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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Olha a teia do aranha...



04/02/2010 - 10h22

Cientistas imitam teia de aranha em fibra sintética para coletar água

da France Presse, em Paris
Redes desenvolvidas com alta tecnologia, inspiradas por teias de aranha, e capazes de coletar água da névoa de locais muito úmidos, podem ajudar a levar o líquido a locais atingidos por secas.
Em estudo publicado na revista "Nature" nesta quarta-feira (3), cientistas chineses explicam que a teia das aranhas não é apenas forte, mas também possui uma significativa capacidade de coletar a água presente no ar, evitando que o animal precise se preocupar em ter o que beber.
O segredo, revelado por um microscópio eletrônico, está nas fibras proteicas em formato de cauda que formam a teia, cuja estrutura muda ao reagir com a água.
Uma vez em contato com a umidade, pequenos segmentos do fio se "enrolam" em minúsculos nós, cuja distribuição aleatória de fibras é responsável pela textura áspera e cheia de protuberâncias da teia.
As pequenas gotas se condensam por toda a teia de aranha, até chegarem a um tamanho máximo, quando escorregam pelo fio até as articulações da trama, onde se unem às outras gotas, formando porções maiores de água.



Fabricação
A equipe de pesquisadores, coordenada por Lei Jiang, da Academia Chinesa de Ciências em Pequim, estudou a teia da aranha Uloborus walckenaerius, que usa uma espécie de pente, ou cribellum, para separar as fibras e moldá-las de diferentes maneiras.
Inspirados na aranha, os cientistas começaram a desenvolver fibras com o objetivo de reproduzir a estrutura microscópica da teia.
"Nossa teia de aranha artificial não apenas imita a estrutura da teia de aranha em contato com a água, mas também sua capacidade de direcionar a água coletada", afirmam.
A descoberta ajudará no desenvolvimento de fibras fabricáveis capazes de coletar água tanto em lugares úmidos quanto em grandes altitudes, acopladas a aeronaves, por exemplo.
A coleta de orvalho da névoa pode ser feita com redes ou telas esticadas em mastros. A técnica, utilizada na região dos Andes, está sendo incentivada em localidades mais pobres e secas do mundo, como o Nepal, além de lugares que sofrem com o aquecimento global e com secas prolongadas.

 http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u689229.shtml

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