininos gera polêmica na Índia

DA BBC BRASIL

Há séculos as mulheres indianas são criadas para acreditar que pele clara é sinônimo de beleza, o que impulsionou a criação de uma milionária indústria de clareamento cutâneo - que agora as está encorajando a usar seus produtos muito além das mãos e do rosto.
Trata-se de um sabonete líquido cuja propaganda na televisão vem causando polêmica no país ao sugerir que as mulheres podem se tornar mais atraentes se clarearem seus genitais.
Veja o vídeo da propaganda



O anúncio começa com um casal sentado no sofá. O marido lê um jornal ignorando sua mulher, e no rosto dela vê-se claramente a sensação de rejeição.
Momentos depois, a mulher aparece tomando banho utilizando um sabonete líquido que cria uma espuma branca - mas não se trata de um cosmético qualquer.
Logo na cena seguinte a imagem da esposa rejeitada é substituída por um desenho do órgão genital feminino e uma representação gráfica de como o gel pode clarear a pele nesta área do corpo da mulher.
Pouco após a aplicação do creme, pétalas de rosa invadem a tela e assim como em qualquer cena romântica de filmes de Bollywood, o casal aparece muito sorridente, em meio a trocas de afagos e abraços.
O fato de a indústria cosmética do país ter lançado o produto lançou a questão à sociedade indiana: a febre pelo clareamento de pele chegou longe demais?
POLÊMICA
A propaganda do sabonete na televisão despertou críticas, choque e rejeição na mídia indiana.
Especialistas questionam os impactos psicológicos sobre as meninas e colocam em xeque até onde vai o tradicional desejo das mulheres do sudeste asiático de terem a pela mais clara.
O governo indiano reagiu com um pedido formal à agência de regulação publicitária para que retirasse o anúncio do ar.
Mesmo assim o setor continua em expansão e além do polêmico gel íntimo começa agora a focar também em produtos para os homens, como desodorantes que além de proteger do suor clareiam a pele.
O setor movimentou em 2010 cerca de US$ 432 milhões e cresce mais de 18% ao ano, segundo dados da auditoria ACNielsen.
Muitos dos anúncios em revistas e outdoors têm a clara intenção de forçar o público a clarear cada vez mais partes do corpo e com maior intensidade.
"Você pensa duas vezes antes de usar certos tipos de roupa porque elas não combinam com os diferentes tons em sua pele?", questiona uma propaganda.
"Você percebe como a cor das suas mãos é diferente da cor do seu rosto?", pergunta outro anúncio.
BOLLYWOOD
Embora a obsessão pela negação do tom de pele natural dos indianos possa parecer estranha para o resto do mundo, outra indústria milionária do país alvo de fascínio popular só reforça tal ideia.
Basta prestar atenção aos cartazes dos filmes de Bollywood para perceber que as estrelas mais admiradas têm um tom de pele cada vez mais claro, contando até mesmo com a ajuda de programas de computador - e muitas das atrizes defendem o uso dos produtos para clareamento de pele.
Estas são as estrelas que, ao serem veneradas por muitos indianos, alimentam o crescimento desses preconceitos e da indústria de clareamento de pele.
Entre os atores que já promoveram produtos deste tipo estão nomes conhecidos em Bollywood como John Abraham, Shah Rukh Khan, Katrina Kaif, Deepika Padukone, Preity Zinta e Sonam Kapoor.

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1101515-sabonete-que-promete-clareamento-de-genitais-femininos-gera-polemica-na-india.shtml

Técnica 'lê' DNA de feto na barriga da mãe

 

FERNANDO MORAES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Pesquisadores nos Estados Unidos conseguiram determinar pela primeira vez praticamente todo o genoma de um feto humano a partir de amostras do sangue da mãe grávida e da saliva paterna.
Os resultados, publicados nesta semana no periódico "Science Translational Medicine", foram obtidos por cientistas da Universidade de Washington, em Seattle.
A equipe, liderada por Jay Shendure e Jacob Kitzman, usou uma série de técnicas estatísticas comparativas para "remontar" toda a sequência de letras químicas de DNA que compõe o genoma fetal.
Isso foi possível porque, primeiro, pedaços do DNA do bebê, muito fragmentados e em pequena quantidade, circulam no sangue da mãe durante a gestação.
Só essa informação não seria suficiente para chegar ao genoma completo. Por isso, os cientistas também usaram o genoma do pai e o da mãe para balizar a análise.
Por exemplo, se ambos os genitores tinham a mesma versão de um gene, aumentava a chance de que o feto também herdara esse gene.
Já é possível obter a sequência genética de um feto coletando diretamente células da placenta ou amostras do líquido amniótico, a "bolsa d'água" que protege o bebê na barriga da mãe. Mas esses métodos podem desencadear um aborto espontâneo.
Sem esse risco, a nova técnica pode permitir o diagnóstico das chamadas doenças mendelianas, como fibrose cística, distrofia muscular de Duchenne e certos problemas mentais, causados pela mutação de um único gene.
A capacidade de 'ler' o genoma de um feto levanta, entretanto, questões éticas.
Pais podem não desejar seus futuros filhos por razões que pouco têm a ver com questões médicas -isso quando o teste estiver disponível comercialmente, o que ainda deve demorar.
Apesar das possibilidades e riscos, os pesquisadores advertem sobre as limitações das novas técnicas.
"Nossa capacidade para gerar dados está superando nossa capacidade de interpretá-los de maneira que sejam úteis para os pacientes. A interpretação do genoma, mesmo para doenças mendelianas, ainda é um desafio", escrevem os pesquisadores.
 http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1101906-tecnica-le-dna-de-feto-na-barriga-da-mae.shtml

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Roteiro básico para confecção da atividade de pesquisa


Roteiro básico para confecção da atividade de pesquisa

Professor: Marcos Torres

1-INTRODUÇÃO              
(O QUE É O TEMA?)
Na introdução o aluno deverá explicar o assunto que deseja desenvolver.
·         Desenvolver genericamente o tema
·         Anunciar a idéia básica
·         Delimitar o foco da pesquisa
·         Situar o tema dentro do contexto geral da sua área de trabalho
·         Descrever as motivações que levaram à escolha do tema
·         Definir o objeto de análise: O QUÊ SERÁ ESTUDADO?


2- OBJETIVOS                  (VAI BUSCAR O QUÊ?)

            Aqui o aluno deverá descrever o objetivo concreto da pesquisa que irá desenvolver: o que se vai procurar.
         A apresentação dos objetivos varia em função da natureza do projeto. Nos objetivos da pesquisa cabe identificar claramente o problema e apresentar sua delimitação. Apresentam-se os objetivos de forma geral e específica.
            O objetivo geral define o que o pesquisador pretende atingir com sua investigação.
            Os objetivos específicos definem etapas do trabalho a serem realizadas para que se alcance o objetivo geral. Podem ser: exploratórios, descritivos e explicativos. Utilizar verbos para iniciar os objetivos:
·         Exploratórios (conhecer, identificar, levantar, descobrir)
·         Descritivos (caracterizar, descrever, traçar, determinar)
·         Explicativos (analisar, avaliar, verificar, explicar)

3- JUSTIFICATIVA                (POR QUE FAZER?)

       Consiste na apresentação, de forma clara, objetiva e rica em detalhes, das razões de ordem teórica ou prática que justificam a realização da pesquisa ou o tema proposto para avaliação inicial. No caso de pesquisa de natureza científica ou acadêmica, a justificativa deve indicar:
·         A relevância social do problema a ser investigado.
·         As contribuições que a pesquisa pode trazer, no sentido de proporcionar respostas aos problemas propostos ou ampliaras formulações teóricas a esse respeito.
·         O estágio de desenvolvimento dos conhecimentos referentes ao tema.
·         A possibilidade de sugerir modificações no âmbito da realidade proposta pelo tema.
- REVISÃO TEÓRICA
                   (O QUE JÁ FOI ESCRITO SOBRE O TEMA?)

