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terça-feira, 17 de julho de 2012

Mutação contra mal de Alzheimer


12/07/2012 - 05h30

Mutação dá nova pista contra mal de Alzheimer

RAFAEL GARCIA
DE WASHINGTON



A descoberta de uma mutação genética (alteração no DNA) que tem o efeito de proteger contra o mal de Alzheimer pode ajudar cientistas na busca de uma droga contra a doença, que leva à perda de memória e à morte.
A pesquisa foi liderada pela empresa deCODE, da Islândia, que estudou as informações genéticas por meio de sequeciamento de DNA de 1.795 nativos do país-ilha.
Eles viram que a incidência de alzheimer era muito menor entre os portadores de uma mutação específica que funciona como uma proteção dos neurônios.
A alteração rara foi encontrada nesse gene (batizado pelos pesquisadores de APP), que contém a receita para a produção de uma proteína de função ainda mal conhecida.
No estudo da "Nature", os autores descrevem como diferentes alterações nesse gene originam versões distintas de moléculas amiloides, umas mais nocivas que outras. Aquelas envolvidas no mal de Alzheimer são as beta-amiloides.
Essas moléculas, quando se unem em grandes quantidades, formam fibras que sobrecarregam e matam os neurônios de diferentes áreas do cérebro ocasionando a perda das capacidades de memória características do paciente com o mal de Alzheimer.
A mutação identificada pelos cientistas faz com que o cérebro consiga digerir as moléculas formadoras dessas fibras, impedindo que elas se agreguem. Com isso, a capacidade de memorização é mantida em níveis normais.
Em outras palavras, essa proteína precisa ser produzida e destruída de maneira adequada pelo organismo.
As células nervosas de pessoas sem a mutação benéfica apontada pelo estudo quebram a proteína de maneira "errada" por meio de uma enzima (chamada Bace-1). É como se os pedaços da proteína ficassem indigestos e acabassem se acumulando.

Editoria de arte/folhapress



MUTAÇÃO PROTETORA
Quem tem a mutação protetora é resistente a essa enzima. E é justamente disso que a indústria farmacêutica estava atrás.
"A busca de drogas contra a Bace-1 [a enzima que quebra de maneira inadequada as fibras, causando o alzheimer] já vinha ocorrendo nos últimos 10 a 15 anos, mas de forma lenta", disse à Folha Kári Stefánsson, presidente da deCODE e cientista coordenador do estudo.
"Não havia uma prova de princípio mostrando que essa estratégia iria funcionar. Essa mutação fornece a prova que faltava", conclui.
Outra descoberta embutida nesse estudo é um mecanismo biológico que liga o mal de Alzheimer à demência senil generalizada, que provoca falhas de memória em pessoas muito idosas.
Antes, acreditava-se que a doença não tivesse relação com o declínio de capacidades cognitivas no envelhecimento. Eram duas situações diferentes e desconectadas.
No entanto, os cientistas viram que a mutação do gene que protege contra o alzheimer também ajuda as pessoas com problemas de memória em idade avançada.
"Nossos resultados sugerem que a doença de Alzheimer com início tardio seria o lado extremo do declínio de funções cognitivas ligadas à idade", afirma Stefánsson.
Segundo o cientista, estudar portadores da mutação também pode ajudar na criação de tratamentos.
"Podemos medir o nível de beta-amiloides [as moléculas que podem se acumular nos neurônios] no sangue dessas pessoas para saber quão longe é preciso ir em um tratamento antes de se verificar um efeito terapêutico."
RENASCIDA DAS CINZAS
A descoberta tem um sabor especial para Stefánsson, que conseguiu colocar a deCODE de novo na liderança desse tipo de pesquisa genética após a empresa passar por dificuldades na crise de 2008.
O braço americano da companhia pediu falência em 2009, e jornais noticiaram que a matriz islandesa deixaria de investir na pesquisa de drogas. Stefánsson nega que isso tenha passado por sua cabeça. "Não faria sentido para mim", disse.

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1118787-mutacao-da-nova-pista-contra-mal-de-alzheimer.shtml








4 comentários:

Breno Campos disse...

BRENO CAMPOS 2°AI VESPERTINO CEAAT MUITO BOM! PESQUISADORES DESCOBRIRAM QUE USANDO O GENE "APP" MUTANTE ELES CONSEGUEM IMPEDIR 40% QUE A DOENÇA SE ESPALHE ISSO SEM SOMBRA DE DÚVIDA É UM GRANDE AVANÇO PARA A MEDICINA,E QUE A UM FUTURO PRÓXIMO ELES CONSIGAM UMA CURA DEFINITIVA.

Thaiane Hohenfeld disse...

A doença mal de Alzheimer é com certeza uma das piores doenças que pode existir, pois não é fatal, mas deixa a pessoa presa dentro do próprio corpo, definhando dia, após dia. Esta doença quando fica mais avançada faz com que a pessoa se torne um bebe novamente sem saber comer, andar, nem fazer mais nada. Infelizmente aconteceu com o meu pai. Passei de perto todos os detalhes desta doença. Ele se esqueceu de tudo e de todos e ficou com Alzheimer por conta de uma depressão e também por não trabalhar o cérebro com alguma ocupação. Fica a dica de sempre se manter saudável, não importa a idade temos que cuidar da nossa mente,principalmente os mais velhos. Com essa descoberta maravilhosa vai ajudar muito e espero que daqui pra frente os cientistas descubram uma cura definitiva para essa doença que faz muita gente sofrer.

Thaiane Hohenfeld
Colégio Estadual Aplicação Anisío Teixeira
3ª Ano Turma: A

Lucas Frois disse...

CEAAT
Aluno:Lucas Fróis
Serie: 2ªano Turma:AI
Vespertino

È uma descoberta muito importante para essa doença que eles continuem em frente com esse processo, mas que fique claro para todas as pessoas se manter bem saudável, se cuidar amar seu propio corpo.

Larissa Ribeiro disse...

Larissa Ribeiro 4ºAi

Com certeza é um grande avanço que não se restringe só a quem porta a doença, mas a ciência como um todo. Um ponro importante também é que o estudo dessa mutação pode ajudar na criação de tratamentos, trazendo assim esperança de cura parcial ou integralmente aos portadores de Alzheimer