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quinta-feira, 22 de julho de 2010

China luta para conter vazamento de petróleo

China luta para manter vazamento de petróleo longe de águas internacionais

Greenpeace avalia se derramamento é pior que o divulgado; bactéria que come óleo é usada na limpeza

20 de julho de 2010 | 15h 30
 
PEQUIM - A China se esforça para manter um derramamento de óleo longe de águas internacionais nesta terça-feira, 20. O grupo ambientalista Greenpeace tenta avaliar se o maior derramamento já comunicado pelo país é pior do que foi divulgado.  
O vice-prefeito da cidade de Dalian, Dai Yulin, disse que 40 barcos de controle de óleo entrariam em ação nesta terça à noite, juntamente com centenas de barcos de pesca.
Uma bactéria que come petróleo também está sendo utilizada na limpeza. "Nossa prioridade é recolher o óleo derramado no prazo de cinco dias para reduzir a possibilidade de contaminação de águas internacionais", disse.
Não ficou claro a que distância da Coreia do Norte ocorreu o vazamento.
O óleo cru começou a surgir no Mar Amarelo por um movimentado porto do nordeste do país, depois que um gasoduto explodiu no final da semana passada, provocando um grande incêndio durante 15 horas. O governo diz que a mancha tem se espalhado por um trecho de 180 quilômetros quadrados no oceano.

Jiang He/AP
Mancha de óleo se espalha por 180 km² no oceano

Imagens de chamas de até 30 metros de altura perto de reservas estratégicas de petróleo da China chamaram a atenção do presidente Hu Jintao e de outros líderes. O desafio agora é a limpeza da camada gordurosa no litoral de Dalian, uma vez eleita a cidade mais habitável da China.
O Greenpeace China divulgou várias fotografias no local do incidente nesta terça, antes de a equipe ser forçada a deixar o local. Eles mostraram petróleo em praias rochosas, um homem coberto de petróleo e trabalhadores carregando um colega também envolto por óleo. O estado de saúde dele é desconhecido.
Ativistas disseram que é muito cedo para afirmar o impacto que a poluição pode ter sobre a vida marinha.
Apesar do incidente, o Festival Internacional de Cultura Praiana de Dalian, que atrai milhares de turistas todos os anos, começou no último fim de semana. A agência estatal Xinhua News disse que as águas em torno da praia não tinham sido afetadas pelo vazamento.
Autoridades informaram à Xinhua que ainda não sabem quanto petróleo vazou, mas a emissora China Central Television disse que nenhum foco de poluição - incluindo petróleo e produtos químicos de combate a incêndios - entrou no mar nesta terça.
O porto de Dalian é o segundo maior de importação de petróleo bruto, e o vazamento da semana passada parece ser o maior do país nos últimos anos.
A mídia chinesa continua a falar sobre a explosão e a limpeza do óleo, apesar de o governo ser conhecido por censurar informações quando se trata de temas sensíveis.
A Agência Internacional de Energia disse nesta terça que a China já ultrapassou os Estados Unidos como o maior consumidor mundial de energia, usando o equivalente a 2,252 bilhões de toneladas de petróleo no ano passado. A China questionou o cálculo. 

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