            Pesquisa alguma parte hoje da estaca zero. Mesmo que exploratória, isto é, de avaliação de uma situação concreta desconhecida em um dado local, alguém ou um grupo, em algum lugar, já deve ter feito pesquisas iguais ou semelhantes, ou mesmo complementares de certos aspectos da pesquisa pretendida. Uma procura de tais fontes, documentais ou bibliográficas, torna-se imprescindível para que não haja duplicação de esforços.
            A citação das principais conclusões a que outros autores chegaram permite salientar a contribuição da pesquisa realizada, demonstrar contradições ou reafirmar comportamentos e atitudes.
  • A literatura indicada deverá ser condizente com o problema em estudo.
  • Citar literatura relevante e atual sobre o assunto a ser estudado.
  • Apontar alguns dos autores que serão consultados.
  • Demonstrar entendimento da literatura existente sobre o tema.
  • As citações literais deverão aparecer sempre entre aspas ou caracteres em itálico, indicando a obra consultada. CUIDADO COM O PLÁGIO!
  • As citações devem especificar a fonte (AUTOR, ANO, PÁGINA)
  • As citações e paráfrases deverão ser feitas de acordo com as regras da ABNT 6023, de2002.
  • Citações literais, utilizar fonte nº 11.

5- METODOLOGIA               (COMO FAZER?)

·         Descrever sucintamente o tipo de pesquisa a ser abordada (bibliográfica, documental, de campo, etc.)
·         Delimitação e descrição (se necessário) dos instrumentos e fontes escolhidos para a coleta de dados: entrevistas, formulários, questionários, legislação doutrina, jurisprudência, etc.
·         Indicar o procedimento para a coleta de dados, que deverá acompanhar o tipo de pesquisa selecionado, isto é:
a)    para pesquisa bibliográfica: indicar proposta de seleção das leituras (seletiva, crítica ou reflexiva, analítica);
b)    para pesquisa experimental; indicar o procedimento de testagem;
c)    para a pesquisa descritiva: indicar o procedimento da observação: entrevista, questionário, análise documental, entre outros.
·         Listar bibliotecas visitadas até o momento do projeto e outras a serem visitadas durante a elaboração do trabalho final.
·         Indicar outros recursos: jornais, periódicos, Internet.

6 - CONSIDERAÇÕES FINAIS (OU CONCLUSÕES)
Inicie aqui a síntese final com os principais resultados do seu estudo e possíveis limitações que devem ser consideradas na leitura dos resultados. Pode incluir, também, indicações de estudos futuros (qual seria a continuação desta pesquisa) que o autor pretende seguir.


7- REFERÊNCIAS
(QUAL O MATERIAL BIBLIOGRÁFICO UTILIZADO?)
·         A bibliografia utilizada no desenvolvimento do projeto de pesquisa ( pode incluir aqueles que ainda serão consultados para sua pesquisa).
·         A bibliografia básica (todo material coletado sobre o tema: livros, artigos, monografias, material da internet, etc.)
·         As referências bibliográficas deverão ser feitas de acordo com as regras da ABNT NBR 6023/2002. Atenção para a ordem alfabética.
·         Na bibliografia final listar em ordem alfabética todas as fontes consultadas, independente de serem de tipos diferentes.  Apenas a  título de exemplo, a seguir, veja como citar alguns dos tipos de fontes mais comuns :

Livros:

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 2. ed. SP: Atlas, 1991.
LAKATOS, Eva e Marconi, Marina. Metodologia do Trabalho Científico. SP : Atlas, 1992.

RUIZ, João Álvaro. Metodologia Científica: guia para eficiência nos estudos. 4. ed. SP: Atlas, 1996.

Artigos de revistas:
AS 500 maiores empresas do Brasil. Conjuntura Econômica. Rio de Janeiro. v.38, n. 9, set.1984. Edição Especial.

TOURINHO NETO, F. C. Dano ambiental. Consulex. Brasília, DF, ano 1, n. 1, p. 18-23, fev. 1997.

Material da Internet
SÃO PAULO. (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. Tratados e organizações ambientais em matéria de meio ambiente. In: Entendendo o meio ambiente. São Paulo,1999. v. 1. Disponível em: <http://www.bdt.org.br/sma/entendendo/atual.htm> . Acesso em : 8 mar.1999.

SILVA, M.M.L. Crimes da era digital. NET, Rio de Janeiro, nov.1998.Seção Ponto de Vista. Disponível em <http://www.brasilnet.com.br/contexts/brasilrevistas.htm> Acesso em: 28 nov.1998.

Dicas de Estudo:


Como fazer um bom trabalho individual?



Antes de se municiar com enciclopédias e livros, é interessante saber quais aspectos do tema serão tratados. Um jeito de definir isso é fazer uma lista de todos os pontos possíveis de serem abordados. A partir daí, é só selecionar os tópicos realmente importantes para desenvolver.

Com o tema delimitado, é hora de recolher informações em livros e artigos acessíveis e fáceis de consultar, como manuais didáticos, enciclopédias gerais ou especializadas, revistas, jornais e também na internet. Dependendo do assunto, é possível reunir uma boa variedade de material de pesquisa, abordando os diferentes aspectos do trabalho. Como ler tudo isso? Escolha as fontes que parecem mais interessantes e ricas em informações e comece a destrinchá-las.
Obs.: Para trabalhar com material encontrado na internet, imprima os textos que parecerem realmente úteis. Dessa forma, você não precisa ficar muito tempo conectado ao seu provedor.
Reserve um caderno para escrever todas as suas observações e resumos. Não se esqueça: folhas soltas são mais fáceis para anotar, mas também mais fáceis de perder.
Se preferir sublinhar as partes mais importantes no próprio texto, não se esqueça de tirar cópias do material – nada de riscar ou escrever em livros e enciclopédias. Para entender bem o conteúdo de um texto, é interessante fazer mais de uma leitura. Assim, vá em frente: leia cada um dos textos uma vez, prestando bastante atenção àquilo que eles dizem. Depois, faça a segunda leitura e, então, vá anotando ou sublinhando todas as informações que considerar relevantes para seu trabalho.
Redação final: A idéia é não simplesmente copiar o material, mas escrever com suas palavras o que entendeu dos textos analisados. Saiba que redigir um texto sobre um assunto que era quase desconhecido pode ser muito fascinante. Só assim você vai perceber quanta coisa aprendeu em tão pouco tempo!
A partir do roteiro, tente alinhar todas as anotações feitas anteriormente, reescrevendo-as com suas palavras e encaixando-as nos itens que você se propõe a desenvolver. Lembre-se: em um trabalho bem-feito, os textos são bem encadeados e os conteúdos, relacionados. Não perca tempo escrevendo coisas que estão além do que foi proposto. Depois de tudo escrito, faça um balanço do material, verificando se a redação final está compreensível e bem encadeada, se você já escreveu tudo o que sabe e acha importante sobre o tema ou se ainda falta alguma coisa.  Arremates finais: Quando você estiver satisfeito com o resultado do texto, vale caprichar também na apresentação. Dê um título bem expressivo para seu trabalho e organize a bibliografia. A bibliografia deve incluir os dados sobre todo o material que você utilizou para desenvolver a pesquisa, incluindo endereços dos sites consultados na internet.


