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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Peixe transgênico: 1º animal liberado?

EUA analisam liberação de salmão transgênico para consumo humano

A FDA já decidiu que o peixe, que engorda duas vezes mais que o salmão convencional, é seguro

20 de setembro de 2010 | 15h 39
 
Associated Press - AP
A agência reguladora de alimentos do governo dos Estados Unidos estuda nesta segunda-feira, 20, a liberação de um animal geneticamente modificado para consumo humano.
Divulgação/AP
Salmão modificado (maior) ao lado de um natural da mesma idade
 
A FDA realiza dois dias de audiências sobre o pedido para liberação no mercado de um salmão geneticamente modificado. O principal executivo da empresa responsável, AquaBounty, Ron Stotish, disse que o produto é seguro e ambientalmente sustentável.
Críticos, no entanto, referem-se ao salmão como um "frankenpeixe" que poderia causar alergias em seres humanos e levar á extinção do salmão natural. Um comitê consultivo da FDA está revisando os dados científicos a respeito do peixe e analisando as críticas.
A FDA já decidiu que o peixe, que engorda duas vezes mais que o salmão convencional, é tão seguro para consumo humano quanto a variedade da natureza. O apetite do público em geral pelo animal, no entanto, é uma questão a ser determinada.
A aprovação do salmão abriria as portas do mercado para uma grande variedade de animais geneticamente modificados, incluindo um porco que está sendo desenvolvido no Canadá, ou gado imune à doença da vaca louca.
No caso do salmão, a AquaBounty acrescentou um gene de hormônio de crescimento que permite que o peixe produza o hormônio durante todo o ano. Os engenheiros conseguiram manter o gene ativo usando outro gene, de um peixe semelhante a uma enguia e que funciona como uma espécie de interruptor para o hormônio.
Salmões convencionais só fazem o hormônio durante parte do tempo.
A FDA disse que não há diferenças biológicas significativas entre a variedade modificada e a comum, e que existe certeza razoável de que seu consumo é seguro.
Os críticos têm duas preocupações: a segurança para o consumidor humano e o impacto no ambiente. Frutos do mar, argumentam, já apresentam uma alta propensão para causar alergias; além disso, o novo salmão, se escapar para a natureza, poderia entrar em competição com a variedade natural, que já está ameaçada.
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,eua-analisam-liberacao-de-salmao-transgenico-para-consumo-humano,612618,0.htm

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