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domingo, 24 de abril de 2011

Maior fóssil de aranha já encontrado na China

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Maior fóssil de aranha já encontrado é descoberto na China

Fóssil de fêmea tem mais de 165 milhões de anos; aracnídeo tinha 15 centímetros com as patas abertas.

20 de abril de 2011 | 11h 03
 
 
 Cientistas encontraram na China a maior aranha fossilizada já registrada, chegando a 15 centímetros de extensão com suas patas abertas.
A fêmea, que viveu há cerca de 165 milhões de anos, faz parte do gênero Nephila, cujos espécimes são conhecidos pelas teias fortes e de tom dourado que produzem. Estas aranhas são encontradas em regiões tropicais e subtropicais.
Segundo a revista científica Biology Letters, onde foi publicada o estudo, o fóssil foi encontrado na região da Mongólia Interior. Os pesquisadores batizaram o animal de Nephila jurassica.
O professor de Paleontologia da Universidade do Kansas (Estados Unidos) Paul Selden, que participou do estudo, disse à BBC que o corpo da Nephila jurassica não é o maior, mas ao considerar as suas patas, ela se torna a aranha fossilizada de maior tamanho já encontrada.
Até então, o fóssil mais antigo do gênero Nephila tinha 35 milhões de anos. A nova descoberta faz com que a existência deste gênero seja revista para o Período Jurássico, o que torna a aranha a mais antiga já registrada.
É impossível determinar com certeza como morreu este aracnídeo fossilizado. A possibilidade mais forte seria um desastre natural.
A aranha foi encapsulada em cinza vulcânica no fundo do que teria sido um lago. A cinza teria, segundo o estudo, arrancado o animal de sua teia e o encoberto. Os detalhes preservados no fóssil impressionam os cientistas.
"Você vê não somente os pelos das patas, mas pequenas coisas, como a trichobothria (pequenas estruturas em formato de pelo que servem para detectar vibrações do ar)", afirma Selden.
Dimorfismo
As fêmeas de Nephila existentes hoje em dia tecem algumas das maiores teias conhecidas, chegando a 1,5 metro de diâmetro. A sua grandeza contrasta totalmente com os machos deste gênero, que, de tão pequenos, fazem as fêmeas parecerem gigantes.
Esta disparidade de tamanho é um exemplo do que os biólogos chamam de dimorfismo sexual extremo.
Selden e seus colegas também querem descobrir se esta também é uma característica dos antigos espécimes de Nephila.
Segundo o professor, o espécime mais antigo até então era um macho do Período Cretáceo, encontrado na Espanha. Ele afirma que este animal tinha tamanho normal, considerando que as fêmeas atuais são gigantes.
"Parece que nós tínhamos este diformismo neste período tão antigo. Gostaríamos de encontrar um macho para confirmar isto. Todas as evidências sugerem que os machos tinham tamanho normal, mas ainda não localizamos nenhum." BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,maior-fossil-de-aranha-ja-encontrado-e-descoberto-na-china-,708845,0.htm

sábado, 23 de abril de 2011

Pâncreas artificial controla o diabetes

22/04/2011-09h00

Pâncreas artificial controla o diabetes

GUILHERME GENESTRETI
DE SÃO PAULO

Um pâncreas artificial, que monitora os níveis de açúcar no sangue e libera, automaticamente, quantidades adequadas de insulina, é a nova promessa para o tratamento de diabetes tipo 1.
Nesse tipo de diabetes, o paciente precisa tomar várias injeções diárias de insulina para controlar a doença.
Pesquisadores da Universidade de Cambridge testaram o aparelho e dizem que ele está pronto para ser usado por diabéticos em casa.
Eles fizeram a pesquisa com 24 pacientes hospitalizados. Os resultados foram publicados no periódico "British Medical Journal".
SENSOR DE GLICOSE
O aparelho combina um sensor de glicose implantado no corpo a uma bomba com cateter, que libera a insulina. Ao detectar variações nos níveis de açúcar, o sensor dispara sinais de radiofrequência para a bomba, que libera a quantidade de insulina adequada.
No estudo que testou o dispositivo, os pacientes foram divididos em dois grupos: um se alimentou com quantidades razoáveis de comida e outro comeu excessivamente e bebeu álcool.
Muita comida e bebida aumentam a quantidade de açúcar no sangue e mais insulina é necessária. O pâncreas artificial detectou corretamente as diferentes necessidades e conseguiu controlar os níveis de glicemia nos dois grupos.
Nos diabéticos, esse controle é muito delicado. "O que mantém vivo o diabético tipo 1 é a insulina", diz o endocrinologista Antonio Chacra, da Unifesp. O problema, diz ele, é o cálculo da quantidade a ser injetada.

Editoria de Arte/Folhapress
HIPOGLICEMIA
Um dos principais perigos é reduzir demais o nível de açúcar no sangue, segundo Saulo Cavalcanti, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes.
Quando o suprimento de insulina é excessivo, as taxas de glicose diminuem e podem levar a desmaios, convulsões e até causar a morte.
À noite, o risco é maior. "Dormindo o paciente pode não sentir os sintomas", diz Cavalcanti.
De acordo com ele, o pâncreas artificial é uma forma segura de controlar açúcar no sangue e diminuir esse risco.
Para Marcos Tambascia, professor de endocrinologia da Unicamp, o aparelho é a evolução dos tratamentos de diabetes, mas ainda é preciso testá-lo em mais pessoas, para avaliar a segurança.
A estimativa dos médicos é que o pâncreas artificial estará disponível no mercado daqui a três anos.
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/905826-pancreas-artificial-controla-o-diabetes.shtml