Aprenda a fazer trabalho em grupo

Um trabalho em grupo não pode ser retalhado! Onde cada pedaço é feito por um aluno, juntam-se todas as partes, mistura-se de qualquer jeito e pronto: o resultado é um terror. Cuidado! Essa é a forma errada de construir um trabalho em grupo. Na verdade, tudo não passa de um quebra-cabeça que deve ser montado coletivamente, com a participação de todos os integrantes. Para isso é preciso organização, bom senso e arregaçar as mangas para pesquisar. Veja abaixo algumas dicas e observe que trabalhar em grupo pode ser uma ótima experiência. É uma boa oportunidade para compartilhar idéias, respeitar opiniões e desenvolver seus potenciais.
Equipe: Você pode aprender muitas coisas legais com o grupo: compartilhar idéias com os colegas, conhecer diferentes opiniões, trabalhar e buscar soluções em conjunto. Você ainda aprende a negociar e a ser diplomático. Tudo isso, no fundo, é uma forma de se preparar para a vida profissional.
Formação: O primeiro passo é a formação dos grupos. O critério de escolha geralmente é do professor. Os grupos podem se formar por afinidade, por interesse de assunto ou ainda por sorteio. O importante é que você se dê bem com o resto da equipe para que o andamento do trabalho seja bastante produtivo.
Normalmente o professor escolhe um tema geral, que é dividido em subtemas. Cada subtema deve ser desenvolvido por um grupo. Por exemplo, se o tema geral for a devastação do meio ambiente no Brasil, poderá ser dividido em vários subtemas, como o desmatamento na Amazônia, a destruição da Mata Atlântica e assim por diante.
Planejamento: Cada grupo deve, inicialmente, discutir em conjunto o subtema proposto. O ideal é que cada aluno exponha o que entendeu sobre o tema e o que sabe sobre o assunto. Depois, liste no papel todos os pontos possíveis de ser abordados. Em seguida, escolha aqueles que realmente devem ser desenvolvidos. Exemplo: se o subtema escolhido for a destruição da Mata Atlântica, os pontos levantados poderão ser: a vegetação original e sua localização; a fauna e o ecossistema; a devastação e suas conseqüências para o meio ambiente; e soluções para o problema, como o reflorestamento. Cada assunto pode virar um capítulo do trabalho final.
Dividir tarefas: Cada aluno pode escolher o tema de que mais gosta. Dentro de cada assunto, os estudantes ainda podem se dividir na pesquisa. Por exemplo, se três alunos decidirem pesquisar a vegetação original da Mata Atlântica, um deles poderá procurar informações em livros; outro, em jornais e revistas; e o terceiro, na internet. Solicite ao professor as fontes de pesquisa e a bibliografia.
Cronograma: Para colocar ordem no trabalho, o grupo deve eleger um coordenador – que pode variar em cada fase do trabalho. Ele será responsável por organizar o trabalho e acompanhar seu andamento. Outro ponto importante: o cronograma. Defina datas para reuniões e para a entrega das redações individuais e do texto final. Lembre-se de que trabalho entregue fora do prazo pode acarretar perda de pontos na nota.
Reuniões: Podem ser realizadas na própria escola, na biblioteca, na sala de aula, na casa dos alunos ou ainda na internet. Não se esqueça de levar o material pesquisado e solicitado para o encontro. Em cada reunião, você e seus colegas devem escrever em uma agenda tudo o que foi discutido. Dessa forma, todo mundo fica concentrado. No final, todos devem falar o que compreenderam da reunião. Isso é importante para ter certeza de que todos entenderam a mesma coisa.


Aproveite mais o seu tempo

Primeiramente perguntamos... Como o tempo passou rápido?
O tempo pode ser perdido, mas nunca recuperado. Não pode ser acumulado, deve ser gasto! Somos responsáveis pelo tempo...
Separe tempo para trabalhar - é o preço do sucesso.
Separe tempo para pensar - é a fonte do poder.
Separe tempo para divertir-se - é o segredo da juventude eterna.
Separe tempo para ler - é a fonte da sabedoria.
Separe tempo para fazer amizade - é o caminho da felicidade.
Separe tempo para sonhar - é engatar seu vagão numa estrela.
Separe tempo para amar e ser amado - é o privilégio dos remidos.
Separe tempo para olhar a sua volta - o dia é muito curto para ser egoísta.
Separe tempo para rir - é a música da alma.

Para saber aproveitar o tempo, descreva o que você fez durante uma semana, como você utiliza o tempo na escola, nos trabalhos e nos finais de semana. Depois relate o que deve permanecer e o que deve ser mudado para chegar o mais próximo possível da semana ideal.


Interrupções

Telefonemas interrompem sua concentração e quebram seu ritmo de estudo. Quanto mais constantes eles forem, mais lenta será sua produção. Fofocas, passatempos e pessoas que não tem ocupação, acabam atrapalhando seu horário de estudo e perdendo tempo.
Procure observar quem o interrompe e quais os objetivos, na maioria das vezes é sempre a mesma pessoa.
Se possível, estude em lugar isolado, por onde não transitem pessoas livremente. Tire, por exemplo, cadeiras confortáveis das proximidades de sua mesa, para que você não seja incomodado por alguém.
Deixe claro que você está atarefado. Continue com a caneta em posição de escrever, a máquina ligada ou o papel na mão, mostrando que você deseja continuar sua tarefa. Diga que você tem pouco tempo disponível e seja bem objetivo.
Não deixe que essas interrupções sirvam de desculpas para mais perda de tempo. Assim que a pessoa for embora, reinicie seus estudos.
Seja flexível e criativo, lembre-se que sair da rotina dá mais sabor à vida, aumenta nossa experiência e amplia as possibilidades de realizações.


Vestibular

O local de estudo deve ser limpo, quieto, bem iluminado pelo sol, arejado e confortável. Deve ser um local em que você se sinta bem. A cadeira e a mesa devem ser adequadas ao seu peso/tamanho. O ambiente de estudo deve ser simples mas bem organizado. Dê preferência a sua casa, a fim de não perder tempo andando pelo trânsito...
Acostume-se a usar sempre os mesmos lápis e canetas que você levará no dia da prova, para se familiarizar com o material e diminuir o nervosismo na hora do exame.
Quando estiver na sala do exame, imagine-se no seu ambiente de estudo e esqueça-se dos outros vestibulandos ao redor. Saiba que você é o seu próprio fator limitante no vestibular e a concorrência não importa, pois eles provavelmente estarão suando frio durante a prova.
Para se obter sucesso no auto-estudo é preciso planejar seu horário, priorizando as disciplinas nas quais esteja mais fraco e estabelecendo um horário para cada uma dessas matérias. Dedique o resto do dia ao estudo das matérias menos prioritárias. Estude seis horas por dia, sete dias por semana e estude o máximo que puder, numa boa e com tranqüilidade. Será cansativo, mas será um grande investimento para o seu futuro. É melhor investir o tempo dessa maneira, não é mesmo?

Boa sorte!
Abraço
Marcos Torres


segunda-feira, 21 de maio de 2012

O que fazer quando a criança engasga

O que fazer quando a criança engasga

 Escrito para o BabyCenter Brasil


Primeira coisa a fazer: avalie rápido a situação

• Se o bebê não consegue chorar nem tossir, as vias aéreas podem estar fechadas, e você vai precisar ajudá-lo a voltar a respirar. Ele pode estar fazendo ruídos estranhos ou abrindo a boca sem emitir nenhum som. A pele pode começar a ficar muito vermelha, azulada ou arroxeada.

• Se o bebê estiver tossindo ou com ânsia de vômito, é boa notícia: as vias aéreas não estão totalmente bloqueadas. Deixe seu filho tossir. Tossir é o método mais eficaz de desimpedir as vias aéreas.

• Não tente retirar o objeto com suas mãos, a menos que você consiga vê-lo ao abrir a boca da criança.

• Caso o bebê não consiga se desengasgar, grite e peça ajuda a alguém para levá-los ao pronto-socorro, e comece a fazer as tentativas de desengasgo (ver abaixo). Se estiver sozinha em casa com o bebê, tente desengasgá-lo por dois minutos e então telefone para alguém para pedir ajuda.

• Se seu filho parece estar engasgado mas você não viu se ele colocou alguma coisa na boca, e ele não estava comendo, leve-o ao hospital imediatamente. Ele pode estar com uma reação alérgica a algum alimento ou uma picada de inseto, por exemplo, ou com alguma infecção, como a laringite.

Segunda coisa a fazer: batidas nas costas e compressões no peito


Se você acha que seu filho está mesmo com alguma coisa presa na garganta, sente-se e o coloque de barriga para baixo sobre suas coxas, com a cabeça voltada para os seus joelhos. Segure-o por baixo, mantendo o antebraço sob a barriga dele e usando sua mão para sustentar a cabeça e o pescoço. Deixe que a cabeça do bebê fique mais baixa que o resto do corpo. Com a outra mão, dê cinco tapas firmes, mas não com muita força, nas costas da criança, entre as omoplatas.

Em seguida, coloque essa mão livre na cabeça do bebê, com o antebraço sobre as costas dela, e vire-a devagar, ainda mantendo a cabeça mais baixa que o corpo, na mesma posição, no seu colo. Continue segurando, para dar início às compressões no peito.

Imagine uma linha ligando os dois mamilos do bebê e posicione dois ou três dedos, juntos, um pouco abaixo dessa linha, no centro do tórax dele. Faça uma pressão rápida, para que o peito afunde cerca de 2 cm, e deixe que ele volte à posição normal. Repita cinco vezes, sem movimentos muito bruscos.

Continue alternando os cinco tapas nas costas e as cinco pressões no peito até que o objeto seja eliminado, ou que o bebê comece a tossir. Se ele começar a tossir, deixe que ele elimine o objeto sozinho.



Se o bebê desmaiar, será necessário fazer respiração boca-a-boca. Coloque-o sobre uma superfície firme e incline a cabeça dele para trás, erguendo um pouco o queixo, para abrir as vias aéreas. Dependendo do tamanho do bebê e de quem faz a respiração, pode-se colocar a boca sobre o nariz e a boca do bebê ao mesmo tempo e soprar, ou então cobrir só a boca do bebê e tampar o nariz dele com as mãos.

Procure selar sua boca na dele para que o ar não escape, e sopre com vigor. O ideal é que você sinta o peito da criança inchar com o ar lançado para os pulmões dela. Deixe o peito voltar à posição normal e sopre de novo. Mesmo que o peito do bebê não se encha, continue fazendo a respiração.



Alterne duas respirações e 30 compressões rápidas no peito (ao ritmo de 100 compressões por minuto), com os dedos no centro do tórax, até chegar ao pronto-socorro ou conseguir ajuda especializada. Durante a operação, abra a boca do bebê para ver se consegue enxergar o objeto. Se conseguir, retire-o com os dedos.

Mesmo que o bebê se recupere completamente do episódio, leve-o ao médico no mesmo dia.

Devo tomar cuidado com alguma coisa especial?

Segundo os especialistas, os maiores causadores de episódios de engasgo são:
- Caroço de feijão, de arroz e pedaços de fruta, como maçã (mas isso não quer dizer que você não deva dar esses alimentos ao bebê -- apenas mantenha-se atenta enquanto ele come)
- Peças pequenas que se desprendem de brinquedos
- Bolinhas de gude
- Pilhas e baterias
- Tampas de caneta
- Moedas e botões
- Parafusos
- Balas

Como desengasgar crianças maiores?

Em crianças que já ficam em pé, a manobra é um pouco diferente:

- Mantenha a criança em pé e posicione-se atrás dela como se fosse abraçá-la pelas costas.
- Junte suas duas mãos, uma por cima da outra, abraçando a criança, e coloque-as na região logo acima do umbigo.
- Faça pressões rápidas na barriga para dentro e para cima, por seis a dez vezes.

Essa técnica também funciona para desengasgar adultos.
 http://brasil.babycenter.com/baby/protecao/engasgo/

domingo, 20 de maio de 2012

Saiba como insetos ajudam a solucionar crimes

Entomologista britânico passou de especialista de museu a cientista forense e diz que é preciso 'pensar como larvas'

16 de maio de 2012 | 7h 33
 
Fãs de séries policiais americanas, como CSI, já conhecem um pouco sobre a entomologia forense, o campo da ciência que usa insetos para ajudar a solucionar crimes.
Os tipos de insetos e larvas achados na cena do crime podem indicar pistas sobre o que aconteceu - Tiago Queiroz/AE
Tiago Queiroz/AE
Os tipos de insetos e larvas achados na cena do crime podem indicar pistas sobre o que aconteceu
Para o britânico Martin Hall foi preciso um certo período de adaptação entre o seu emprego no Museu de História Nacional de Londres, onde pesquisava doenças e sua ligação com insetos, às horríveis cenas e cheiros com as quais teve de lidar quando foi trabalhar para a polícia pela primeira vez, em 1992.
Os restos mortais de uma jovem mulher foram encontrados em uma floresta, em Dorset, no sul da Inglaterra, e Hall foi chamado para ajudar nas investigações.
"Eu me vi, de repente, em um ambiente que não poderia ter imaginado nos meus sonhos mais loucos", disse Hall à BBC.
Insetos e larvas

Analisando a idade e os tipos de insetos e larvas encontrados na cena do crime, ele pode descobrir pistas sobre quanto tempo o corpo havia passado no local.
"Estudamos o inseto mais velho no corpo, o que nos dá uma boa indicação de quanto tempo a pessoa passou ali. Se o corpo está do lado de fora, no verão, sabemos que seria encontrado por insetos em 24 horas, então a idade dos insetos no corpo é importante", explica o entomologista.
"Também analisamos outros aspectos. Os insetos são consistentes com o local? O corpo poderia ter sido transportado para lá?"
As informações ajudaram a polícia a dar um foco para a investigação, limitando o período no qual a vítima teria sido colocada ali. A partir dali, ele passou a ser cada vez mais requisitado pela polícia e, hoje, este tipo de trabalho ocupa praticamente metade de sua semana, analisando amostras ou desenvolvendo pesquisa.
"Há geralmente uma ligação entre os insetos que se alimentam do corpo e a causa da morte, um tiro, por exemplo. Também é possível encontrar DNA humano, resíduos de pólvora e restos de drogas a partir de moscas que se alimentaram de um corpo humano."
Assassinatos

Em média, Hall lida pessoalmente com algo entre 10 e 20 casos por ano. Os mais recentes incluem o assassinato de Alisa Dmitrijeva, de 17 anos, encontrada morta em terras de propriedade da rainha, em Sandringham, no dia 1º de janeiro.
Ele também participou das investigações da morte de cinco prostitutas, em Suffolk, em 2006, e diz que a adaptação à função policial foi difícil.
"A primeira vez que você vê um corpo é um pouco perturbador, mas estou relativamente confortável com isso agora."
O entomologista de 57 anos - que começou a colecionar besouros e moscas-varejeiras durante a infância, em Zanzibar, na África - pode passar de algumas horas a dias inteiros em um local de crime.
"Você só tem uma chance de coletar provas e é fundamental que não se perca nada", disse Hall.
"Você tem que pensar como uma larva. Onde eu iria se fosse uma larva? O que eu faria?"
Apesar de hoje ser chefe de pesquisa do departamento de entomologia do Museu de História Natural de Londres, Hall diz que trabalhar com crimes é "extremamente gratificante".
"Muitas pessoas passam a vida inteira trabalhando duro com pesquisa e não veem nada produtivo saindo disso. Para mim, é ótimo ter um resultado após alguns meses, no fim de cada caso criminal."
 http://www.estadao.com.br/noticias/geral,saiba-como-insetos-ajudam-a-solucionar-crimes,873643,0.htm

Cientistas decifram genoma do vetor da Doença de Chagas

Decodificação permite planejar novas técnicas de controle do barbeiro e estudar mecanismo para inibir ação do inseto

18 de maio de 2012 | 8h 21
 
Efe
Pesquisadores de Brasil, Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Canadá e Reino Unido decifraram o genoma do inseto transmissor da Doença de Chagas, que afeta milhões de pessoas na América do Sul.
Barbeiro, o inseto transmissor da Doença de Chagas - Reprodução
Reprodução
Barbeiro, o inseto transmissor da Doença de Chagas

A decodificação do genoma do barbeiro, vetor da doença, permite "idealizar novas técnicas de controle do inseto e estudar a interação com o parasita causador da doença", o Trypanosoma cruzi, afirmou à Agência Efe o pesquisador argentino Rolando Rivera Pomar, do Centro Regional de Estudos Genômicos da Universidade de La Plata.

"A informação sobre a decodificação pode ser acessada em um site (www.vectorbase.org) à disposição da comunidade científica, para que possam interpretar esses dados, portanto ainda resta muito caminho a ser trilhado", detalhou o cientista.

Os pesquisadores acreditam que se conseguirem estabelecer os motivos pelos quais o barbeiro transmite o parasita da doença, poderão estudar os mecanismos para inibir essa ação do inseto.

Rivera Pomar assinalou que a descoberta, alcançada após quase dez anos de pesquisas, permite "completar o ciclo" sobre o mal dado que os genomas do humano e do parasita transmissor já tinham sido decifrados.

A decodificação do genoma do barbeiro, o Rhodnius prolixus, abre a possibilidade de "encarar uma luta mais eficaz ao conhecer mais sobre o Mal de Chagas", acrescentou.

Um grupo de 30 cientistas participou da pesquisa, que contou com um financiamento de mais de US$ 4 milhões fornecidos pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA.

Em março, a Argentina anunciou que começou a produzir um remédio para tratar a Doença de Chagas.
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,cientistas-decifram-genoma-do-vetor-da-doenca-de-chagas,874610,0.htm
 

sexta-feira, 18 de maio de 2012


Chip permite tetraplégica mexer braço-robô com a mente

RAFAEL GARCIA
DE WASHINGTON


Cathy Hutchinson, 59, gosta de beber café todo dia. Mas, numa manhã de abril de 2011, esse ritual teve um sabor especial: 15 anos após ficar tetraplégica, ela conseguiu erguer uma garrafa com a bebida e levá-la à boca sozinha.
Com um chip implantado em seu cérebro, ela usou apenas o pensamento para controlar um braço robótico conectado ao dispositivo.
Foi a primeira vez que uma pessoa conseguiu manipular um aparelho mecânico usando esse tipo de interface. O dispositivo usado para ler os sinais dos neurônios foi o Braingate, criado por cientistas da Universidade Brown, nos EUA.



Editoria de arte/Folhapress

O invento já havia funcionado em 2006, num experimento em que Hutchinson e outros voluntários usaram o pensamento para mover um cursor de computador. Agora, esse controle também ocorre no mundo físico.
A pesquisa está na edição desta quinta-feira da revista "Nature". Um segundo paciente, de 66 anos, também participou dos experimentos, com sucesso.
John Donoghue, cientista que criou o Braingate, afirma que ainda é preciso esperar muitos anos para que o invento se torne viável comercialmente, mas considera que o êxito abre boas perspectivas.
"É um marco porque o chip continuou produzindo sinais úteis mais de cinco anos depois de ser implantado", diz.
PRECISÃO
"Também foi encorajador ver que, 15 anos após seu cérebro ter sido desconectado dos membros, por causa de um derrame no tronco cerebral, ela ainda era capaz de gerar toda a atividade nervosa dos movimentos precisos."
Segundo Donoghue, a meta é gerar sinais úteis não apenas para braços biônicos no futuro, mas também para aparelhos capazes de transmitir sinais elétricos diretamente aos músculos.
Dessa forma, a tecnologia pode devolver o movimento tanto a vítimas de lesões no sistema nervoso quanto a pacientes que tenham sofrido amputações.
Não por acaso, um dos principais financiadores do trabalho é o Departamento de Veteranos de guerra dos EUA.
Uma das principais inovações no braço robótico DLR, usado no experimento, são funções automatizadas que facilitam seu controle.
Quando Hutchinson agarrou a garrafa de café, por exemplo, o dispositivo a ergueu sozinho. Perto de sua boca, o DLR entornou a garrafa levemente, sem que a paciente precisasse controlar movimentos mais precisos.
CORRIDA
O sucesso do Braingate ocorreu em meio a um certo clima de corrida entre pesquisadores da área.
O grupo liderado pelo brasileiro Miguel Nicolelis na Universidade Duke, também nos EUA, havia anunciado em outubro do ano passado seu sucesso num experimento similar, no qual macacos conseguiram movimentar braços mecânicos e demonstraram sensação de toque.
"Até onde eu sei, fizemos o único teste da tecnologia em humanos", diz Donoghue. Nicolelis não estava disponível para comentar o estudo da "Nature" ontem.
Ainda resta saber como alavancar o desenvolvimento comercial da tecnologia.
A Cyberkinetics, empresa que Donoghue tinha fundado com esse fim, faliu após a crise econômica de 2008. O cientista diz esperar que os bons resultados tragam novos investimentos.
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1091666-chip-permite-tetraplegica-mexer-braco-robo-com-a-mente.shtml

Tratamento tenta retardar envelhecimento com hormônios

18/05/2012 - 11h23

Executivos nos EUA tentam retardar envelhecimento com hormônios

DA BBC BRASIL

Executivos e profissionais nos Estados Unidos vêm procurando um polêmico e caro tratamento de reposição hormonal para combater efeitos normalmente associados ao estresse e ao envelhecimento.
Com pouco mais de 30 anos, o executivo americano J.G. começou a se sentir deprimido e ansioso. Tinha dificuldades para dormir, sua libido já não era mais a mesma e, por mais que se esforçasse na academia e cuidasse da alimentação, não conseguia atingir os resultados que queria.
"O trabalho também ia mal. Ter que lidar com o estresse, e a competição ampliava os sintomas, quando não era combustível para eles", conta o executivo, que pediu para não ter seu nome divulgado."Isso acabava com o desejo e ambição de ser bem-sucedido", disse.
Depois de tentar tratamentos com antidepressivos e ansiolíticos, J.G. aceitou o conselho de um colega de academia e começou a fazer reposição hormonal por conta própria.
Mesmo sem consultar um médico, experimentou tomar uma pequena dose de testosterona, um hormônio secretado pelos testículos do homem e em menor quantidade pelos ovários da mulher. Sua concentração no corpo masculino diminui com a idade e devido a problemas de saúde. "Tomei minha primeira dose e, uau, pareceu que tudo deu uma volta de 180 graus", disse o executivo à BBC Brasil.
Desconfiado de que poderia estar sofrendo com os sintomas do declínio de testosterona em seu corpo, procurou um médico. Após alguns exames, ele receitou uma terapia de reposição hormonal.
Atualmente com 40 anos, J.G. segue com o tratamento. Duas vezes por semana, injeta em si mesmo pequenas doses de testosterona e garante que sua vida melhorou em vários aspectos.
"Pergunte à minha namorada modelo de 27 anos", brinca o executivo, que dirige uma consultoria de administração de capital de risco em Nova York.
Apesar dos elogios ao tratamento, alguns médicos têm dúvidas quanto à eficácia e eventuais danos colaterais do uso de hormônios, que poderiam incluir câncer e problemas no coração.













Cenegenics
  A Cenegenics diz que o 'antes' e 'depois' do médico Jeffrie Life não é montagem
 
HORMÔNIOS
A deficiência de testosterona entre homens pode estar ligada a problemas congênitos, doenças, estresse e efeitos colaterais de certos medicamentos.
Além disso, a partir dos 30 anos de idade, inicia-se um declínio gradual da produção do hormônio no organismo.
A maior parte da testosterona utilizada em terapias de reposição hormonal é produzida em laboratório a partir de vegetais como soja e inhame.
Embora o tratamento mais comum para a deficiência de testosterona causada por problemas de saúde seja a reposição hormonal, não há estudos conclusivos sobre a eficácia da injeção do hormônio no combate a sintomas normalmente associados à idade.
Mesmo assim, um grande número de médicos defende os benefícios do tratamento no combate ao envelhecimento. Eles vêm oferecendo terapias de reposição hormonal a pacientes que se queixam de fadiga, de dificuldades para perder peso, de concentração e de redução da libido.
Entre eles está Lionel Bissoon, que ficou conhecido por desenvolver um tratamento para celulite e atualmente administra um programa de reposição hormonal para homens e mulheres em sua clínica em Nova York.
Segundo ele, até meados da década passada, a maior parte de seus pacientes era formada por mulheres entre 45 e 69 anos. Mas a situação se inverteu. Atualmente, cerca de 85% é de homens entre 30 e 69 anos, muitos deles executivos de Wall Street.
"As maiores queixas dos homens são fadiga, cansaço e dificuldades de concentração. Alguns reclamam de dores musculares. Muitos não têm interesse em sexo. Alguns sentem que não são mais quem costumavam ser", disse Bissoon à BBC Brasil.
O médico conta que, após uma bateria de exames, o paciente pode iniciar o tratamento. A reposição hormonal pode ser feita por meio de injeções, adesivos ou via oral. O próprio paciente aplica suas doses de testosterona.
"Eu ensino meus pacientes a se aplicarem, é bem fácil. Não é possível para um executivo ocupado ter que ir a um consultório para tomar uma injeção duas ou três vezes ao mês, não é prático", diz.
CUSTOS
O grande interesse dos homens por tratamentos de reposição hormonal não se restringe a Nova York.
Na filial que serve os Estados americanos da Carolina do Sul e da Carolina do Norte da rede de clínicas Cenegenics, por exemplo, 68% dos pacientes são homens entre 35 e 70 anos.
"Está se tornando mais comum homens mais jovens, com pouco mais de 30 anos (procurarem o tratamento)", diz Michale Barber, médica e diretora-executiva da Cenegenics Carolinas.
Embora a aplicação dos hormônios possa ser feita pelo próprio paciente, é necessário que ele passe por um acompanhamento periódico por médicos e seja submetido a exames regularmente, o que pode aumentar os custos do tratamento.
Para realizar um tratamento hormonal de combate aos efeitos do envelhecimento na Cenegenics, é preciso desembolsar em média US$ 1 mil por mês.
"Os nossos pacientes estão pagando pelo acesso a médicos, fisiologistas, nutricionistas e acompanhamento de laboratório", diz Barber.
Com 20 centros médicos espalhados pelos Estados Unidos e mais de 20 mil pacientes, a Cenegenics usa como garoto-propaganda o médico Jeffry Life, que atua na empresa e é paciente do programa de combate aos efeitos do envelhecimento.
Para mostrar os resultados do tratamento, a empresa usa fotos e vídeos ao estilo "antes e depois" de Life.
Na primeira foto, o médico aparece com um corpo comum para um homem de meia-idade. A outra é uma dessas imagens que à primeira vista parecem montagens (a empresa garante que não é) e mostra a mesma pessoa com um corpo de fisiculturista.
CÂNCER
Apesar dos efeitos aparentemente milagrosos, ainda restam dúvidas sobre a segurança dos tratamentos de reposição hormonal para combater os efeitos do envelhecimento em homens saudáveis.
Embora os médicos adeptos da terapia garantam que ela é segura e pode prevenir doenças, outros apontam que ela pode estimular o desenvolvimento de câncer de próstata e causar problemas cardíacos.
Além disso, pesquisas apontam entre os possíveis efeitos colaterais do tratamento atrofia dos testículos e infertilidade, problemas hepáticos, retenção de líquidos, acne e reações de pele, ginecomastia (crescimento anormal das mamas em homens) e apneia do sono.
Embora tratamentos do tipo estejam sendo utilizados nos EUA desde a década de 1990, há poucos estudos amplos sobre seus efeitos e riscos.
Em 2009, o National Institute of Health dos Estados Unidos deu início a um amplo estudo sobre os efeitos do tratamento de reposição de testosterona em homens acima de 65 anos. Os primeiros resultados, no entanto, devem ser divulgados só em junho de 2015.
Enquanto isso, um relatório publicado em 2004 pelo Instituto de Medicina da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, órgão de consultoria do governo americano, alerta para a falta de pesquisas conclusivas sobre o tema.
"Apesar da crescente popularidade do tratamento com testosterona, não há uma quantidade considerável de dados que sugiram a eficácia da terapia de testosterona em homens mais velhos que não se encaixam na definição clínica de hipogonadismo. Além disso, os efeitos da testosterona na próstata e suas implicações para o câncer inspiram cuidados no uso não terapêutico extensivo", diz o documento.
 http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1092222-executivos-nos-eua-tentam-retardar-envelhecimento-com-hormonios.shtml

sábado, 5 de maio de 2012

Poluição sonora atrapalha 'diálogo' de aves

02/05/2012 - 09h53

Poluição sonora atrapalha 'diálogo' de aves

LUIS CORVINI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Você odeia ser interrompido durante uma boa conversa com os amigos? Agora imagine se isso acontecesse o tempo todo. Deve ser assim que os psitacídeos, passarinhos como os papagaios, os periquitos e as araras, se sentem no cerrado brasileiro.
Quem identificou possíveis interferências na comunicação entre os bichos foi o biólogo Carlos Barros de Araújo, em sua tese de doutorado na Unicamp. Após sete anos de pesquisa de campo nos Estados de Goiás e Tocantins e no Distrito Federal, Araújo demonstra que essas aves conseguem "bater um papinho" a distâncias de até 1,5 km.
Essa comunicação de longo alcance faz parte da dinâmica de vida dos bichos, que se separam em bandos pequenos durante o dia para se alimentar e avisam uns aos outros onde achar comida. "O que você vê em campo são esses pequenos bandos se juntando e se separando constantemente."
Proteger o grupo contra inimigos e afastar possíveis rivais também são outras utilidades dessa comunicação.

Divulgação
 Casal de periquito-do-encontro-amarelo (Brotogeris chiriri), no Parque Nacional de Brasí­lia. Espécie foi uma das estudadas sobre o prejuí­zo causado pela poluição sonora humana na comunicação entre os psitacídeos


Segundo Araújo, já foi possível identificar notas emitidas em contextos específicos, como a sinalização feita por sentinelas. "Um indivíduo fica na copa da árvore observando a presença de predadores e emitindo um som de intensidade baixa. Quando um deles se aproxima, o sentinela emite uma nota de alarme para avisar aos demais."
A interferência do homem, no entanto, tem reduzido a distância na comunicação entre os animais de 1.500 m para menos de 50 m.
"Se você corta a comunicação, você corta a capacidade de informar onde tem alimento. [A ave] vai ter uma menor probabilidade de sobrevivência e de reprodução", afirma o biólogo.
A interferência sonora pode até fazer o animal mudar seu canto. "Muitas espécies passam a cantar em frequências mais agudas e com uma maior intensidade quando submetidas a ruídos de grande intensidade."
As medições realizadas pelo biólogo foram feitas em fazendas e também na Universidade de Brasília, um ambiente urbano mas bem tranquilo se comparado ao centro de grandes cidades. Mesmo assim, já foi percebida a grande redução no raio de comunicação entre as aves.
Barreiras sonoras em rodovias e avenidas perto de áreas onde os bichos vivem podem ajudar a protegê-los.
"Ao lado do Parque Nacional de Brasília passa uma grande rodovia. Em uma área que tem 80 decibéis de ruído é claro que os pássaros serão afetados de alguma forma."
A próxima etapa do trabalho, que centrou esforços no estudo do periquito-rei, do maracanã-nobre e da arara-de-barriga-amarela, será descobrir o impacto da poluição sonora na sobrevivência dos bichos. "Estamos correndo contra o tempo."

Editoria de arte/Folhapress

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Camundongo recupera visão após transplante de células

Camundongo recupera visão após transplante de células

Estudo da Universidade College London é bem-sucedido em transplantar células fotorreceptoras sensíveis à luz em retina de roedores
19 de abril de 2012 | 13h 57



Cientistas britânicos conseguiram recuperar a visão de camundongos cegos, transplantando células fotorreceptoras sensíveis à luz em seus olhos.


O procedimento representa um avanço em direção a um novo tratamento para pacientes com doenças oculares degenerativas.


Cientistas do Instituto de Oftalmologia da Universidade College London (UCL) injetaram células de roedores jovens diretamente nas retinas dos camundongos adultos que tinham problemas de visão.
As descobertas foram publicadas recentemente na prestigiada revista científica Nature.
Quatro a seis semanas depois do transplante, uma em cada seis das células transplantadas - que são especialmente importantes para permitir a visão em locais escuros - haviam formado as conexões necessárias para transmitir informações visuais ao cérebro.
Os pesquisadores testaram a visão dos roedores transplantados em um labirinto pouco iluminado e cheio de água.
O resultado é que os camundongos com as células novas conseguiam perceber o caminho que os levava a uma plataforma e os salvava da água. Já os animais que não receberam células só conseguiam encontrar a plataforma por acaso ou depois de uma extensa exploração do labirinto.

Integração de circuitos

A perda de fotorreceptores é a causa da cegueira em muitas das doenças oculares que afetam humanos, como a degeneração macular relacionada à idade, alguns problemas na retina e a perda de visão decorrente do diabetes.
Para Robin Ali, pesquisador do Instituto de Oftalmologia da UCL e do Hospital de Olhos Moorfields, que liderou os estudos, "mostramos pela primeira vez que células fotorreceptoras transplantadas podem se integrar, de forma bem-sucedida, com o circuito já existente da retina e melhorar de fato a visão (dos camundongos)".
Segundo Ali, o teste do labirinto serviu de "prova" de que uma parte considerável da visão dos camundongos havia sido restaurada.
"Esperamos que, em breve, possamos reproduzir esse sucesso com fotorreceptores derivados de células-tronco embrionárias e finalmente iniciar exames com humanos", agregou.
Mas, apesar das perspectivas promissoras, ainda há muitas etapas a serem superadas até que o tratamento esteja apto para ser usado em pacientes.
Os cientistas também planejam experimentar com fotorreceptores derivados de células-tronco embrionárias, mas a eficácia de seu transplante ainda é duvidosa.

Recuperação funcional


Ainda assim, para Rob Buckle, chefe do departamento de medicina regenerativa do Medical Research Council, um dos financiadores da pesquisa, o estudo da UCL "é um marco que servirá de informação para futuras pesquisas em uma variedade de campos, incluindo pesquisas sobre visão, neurociência e medicina regenerativa".
"(A pesquisa) oferece provas claras de recuperação funcional no olho danificado, o que estimula o desenvolvimento de terapias com células-tronco para lidar com muitas doenças oculares que afetam milhões de pessoas pelo mundo", agregou.
Já existem outras linhas de pesquisa que tentam tratar a cegueira usando transplante celular. No ano passado, o mesmo grupo de estudos da UCL foi autorizado a realizar o primeiro teste clínico europeu envolvendo células-tronco embrionárias de humanos.

O estudo envolve pacientes com o mal de Stargardt, uma das principais causas de cegueira em jovens. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,camundongo-recupera-visao-apos-transplante-de-celulas,863033,0.htm

Ursos pardos e polares 'se separaram' há 600 mil anos

Ursos pardos e polares 'se separaram' há 600 mil anos


Estudo indica que espécies se diferenciaram no processo de evolução muito antes que se pensava


20 de abril de 2012 | 18h 59
 
Reuters
Já sabíamos que os ursos polares já haviam evoluído como uma espécie diferente dos ursos pardos. Um novo estudo genético envolvendo o animal, porém, mostra que o maior predador do Ártico se "separou" do seu irmão há cerca de 600 mil anos, muito antes do que se imaginava.
Estudo também ressalta risco que a espécie corre com o ritmo do aquecimento global - Florian Schulz/Reuters
Florian Schulz/Reuters
Estudo também ressalta risco que a espécie corre com o ritmo do aquecimento global
A pesquisa, publicada na revista Science da quinta-feira, porém, novamente alerta para os riscos que a espécie corre com o aquecimento global. Segundo o estudo, os ursos polares levaram um longo tempo para se adaptar ao clima frio e terão, portanto, que passar por um novo processo de adaptação conforme as calotas polares se derretem, reduzindo as plataformas de gelo vitais para sua sobrevivência.
Apesar de serem espécies diferentes no que diz respeito ao tamanho, à pele e ao pelo, além de comportamento, dentição e em várias outras características, pesquisas antigas afirmavam que ursos polares e pardos haviam se "separado" no processo de evolução há poucos anos. Esses dados tiveram como base o estudo da linhagem de partes dos DNA das espécies.
Mas o novo estudo de Frank Hailer, do Centro de Pesquisa de Clima e Biodiversidade da Alemanha, aponta uma conclusão diferente. Ele e seus colegas afirmam que as espécies tomaram rumos diferentes no processo de evolução muito antes do que se pensa.
"Os estudos anteriores sugerem que os ursos polares tiveram de evoluir muito rápido, já que são uma espécie jovem. Mas o nosso considera muitos outros aspectos aos quais tiveram que se adaptar, e faz mas sentido do ponto de vista evolucionário que a espécie seja mais velha", afirma.
Os cálculos de sua equipe coloca o momento da separação das duas espécies no período Pleistoceno, quando as temperaturas do planeta baixaram como há tempos não ocorria. Pode ser coincidência, mas o resfriamento do planeta também pode ter acelerado a separação.
O estudo indica que o processo de adaptação dos ursos polares foi provavelmente lento, mas também significa que eles passaram por fases de aquecimento do planeta antes. "Se eles se extinguirem nesta fase atual de aquecimento, vamos ter que refletir sobre nosso papel nesse processo. Nas fases anteriores, eles conseguiram sobreviver. A diferença é que agora há o fator humano", afirma Hailer.
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,ursos-pardos-e-polares-se-separaram-ha-600-mil-anos,863532,0.htm

África tem reservas subterrâneas gigantes de água

África tem reservas subterrâneas gigantes de água, dizem cientistas


Aquíferos teriam água suficiente para consumo e irrigação em todo o continente


20 de abril de 2012 | 5h 39
Cientistas dizem que o continente africano, conhecido pelo clima seco, tem enormes reservas subterrâneas de água.
Reservas seriam suficientes para fornecer água para consumo e agricultura na África - BBC
BBC
Reservas seriam suficientes para fornecer água para consumo e agricultura na África

No mais completo mapa já feito da escala e distribuição da água existente embaixo do deserto do Saara e em outras partes da África, os especialistas dizem que esses reservatórios subterrâneos poderiam fornecer água suficiente para o consumo e agricultura em todo o continente, mas admitem que o processo de extração pode ser complexo.
O trabalho, publicado na revista científica Environmental Research Letters, diz ainda que muitos dos antigos aquíferos africanos foram preenchidos pela última vez 5 mil anos atrás.
Escassez
Estima-se que mais de 300 milhões de pessoas na África não tenham acesso a água potável e a demanda deve aumentar consideravelmente nas próximas décadas, devido ao crescimento populacional e à necessidade de irrigação para plantações.
Rios e lagos estão sujeitos a enchentes e secas sazonais, que podem limitar a disponibilidade da água. Atualmente, apenas 5% das terras cultiváveis africanas são irrigadas.
Agora, os cientistas da British Geological Survey (BGS) e da University College London (UCL) esperam que o novo mapeamento chame atenção para o potencial dos reservatórios subterrâneos.
"As maiores reservas de água subterrâneas ficam no norte da África, em grandes bacias sedimentares, na Líbia, Argélia e Chade", diz Helen Bonsor, da BGS.
"A quantidade armazenada nessas bacias é equivalente a 75 metros de água sobre aquela área. É uma quantidade enorme."





Estratégia
Devido a mudanças climáticas que transformaram o Saara em um deserto ao longo dos séculos, muitos dos aquíferos subterrâneos receberam água pela última vez há mais de 5 mil anos.
Os cientistas basearam suas análises em mapas de governos dos países africanos, assim como em 283 estudos de aquíferos.
Eles afirmam que muitas das nações que enfrentam escassez de água têm, na verdade, reservas consideráveis embaixo do solo.
No entanto, os pesquisadores alertam que a perfuração de poços tubulares profundos pode não ser a melhor maneira de extrair a água, já que poderiam esgotar a fonte rapidamente.
"Poços profundos não devem ser perfurados sem que haja um conhecimento detalhado das condições das reservas locais. Poços simples e bombas manuais, desenvolvidos de forma cuidadosa e nos locais certos, têm mais chance de ser bem-sucedidos", disse à BBC Alan McDonald, principal autor do estudo.
Helen Bonsor concorda que meios de extração mais lentos podem ser mais eficientes.
"Muitos aquíferos de baixo volume estão presentes na África subsaariana. No entanto, nosso trabalho mostra que com exploração e construção cuidadosas, há água subterrânea suficiente na África para fins de consumo e irrigação comunitária", diz ela, acrescentando que as reservas poderiam contrabalançar os problemas causados pela mudança climática.
"Mesmo nos menores aquíferos em áreas semi-áridas, com baixíssimo índice de chuvas, as reservas subterrâneas ainda durariam algo entre 20 e 70 anos", afirma Bonsor.
"Então, nos índices atuais de extração para consumo e irrigação em pequena escala, os reservatórios fornecem e continuarão a fornecer proteção contra as variações do clima." BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,africa-tem-reservas-subterraneas-gigantes-de-agua-dizem-cientistas,863344,0.htm

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Técnica trata próstata com mais precisão

18/04/2012 - 10h33


Técnica trata próstata com mais precisão

DÉBORA MISMETTI


Um tratamento que usa ondas de ultrassom concentradas só nas partes da próstata atingidas por tumores demonstrou causar poucos efeitos colaterais, em comparação aos tratamentos-padrão, como cirurgia e radioterapia.

Uma pesquisa financiada pelo governo britânico e publicada na revista "Lancet Oncology" ontem trouxe os resultados do tratamento feito em 42 homens com idades entre 45 anos e 80 anos, com tumores localizados e de grau inicial até agressivo.
Novas drogas enfrentam tumor avançado
Todos passaram por ressonâncias magnéticas, que localizaram as regiões do órgão atingidas por tumores, e pelo ultrassom de alta frequência, que usa calor para destruir o tecido doente.
Entre os que tinham ereções no início do tratamento (35 homens), cerca de 90% mantiveram a função ao final dos 12 meses da pesquisa, sendo que 14 deles precisavam da ajuda de remédios. O tratamento também não causou incontinência urinária.
Até 20% dos homens que passam por cirurgia de retirada da próstata ou radioterapia sofrem de disfunção erétil após o tratamento. Problemas para controlar o fluxo de urina atingem de 30% a 70% dos doentes.


Editoria de Arte/Folhapress




EXPERIÊNCIA NACIONAL

No Brasil, a versão da máquina usada no tratamento, chamada de Hifu (ultrassom com foco de alta intensidade, na sigla em inglês), só existe no Hospital A.C. Camargo, em São Paulo. O Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira) tem um outro tipo de Hifu, usado para miomas e metástases ósseas.
Gustavo Cardoso Guimarães, diretor de urologia do A.C. Camargo, afirma que 30 pacientes foram tratados com o ultrassom. Desses, 24 receberam as ondas na próstata inteira e seis foram tratados de forma focal, como no estudo britânico.
O urologista afirma que a máquina é a única que permite tratar só uma parte ou algumas partes da próstata e ainda preservar os nervos. "Conseguimos tratar a doença com menor impacto na qualidade de vida."
A dificuldade, diz Guimarães, é se certificar da localização do tumor ou dos tumores. "Fazemos uma ressonância e biópsias em vários pontos da próstata." É preciso também aprimorar os métodos de acompanhamento do paciente após o tratamento, para saber se a doença foi controlada mesmo.
"Podemos fazer exame de PSA [exame de sangue], que não é muito preciso, e biópsias. Há um estudo em andamento na FDA [agência de vigilância sanitária dos EUA] sobre isso."
Marcos Menezes, especialista em intervenções guiadas por imagem do Icesp, afirma que, apesar dos resultados promissores, a técnica testada pelos britânicos ainda é experimental. Para o radiologista, falta precisão ao aparelho específico para tratar a próstata no procedimento.
O Hifu usado no Icesp para miomas e metástases ósseas age junto com uma ressonância magnética, que guia o médico para achar os alvos. "Mas essa técnica, para próstata, ainda está em teste."
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1077728-tecnica-trata-prostata-com-mais-precisao.shtml

domingo, 8 de abril de 2012

Brasil tem pelo menos 250 novas espécies ameaçadas de extinção

06/04/2012-09h26

Brasil tem pelo menos 250 novas espécies ameaçadas de extinção

CLAUDIO ANGELO
DE BRASÍLIA

O Brasil ganhou pelo menos 250 novas espécies ameaçadas na última década. Os dados, ainda preliminares, são da lista da fauna em risco que o ICMBio (Instituto Chico Mendes) prepara para o fim de 2014.
A nova lista é a primeira avaliação global do estado de saúde dos animais brasileiros em uma década.
A anterior, publicada em 2004 pelo Ibama, indicava que 627 das cerca de 1.300 espécies avaliadas de anfíbios, répteis, peixes, aves, mamíferos e invertebrados estava sob algum grau de ameaça.
O status de ameaça de extinção é dado segundo categorias definidas pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza).
São elas "vulnerável", "em perigo", "criticamente em perigo", "extinto na natureza" e "extinta", de acordo com diversas medições do tamanho das populações e do grau de fragmentação dos habitats.
Editoria de arte/Folhapress


MUDANÇA
Uma instrução normativa publicada na última segunda-feira (3/4) no "Diário Oficial da União" determina uma mudança de estratégia na elaboração da próxima lista: a anterior, elaborada pela Fundação Biodiversitas para o Ibama, olhava apenas as chamadas espécies-candidatas, ou seja, as espécies de um mesmo gênero ou família com problemas em potencial.
"As listas eram encomendas à Biodiversitas com um prazo de desenvolvimento previamente estabelecido e nunca superior a 12-24 meses e com orçamento limitado", diz Gláucia Drummond, superintendente da fundação. "Nessas condições, não era possível avaliar todas as espécies de um dado grupo."
"Isso era tendencioso, porque a gente já sabe que vai ter vulnerabilidade", disse à Folha Ugo Vercillo, coordenador de Espécies Ameaçadas do Instituto Chico Mendes.
SALTO
A nova avaliação levará em conta todas as espécies de um determinado grupo, independentemente de suspeitas sobre seu grau de ameaça.
Isso fará com que o número de espécies avaliadas salte de 1.300 para 10 mil. Até agora só se avaliou 28% desse total. Daí a queda aparente na proporção de ameaçadas (de 50% para 15%).
Vercillo diz, porém, que o número real de animais em perigo aumenta a cada ano.
"O país não para de crescer, as áreas nativas continuam sendo alteradas", afirma.
Um caso que o ICMBio considera preocupante é o dos tubarões. Das 169 espécies brasileiras, duas são consideradas "regionalmente extintas" e 60 estão sob ameaça.
Outro motivo de preocupação é o impacto do aumento da construção de hidrelétricas sobre os peixes.
"Existe [hoje] uma tendência ao aumento de espécies em perigo, tanto para peixes continentais quanto para marinhos", diz Vercillo.
Por outro lado, há também espécies saindo de risco devido a programas de conservação. Até agora, segundo o coordenador do ICMBio, três que estavam ameaçadas em 2003 já deixaram a categoria.
Outras tiveram seu grau de ameaça reduzido, como a arara-azul-de-lear, caso citado por Drummond.
Segundo a bióloga, esforços de conservação no norte da Bahia, habitat da ave, aumentaram o número de indivíduos na natureza. "É provável que sua categoria seja reavaliada, passando de 'criticamente em perigo' para 'em perigo'", diz Drummond. Um alívio. Saiba mais em www.icmbio.gov.br(www.icmbio.gov.br)
http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1072491-brasil-tem-pelo-menos-250-novas-especies-ameacadas-de-extincao.shtml